Feliz Ano de 2015 aos amigos que partilho por aqui.
domingo, dezembro 28, 2014
Já o Natal se afasta e entramos no novo ano, pode vir com ventos, tempestades, e frio, muito frio como é próprio de qualquer Janeiras. Se canta em muito lado esperando que abram a porta de par em par e de boa vontade, em volta da mesa uns comem, outros tocam instrumentos a brindar Janeiro. Depois de fazerem jus aos donos da casa que foram generosos, os desejos ficam! Saúde, trabalho, e pão sobre a mesa que nunca falte, e lá vão envoltos em xailes de lã e samarras continuando de porta em porta, para o ano haverá mais, tenhamos saúde, e boa disposição para o entrar do novo ano.
Feliz Ano de 2015 aos amigos que partilho por aqui.
Foto daqui: http://viseumais.com/
Feliz Ano de 2015 aos amigos que partilho por aqui.
quarta-feira, dezembro 17, 2014
E como faltam poucos dias para a festa da família e algumas coisas para fazer! Venho por aqui desejar a quem me acompanha por aqui e tem a gratidão de ler o que escrevo, por vezes algumas verdades, outras em desabafo de coisas que vimos e sentimos a cada dia.
Não será altura para lembrar coisas tristes e como também não gosto, se eu pensar é para mim e chega como se diz.
Feliz Natal e desejos de boa saúde aos amigos e familiares.
Lisa
Não será altura para lembrar coisas tristes e como também não gosto, se eu pensar é para mim e chega como se diz.
Feliz Natal e desejos de boa saúde aos amigos e familiares.
Lisa
terça-feira, dezembro 16, 2014
Coisas simples podem ser grandes basta sentir e olhar de outra forma
O cantar das aves, o vento que faz a folha cair, a onda que se desfaz em espuma
na areia da praia, o choro de uma criança ao nascer, o campo verde até perder de vista,
de tão verde.
É este porquê muitas vezes que olhamos e não temos explicação de tão belo que é
e podemos ter, basta querer e observar em tanto que temos.
Embora actualmente vermos outras coisas que nos deixa cair a lágrima, e continuamos
a fazer a pergunta... porquê, e porquê
Lisa
O cantar das aves, o vento que faz a folha cair, a onda que se desfaz em espuma
na areia da praia, o choro de uma criança ao nascer, o campo verde até perder de vista,
de tão verde.
É este porquê muitas vezes que olhamos e não temos explicação de tão belo que é
e podemos ter, basta querer e observar em tanto que temos.
Embora actualmente vermos outras coisas que nos deixa cair a lágrima, e continuamos
a fazer a pergunta... porquê, e porquê
Lisa
quarta-feira, dezembro 03, 2014
Pensamos e voltamos a pensar! Sim porque ele, o pensamento até ver ainda continua livre, mas um dia sem alguém esperar o temos amordaçado se entretanto não começarmos a deitar atenção, a pequenas coisas que nos fazem.
Posso dizer que é das coisas que mais preso, liberdade de pensar.
Porque ser livre é como a água que corre no ribeiro sem ninguém a conseguir parar, como um bando de pardais que voam em todas as direcções. A folha que cai a cada outono e volta a florir na primavera sem ninguém lhe meter freio, ela própria sabe a hora o dia .
Este foi um pensamento, que hoje e sempre habita no meu coração.
Lisa
Posso dizer que é das coisas que mais preso, liberdade de pensar.
Porque ser livre é como a água que corre no ribeiro sem ninguém a conseguir parar, como um bando de pardais que voam em todas as direcções. A folha que cai a cada outono e volta a florir na primavera sem ninguém lhe meter freio, ela própria sabe a hora o dia .
Este foi um pensamento, que hoje e sempre habita no meu coração.
Lisa
sexta-feira, novembro 21, 2014
Em cada amanhecer perguntamos a nós próprios como será o mesmo, de sol, chuva, ou ventania que nos faça levar para longe os pensamentos maus, e os momentos. Penso que em cada acordar já é uma aventura actual, não é que me preocupe a bolsa porque não faço parte dela, mas me preocupa sim, o que a envolve e todas as tramoias feitas, nas nossas costas que pairam no ar que nos leva por arrasto. Sim porque esta coisas de ser honesto e digno, está a ficar fora de moda.
