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segunda-feira, abril 20, 2009

As Árvores do Mar



Enquanto escrevo
sobre o vento que passa
Entre os pinheiros

sobre as águas que deslizam
nos caminhos do mar

O pinheiro balanceia
As águas reproduzem-se
O vento respira

Abandono então o poema
E sento-me a ver o peixe
Voluptuoso a ouvir o corpo
Em sua morada

E não faço nada
Porque não há nada
Para fazer

Casimiro de Brito

terça-feira, março 31, 2009

Um corpo de Verão



Era um corpo de verão que ondeava
Entre mil murmúrios de águas e sementes
Na sua nudez ardia o fogo dos pomares
Abracei a vigorosa doçura dos seus membros
bebi em alta sede a inocência ardente
conheci a sombra que floresce a brisa e o alimento
No centro enamorado da pátria arborescente

Casimiro de Brito