Neste dia primeiro de um mês onde cheira a vindima e mosto,
o coração sente uma amarra e o grito amordaçado,
nem o cantar na vindima anima os corações tristes,
e maltratados, a alma de um povo
que gostava de cantar ao som da concertina
onde tudo era partilha até os olhares,
continua vazio e sem esperança,
onde no lagar da vida, cada toque
é um sofrimento, sem alento para continuar.
Lisa

3 comentários:
Pelo sonho
é que vamos
Vindimas feitas ao "som" da incerteza!
Belíssimo e actual poema!
Beijos.
Minha querida
Tão verdadeiro o teu poema, já ninguém tem vontade de cantar, estão sufocados pelo peso que já não conseguem mais carregar.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
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