Mais corruptos se desejam para nos levar a todos a pobreza isso sim?
E com isto desejo bom fim de semana a quem passar por aqui.
imagem: jorgemiguelcs.wordpress.com/
Mais corruptos se desejam para nos levar a todos a pobreza isso sim?
E com isto desejo bom fim de semana a quem passar por aqui.
imagem: jorgemiguelcs.wordpress.com/
terça-feira, novembro 18, 2014
Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.
Eugenio de Andrade
quarta-feira, novembro 12, 2014
É sempre bom falar de futuro, para todos este poema que escolhi, gostei bastante.
FUTURO
É preciso que exista, enfim, uma hora clara,
depois que os corpos se resignam sobre as pedras
como máscaras metidas no chão.
Por entre as raízes, talvez se veja, de olhos fechados,
como nunca se pode ver, em pleno mundo,
cegos que andamos de iluminação.
Perguntareis: “Mas era aquilo, o teu silêncio?”
Perguntareis: “Mas era assim, teu coração?”
Ah, seremos apenas imagens inúteis, deitadas no barro,
do mesmo modo solitárias, silenciosas,
com a cabeça encostada à sua própria recordação.
Cecília Meireles
in Mar Absoluto
FUTURO
É preciso que exista, enfim, uma hora clara,
depois que os corpos se resignam sobre as pedras
como máscaras metidas no chão.
Por entre as raízes, talvez se veja, de olhos fechados,
como nunca se pode ver, em pleno mundo,
cegos que andamos de iluminação.
Perguntareis: “Mas era aquilo, o teu silêncio?”
Perguntareis: “Mas era assim, teu coração?”
Ah, seremos apenas imagens inúteis, deitadas no barro,
do mesmo modo solitárias, silenciosas,
com a cabeça encostada à sua própria recordação.
Cecília Meireles
in Mar Absoluto
terça-feira, novembro 04, 2014
Já Novembro entrou e logo peguei ao colo a sua entrada, vinha
de folhas caídas, ar de frio e sol furtivo. Tentei segurar o calor, mas logo se
desvaneceu no beiral da janela, onde se aconchegou um pardal descuidado. Tremia
como varas verdes do ramo que deixou ficar para trás, procurou o calor do lar,
que lhe saltou do olhar ao passar por ali. Me encantou com o chilrear, sai pela
manhã e volta a tardinha para recolher no beiral, ora da janela ora do telhado.
Lisa
sexta-feira, outubro 31, 2014
terça-feira, outubro 28, 2014
Dizem que a vida e destino cada um o faz a sua maneira, até pode ser, mas se não houver o necessário para caminhar as pernas ficam trôpegos e nem conseguem dar um paço sequer.
Muitas das vezes nem falo por mim, já vivi muito e a experiência já é muita para ver quem procede bem ou mal. Depois tenho dentro do peito um vento de justiça, que fico revoltada quando o vento não sopra para ao lado de quem pede a mesma.
Este país que pode ser bom e bonito, se está a tornar um ninho de "bandidos" que comem a custa de quem trabalha ou ainda o tem. Como pode ter em Portugal crianças onde a fome bate a mesa, e suas pequenas mãos não conseguem agarrar um pouco do que tem direito,ou seja o pão, grande apoio este que dão as famílias, deviam ter vergonha e não brincar ao faz de conta muitas vezes.
Se a gente não acordar deste pesadelo que nos atormenta, um dia vem próximo vamos andar de mão estendida, hoje os abutres já nos visitaram para ver se ainda haverá mais onde cortar no fundo do tacho, triste muito triste. De quem é ou foi a culpa não sei, só sei que a mesma morre solteira a cada dia.
Lisa
Muitas das vezes nem falo por mim, já vivi muito e a experiência já é muita para ver quem procede bem ou mal. Depois tenho dentro do peito um vento de justiça, que fico revoltada quando o vento não sopra para ao lado de quem pede a mesma.
Este país que pode ser bom e bonito, se está a tornar um ninho de "bandidos" que comem a custa de quem trabalha ou ainda o tem. Como pode ter em Portugal crianças onde a fome bate a mesa, e suas pequenas mãos não conseguem agarrar um pouco do que tem direito,ou seja o pão, grande apoio este que dão as famílias, deviam ter vergonha e não brincar ao faz de conta muitas vezes.
