Naquele dia de Setembro, normal e igual a tantos outros na central de comunicações,onde somos rodeados de mapas,telefones,rádios de banda alta e média,é lá onde cai todas as comunicações.No parque de viaturas onde se encontram carros todo terreno,auto-sapadores, e ambulâncias para vários tipos de socorro,assim é a vida do soldado da paz.Vigilante 24 sobre 24,estão sempre atentos por esta causa que abraçam,quando o operador de central chama o chefe de serviço os que se encontram dentro das instalações,se movimentam e correm a saber o que se passa e são precisos os seus trabalhos,assim é a vida do Voluntário que serve.Verificam se todas as viaturas estão devidamente equipadas para o fim a que se destinam, e assim vai correndo o dia.
Mas neste dia fatídico do 11 de Setembro,tinha entrado ao serviço por volta das treze horas,quando naquela hora e minutos 13horas e 44 minutos a TV nos coloca perante o olhar,a maior tragédia da humanidade.Ficamos impávidos sem explicação para tanta destruição,os olhares se cruzam e correm as lágrimas sobre os rostos dos colegas que neste dia estavam de serviço,ficamos paralisados sem saber o que dizer.Ainda hoje sinto o arrepio no corpo e as lágrimas que correram por tantas vítimas inocentes.Hoje passados 10 anos sobre a tragédia que abalou o mundo,penso...ou por outra tenho a certeza que temos dias que pensamos que tudo está diferente e muito mudou na sociedade.O meu simples gesto de nobreza como soldado da paz,presto a minha homenagem as vítimas que padeceram as mãos de seres sem escrúpulos e terroristas, que não respeitam os valores, o ser humano e o fanatismo fica dono da destruição.Aos amigos e soldados da paz de todo o planeta que enfrentam o fogo e destruição,sempre haverá uma Fénix renascida das cinzas,e um grande Anjo da Guarda para nos cobrir com seu manto nas horas em que deixamos a família para socorrer quem precisa.
domingo, setembro 11, 2011
sexta-feira, setembro 09, 2011
segunda-feira, setembro 05, 2011
Os dias vão passando e o verão parece que nos deixou,paira no ar a brisa de Setembro que trás a saudade do mar,do rio e da serra.Ao entrar neste mês vou rebuscar o livro da vida escrever nele na página que tenho sempre em branco, pensar nas coisas que fiz,outras que deixei por fazer por falta de tempo.As palavras...essas as digo sempre de coração aberto, mesmo que custem tenho que as dizer.Mas Setembro tem seus encantos,o cheiro das uvas no lagar,o caminhar até a serra,olhar os pastores com suas ovelhas,tomar o meu chá pelas tarde,e tanto para fazer nas tardes frias,como ler aquele livro embrulhada na manta de lã.
Só deixei o olhar nas casas piscatórias, nos barcos no cais, o cheiro do sargaço pela manhã ,o sol poente que queima o olhar pelo fim da tarde,dos sorrisos abertos,sim porque a vida sem sorrisos e esperança não tem valor,é vida vazia.
O meu livro está sempre comigo,tenho sempre uma página em branco para escrever nele,vou tentando o fazer até que um dia venha um neto e pergunte! Me diz algo de ti que eu não saiba e como eras.Então lhe direi,sempre gostei de ser livre de pensamento,gosto de amar as coisas as pessoas,dei o melhor de mim nos anos áureos da vida,nunca fugi aõs desafios,adoro os meus filhos o meu marido.Amo a natureza e tudo que ela tem,não tenho tanta fé nos homens que dão cabo do mundo em prol do dinheiro,a esses tenho compaixão,um dia virá alguém lhe pedir contas do mal que causou ao mundo com suas mentiras, hipocrisia,deslealdade,guerras,fome,e um sem nome de coisas.
Quem ama e sabe dar amor, tem a consciência tranquila dorme descansado,sem pensar que fez mal e não cumpriu com aquilo que foi destinado como ser humano
Lisa
Só deixei o olhar nas casas piscatórias, nos barcos no cais, o cheiro do sargaço pela manhã ,o sol poente que queima o olhar pelo fim da tarde,dos sorrisos abertos,sim porque a vida sem sorrisos e esperança não tem valor,é vida vazia.
O meu livro está sempre comigo,tenho sempre uma página em branco para escrever nele,vou tentando o fazer até que um dia venha um neto e pergunte! Me diz algo de ti que eu não saiba e como eras.Então lhe direi,sempre gostei de ser livre de pensamento,gosto de amar as coisas as pessoas,dei o melhor de mim nos anos áureos da vida,nunca fugi aõs desafios,adoro os meus filhos o meu marido.Amo a natureza e tudo que ela tem,não tenho tanta fé nos homens que dão cabo do mundo em prol do dinheiro,a esses tenho compaixão,um dia virá alguém lhe pedir contas do mal que causou ao mundo com suas mentiras, hipocrisia,deslealdade,guerras,fome,e um sem nome de coisas.
Quem ama e sabe dar amor, tem a consciência tranquila dorme descansado,sem pensar que fez mal e não cumpriu com aquilo que foi destinado como ser humano
Lisa
sexta-feira, setembro 02, 2011
Procuro-te - Procuro a ternura súbita, os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo, o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce, um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria. Oh, a carícia da terra,
a ...juventude suspensa, a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido. Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina as coisas mais simples: o pão e a água,
a cama e a mesa, os pequenos e dóceis animais, onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio. Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz. Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama, não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho. Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças, dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te. Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama, com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.
Eugénio de Andrade,in,palavras Interditas