Se a gente não acordar deste pesadelo que nos atormenta, um dia vem próximo vamos andar de mão estendida, hoje os abutres já nos visitaram para ver se ainda haverá mais onde cortar no fundo do tacho, triste muito triste. De quem é ou foi a culpa não sei, só sei que a mesma morre solteira a cada dia.
Lisa
sexta-feira, outubro 03, 2014
Hoje mais do que nunca quero acreditar. Nem tudo pode continuar a ser palavra vã sem nexo e sem sentido, pergunto onde para a esperança que teima em chegar, para dar alento a tantos que precisam dela. Eu preciso de alguma para continuar a ser feliz, no país que ajudei a construir com as minhas mãos e sabedoria, muitas vezes com risco da própria vida. Muitas vezes pergunto, onde ficou a palavra obrigado, não sei. Já me interessou mais do que actualmente, a vida nos vai ensinado a crescer com mais sabedoria e precisão da altura.
Sei que vamos continuar a ver, justiça surda e muda, escola com menos meios de ensino, jovens com falta de trabalho, reformados de olhar perdido no horizonte que vai ficando distante a cada dia. E tudo isto por causa de alguns, que roubam a céu aberto ,nos bancos, na empresas e nada lhes acontece!!! Anda esperança que muitos te esperam na soleira da porta para um novo dia.
Lisa
Aos amigos,bom fim de semana
Sei que vamos continuar a ver, justiça surda e muda, escola com menos meios de ensino, jovens com falta de trabalho, reformados de olhar perdido no horizonte que vai ficando distante a cada dia. E tudo isto por causa de alguns, que roubam a céu aberto ,nos bancos, na empresas e nada lhes acontece!!! Anda esperança que muitos te esperam na soleira da porta para um novo dia.
Lisa
Aos amigos,bom fim de semana
terça-feira, setembro 30, 2014
Setembro se faz a caminho e de passo apresado porque a noite espera o dia que se aproxima.
Ainda sinto no ar o cheiro das flores, que vão perdendo o brilho no jardim da praça ou da casa.
Se arruma as mesas, e cadeiras que serviram almoços e jantares de familiares e amigos.E antes que o tempo arrefeça de novo,se vai pintar o muro para dar um ar mais limpo em redor da casa. Durante o dia ainda o calor nos surpreende,ontem fomos ver quando será a vindima, as uvas estão prontas para entrar no lagar, se passou mais um ano. Esperamos voltar como a primavera, até lá haja saúde para que os olhares se voltem a encontrar de novo.
Lisa
Ainda sinto no ar o cheiro das flores, que vão perdendo o brilho no jardim da praça ou da casa.
Se arruma as mesas, e cadeiras que serviram almoços e jantares de familiares e amigos.E antes que o tempo arrefeça de novo,se vai pintar o muro para dar um ar mais limpo em redor da casa. Durante o dia ainda o calor nos surpreende,ontem fomos ver quando será a vindima, as uvas estão prontas para entrar no lagar, se passou mais um ano. Esperamos voltar como a primavera, até lá haja saúde para que os olhares se voltem a encontrar de novo.
Lisa
quinta-feira, setembro 25, 2014
Outono se faz ao caminho, em passo apresado e preciso. No caminhar, deixo a marca das solas que pisam cada folha, sinto alguma tristeza em cada paço como um ai.
Fica a promessa e o pensamento , de as voltar a ver verdes na próxima primavera.
Me sento e relaxo, no banco mais enfeitado,senti paz e conversei
com elas, as folhas e seu passado.
Lisa
Fica a promessa e o pensamento , de as voltar a ver verdes na próxima primavera.
Me sento e relaxo, no banco mais enfeitado,senti paz e conversei
com elas, as folhas e seu passado.
Lisa
sábado, setembro 20, 2014
Canção da tarde no campo
"Caminho do campo verde
estrada depois de estrada.
Cerca de flores, palmeiras,
serra azul, água calada.
Eu ando sozinha
no meio do vale.
Mas a tarde é minha.
Eu ando sozinha
por cima de pedras.
Mas a tarde é minha.
Eu ando sozinha
por dentro de bosques.
Mas a fonte é minha.
Eu ando sozinha
ao longo da noite.
Mas a estrela é minha."
Cecília Meireles
"Caminho do campo verde
estrada depois de estrada.
Cerca de flores, palmeiras,
serra azul, água calada.
Eu ando sozinha
no meio do vale.
Mas a tarde é minha.
Eu ando sozinha
por cima de pedras.
Mas a tarde é minha.
Eu ando sozinha
por dentro de bosques.
Mas a fonte é minha.
Eu ando sozinha
ao longo da noite.
Mas a estrela é minha."
Cecília Meireles
segunda-feira, julho 28, 2014
Como é Difícil Ser Natural
É curioso como é difícil ser natural. Como a gente está sempre pronta a vestir a casaca das ideias, sem a humildade de se mostrar em camisa, na intimidade simples e humana da estupidez ou mesmo da indiferença. Fiz agora um grande esforço para dizer coisas brilhantes da guerra futura, da harmonia dos povos, da próxima crise. E, afinal de contas, era em camisa que eu devia continuar quando a visita chegou. No fundo, não disse nada de novo, não fiquei mais do que sou, não mudei o curso da vida. Fui apenas ridículo. Se não aos olhos do interlocutor, que disse no fim que gostou muito de me ouvir, pelo menos aos meus, o que ainda é mais
penoso e mais trágico.
Miguel Torga, in "Diário (1947)"
imagem do google!
É curioso como é difícil ser natural. Como a gente está sempre pronta a vestir a casaca das ideias, sem a humildade de se mostrar em camisa, na intimidade simples e humana da estupidez ou mesmo da indiferença. Fiz agora um grande esforço para dizer coisas brilhantes da guerra futura, da harmonia dos povos, da próxima crise. E, afinal de contas, era em camisa que eu devia continuar quando a visita chegou. No fundo, não disse nada de novo, não fiquei mais do que sou, não mudei o curso da vida. Fui apenas ridículo. Se não aos olhos do interlocutor, que disse no fim que gostou muito de me ouvir, pelo menos aos meus, o que ainda é mais
penoso e mais trágico.
Miguel Torga, in "Diário (1947)"
imagem do google!
terça-feira, julho 22, 2014
"E quando eu me lembrava de que no dia seguinte o mar se repetiria para mim, eu ficava séria de tanta ventura e aventura. Meu pai acreditava que não se devia tomar logo banho de água doce: o mar devia ficar na nossa pele por algumas horas. Era contra a minha vontade que eu tomava um chuveiro que me deixava límpida e sem o mar. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca."
Clarice Lispector, in "Banhos de Mar"
Clarice Lispector, in "Banhos de Mar"
quinta-feira, julho 03, 2014
Poema
"A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada”
Sophia de Mello Breyner Andresen
"A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada”
Sophia de Mello Breyner Andresen
terça-feira, julho 01, 2014
Faz algum tempo que aqui não publicava nada! Temos momentos para tudo na vida, e quando o calor aperta se foge dos PC, como o verão anda de folga aqui vimos para amenizar o dia de outono que hoje temos.
Hoje falando para os meus botões e olhando em redor,vejo as pessoas encasacadas, botas, e estando em Julho vejo assim o tempo.
Vamos esperando dias melhores, porque tudo está contra nós...até o tempo, livra?
Hoje falando para os meus botões e olhando em redor,vejo as pessoas encasacadas, botas, e estando em Julho vejo assim o tempo.
Vamos esperando dias melhores, porque tudo está contra nós...até o tempo, livra?
quarta-feira, maio 14, 2014
A Tua Voz de Primavera
Manto de seda azul, o céu reflete
Quanta alegria na minha alma vai!
Tenho os meus lábios úmidos: tomai
A flor e o mel que a vida nos promete!
Sinfonia de luz meu corpo não repete
O ritmo e a cor dum mesmo desejo... olhai!
Iguala o sol que sempre às ondas cai,
Sem que a visão dos poentes se complete!
Meus pequeninos seios cor-de-rosa,
Se os roça ou prende a tua mão nervosa,
Têm a firmeza elástica dos gamos...
Para os teus beijos, sensual, flori!
E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,
Só me exalto e sou linda para ti!
Florbela Espanca
Manto de seda azul, o céu reflete
Quanta alegria na minha alma vai!
Tenho os meus lábios úmidos: tomai
A flor e o mel que a vida nos promete!
Sinfonia de luz meu corpo não repete
O ritmo e a cor dum mesmo desejo... olhai!
Iguala o sol que sempre às ondas cai,
Sem que a visão dos poentes se complete!
Meus pequeninos seios cor-de-rosa,
Se os roça ou prende a tua mão nervosa,
Têm a firmeza elástica dos gamos...
Para os teus beijos, sensual, flori!
E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,
Só me exalto e sou linda para ti!
Florbela Espanca
quarta-feira, maio 07, 2014
quarta-feira, abril 30, 2014
Meu maio
A todos
Que saíram às ruas
De corpo máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês – Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
Vladimir Maiakovski
A todos
Que saíram às ruas
De corpo máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês – Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
Vladimir Maiakovski
sábado, abril 26, 2014
sexta-feira, abril 25, 2014
E pensar que já foram 40 anos, e foram tantos e bons,outros ultimamente nem por isso ! Que hoje só me sai uma palavra, obrigados capitães de Abril, principalmente o Grande Salgueiro Maio, onde esteja que saiba olhar por os portugueses que estão a viver mal,crianças com fome e a velhice tão maltratada.
Viva Abril 1974
Viva Abril 1974
quinta-feira, abril 24, 2014
Pensei que hoje seria um dos dias ideais para escrever por aqui. Sei que nem todos gostam da data, uns por uma coisa outros por outra. Mas para falar verdade eu gosto e ponto final, mas para dizer gosto se tem que sentir o gosto eu o tive a 40 anos.Quando se mora na província como diziam na altura, as noticias chegavam lentas e demoradas, já o golpe para derrubar o regime tinha sido de madrugada e só o soube pelo meio da manhã, nesse dia os meninos não foram a escola e curiosidade era muita para se saber coisas. Foi um raiar de esperança, apesar de não estar tão mal como muitos na altura infelizmente, mas a partir desse dia tudo despertou para o melhor, podia ouvir a música que gostava, ler o que gostava, e sentir a liberdade expressa nos sentimentos, a guerra iria acabar e não sentiria o coração apertado em mandar um filho para a frente daquela que foi a guerra mais injusta, em defesa dos interesses coloniais.
As memórias são muitas e teria que escrever sem fim tantas foram elas, daí para a frente ainda tivemos muita coisa a travar, ódios principalmente que estavam adormecidos.
Depois de tanta coisa alcançada e ver a crescer um país finalmente democrático e Europeu, nos vêem agora roubar os sonhos, a esperança, estragar a nossa saúde, a educação, entregar os filhos e netos a imigração!!!Não não quero este Abril de cravo vermelho, esta gente não presta vende a pátria ao diabo,quero sim um raiar novo e um despertar de madrugada, quero o meu Portugal de novo,de bandeira verde e vermelha a flutuar ao vento em caravelas neste mar que é o nosso.
Viva Abril sempre!
Foto do google.
As memórias são muitas e teria que escrever sem fim tantas foram elas, daí para a frente ainda tivemos muita coisa a travar, ódios principalmente que estavam adormecidos.
Depois de tanta coisa alcançada e ver a crescer um país finalmente democrático e Europeu, nos vêem agora roubar os sonhos, a esperança, estragar a nossa saúde, a educação, entregar os filhos e netos a imigração!!!Não não quero este Abril de cravo vermelho, esta gente não presta vende a pátria ao diabo,quero sim um raiar novo e um despertar de madrugada, quero o meu Portugal de novo,de bandeira verde e vermelha a flutuar ao vento em caravelas neste mar que é o nosso.
Viva Abril sempre!
Foto do google.
sexta-feira, abril 18, 2014
Olá amigos deste blog. Por vezes precisamos de colocar ideias no lugar, ou quem sabe alguma disposição.Tenho por aqui amigos, poucos mas bons de pensamentos e palavras. Os tempos que atravessamos nos fazem mal em tudo,nós os mais velhos,e os mais novos, vivemos na corda bamba sem saber o que daqui para a frente será, mas o que tiver que ser se verá. Nunca soube desistir, nem baixar os braços como tal sempre ao leme nesta onde de esperança que nos levará a bom Porto.
Venho por aqui desejar uma Santa Páscoa com saúde e fraternidade.
Venho por aqui desejar uma Santa Páscoa com saúde e fraternidade.
terça-feira, março 18, 2014
Já algumas vezes tinha por aqui escrito que iria manter o blog fechado algum tempo. Agora vai ser de certeza, virei se até lá a disposição for alterada pelos tempos que correm. Se não vier bons ventos de emoções, liberdade, e solidariedade, manterei a minha vontade.Um ano passa rápido e veremos se me sinto melhor do que atualmente, ando apreensiva.
Sejam felizes até um dia com amizade, deste mar de chamas mas principalmente de palavras.
Lisa
Em Balanço
Sejam felizes até um dia com amizade, deste mar de chamas mas principalmente de palavras.
Lisa
Em Balanço
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
Dançamos
Eu danço, tu danças, e todos dançamos
uma dança de inquietude
que nos acompanha todos os dias,
nos machuca sentimentos, e
emoções.
E lá andamos neste redopiar
de sentimentos, que uns ocultam e
sofrem, e não demonstram.
Outros criam barreiras,
só fugindo deste antro
que nos amordaça, e controla até
ao tutano.
É realmente uma eterna dança.
Lisa 27/02/2014
Eu danço, tu danças, e todos dançamos
uma dança de inquietude
que nos acompanha todos os dias,
nos machuca sentimentos, e
emoções.
E lá andamos neste redopiar
de sentimentos, que uns ocultam e
sofrem, e não demonstram.
Outros criam barreiras,
só fugindo deste antro
que nos amordaça, e controla até
ao tutano.
É realmente uma eterna dança.
Lisa 27/02/2014
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
O cipreste inclina-se em fina reverência
e as margaridas estremecem, sobressaltadas.
A grande amendoeira consente que balancem
suas largas folhas transparentes ao sol.
Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis,
os longos fios da relva, lustrosos, lisos cílios verdes.
Frontes rendadas de acácias palpitam inquietantemente
com o mesmo tremor das samambaias
debruçadas nos vasos.
Fremem os bambus sem sossego,
num insistente ritmo breve.
O vento é o mesmo:
mas sua resposta é diferente, em cada folha.
Somente a árvore seca fica imóvel,
entre borboletas e pássaros.
Como a escada e as colunas de pedra,
ela pertence agora a outro reino.
Se movimento secou também, num desenho inerte.
Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa.
O vento que percorre o jardim
pode subir e descer por seus galhos inúmeros:
ela não responderá mais nada,
hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante.
Cecilia Meireles
e as margaridas estremecem, sobressaltadas.
A grande amendoeira consente que balancem
suas largas folhas transparentes ao sol.
Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis,
os longos fios da relva, lustrosos, lisos cílios verdes.
Frontes rendadas de acácias palpitam inquietantemente
com o mesmo tremor das samambaias
debruçadas nos vasos.
Fremem os bambus sem sossego,
num insistente ritmo breve.
O vento é o mesmo:
mas sua resposta é diferente, em cada folha.
Somente a árvore seca fica imóvel,
entre borboletas e pássaros.
Como a escada e as colunas de pedra,
ela pertence agora a outro reino.
Se movimento secou também, num desenho inerte.
Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa.
O vento que percorre o jardim
pode subir e descer por seus galhos inúmeros:
ela não responderá mais nada,
hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante.
Cecilia Meireles
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
O Amor é o amor é o amor — e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?...
O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!
Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos — somos um? somos dois?
espírito e calor!
O amor é o amor — e depois?
(Alexandre O'Neill)
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?...
O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!
Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos — somos um? somos dois?
espírito e calor!
O amor é o amor — e depois?
(Alexandre O'Neill)
segunda-feira, fevereiro 10, 2014
'Chovia e eu estava como numa floresta de harpas'
Chovia e eu estava como numa floresta de harpas:
que musica tocarão meus inábeis dedos nas águas celestes?
Nós somos uns grandes cometas com véus de acontecimentos
arrastados atrás de nós, e cada dia dilatados.
Nós somos uns solitários faróis projetando-nos sobre a noite.
Deixai-me tocar a musica de hoje, inábil, que fica entre o que passou e
o que talvez não venha."
Setembro, 1962
Cecília Meireles
In: Poesia Completa
Foto daqui:www.papeldeparede.etc.br
Chovia e eu estava como numa floresta de harpas:
que musica tocarão meus inábeis dedos nas águas celestes?
Nós somos uns grandes cometas com véus de acontecimentos
arrastados atrás de nós, e cada dia dilatados.
Nós somos uns solitários faróis projetando-nos sobre a noite.
Deixai-me tocar a musica de hoje, inábil, que fica entre o que passou e
o que talvez não venha."
Setembro, 1962
Cecília Meireles
In: Poesia Completa
Foto daqui:www.papeldeparede.etc.br
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
Prometi aos amigos por aqui voltar quando as ideias ficassem em ordem, Cada dia que passa as mesmas ficam silenciadas por ver o que vejo, sentir a "raiva" que sinto por seres que nos levaram a este caminho.
Não poderei de certa forma falar de mim nem dos meus, a verdade é que vejo tanta injustiça, pelos que não tem pão, trabalho, casa e todo um arrastar de coisas que poucos podem resolver. A saúde muito mal, os hospitais estão abarrotar de pessoas, a educação é o que se sabe, a cultura é um bem para deitar fora, convêm cidadão"burro" mais fácil de manobrar.O que nos dão é,TV com programas fracos, novelas em cima de novelas, Big Brother com pessoas sem nível e educação...pelo que ouço e não é por ver, mas a dizer mais parece um bar de alterne. E para acabar com este rosário grande, temos um inverno que não deixa sair da "toca" porque o verdadeiro anda a solta, e a usar o que pertence a nação,e a nós pensionistas do que trabalhamos, e assim vai este país sem ponta por onde se pegue. Agora pergunto eu, haverá alguém por ai perdido, que ajuda este Portugal que todos amamos, para não deixar acabar o que os outros nos deixaram, porque por este andar, até um dia os monumentos são vendidos em haste publica, tenham dó.
Virei por aqui sempre que poder e der. Obrigados.
Lisa
Não poderei de certa forma falar de mim nem dos meus, a verdade é que vejo tanta injustiça, pelos que não tem pão, trabalho, casa e todo um arrastar de coisas que poucos podem resolver. A saúde muito mal, os hospitais estão abarrotar de pessoas, a educação é o que se sabe, a cultura é um bem para deitar fora, convêm cidadão"burro" mais fácil de manobrar.O que nos dão é,TV com programas fracos, novelas em cima de novelas, Big Brother com pessoas sem nível e educação...pelo que ouço e não é por ver, mas a dizer mais parece um bar de alterne. E para acabar com este rosário grande, temos um inverno que não deixa sair da "toca" porque o verdadeiro anda a solta, e a usar o que pertence a nação,e a nós pensionistas do que trabalhamos, e assim vai este país sem ponta por onde se pegue. Agora pergunto eu, haverá alguém por ai perdido, que ajuda este Portugal que todos amamos, para não deixar acabar o que os outros nos deixaram, porque por este andar, até um dia os monumentos são vendidos em haste publica, tenham dó.
Virei por aqui sempre que poder e der. Obrigados.
Lisa
quarta-feira, janeiro 22, 2014
sábado, janeiro 18, 2014
Serenata
Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
Cecília Meireles
Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
Cecília Meireles
quarta-feira, janeiro 15, 2014
Cada um de nós é como o velho tronco de árvore.
Todas as nossa alegrias e tristezas ficam iguais.
Quando alegres, as folhas estão verdes, e florescem de lindas flores, e rebentos.
Quando tristes,ramos secos e sem brilho,e assim caminhamos pela vida fora. Só temos que enfrentar todas as nossas adversidades e teimar para
não nos deixar abater, as mágoas as vamos guardar para a primavera.
Isto eu penso a cada instante, hora e minuto, até num simples segundo.
E como dizem, as árvores devem morrer de pé.
Lisa
Todas as nossa alegrias e tristezas ficam iguais.
Quando alegres, as folhas estão verdes, e florescem de lindas flores, e rebentos.
Quando tristes,ramos secos e sem brilho,e assim caminhamos pela vida fora. Só temos que enfrentar todas as nossas adversidades e teimar para
não nos deixar abater, as mágoas as vamos guardar para a primavera.
Isto eu penso a cada instante, hora e minuto, até num simples segundo.
E como dizem, as árvores devem morrer de pé.
Lisa

































