Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez as margens do regato solitário
onde te miras como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores desse país inventado
onde tu és o único habitante. Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará e esse ar de renúncia às coisas do mundo.
Acorda, amigo, liberta-te dessa paz podre de milagre que existe
apenas na tua imaginação. Abre os olhos e olha, abre os braços e luta!
Amigo, antes da morte vir
nasce de vez para a vida.
Manuel da Fonseca
10 comentários:
Minha querida
Um texto muito cheio de sentires.
Beijinhos
Sonhadora
Que prazer, amiga Lisa, encontrar aqui Manuel da Fonseca.
E como são actuais as suas palavras!
É cada vez mais urgente que nos libertemos da paz podre em que nos envolveram.
Obrigado, Lisa, pela partilha.
BJS
Olá Lisa
Adorei o texto!
A vida é para ser vivida, mesmo sabendo que há "barreiras" a ultrapassar...
Viver com esperança!
Bjs.
Amiga Sonhadora.Obrigada pela opinião e visita.
Beijinho Lisa
Amigo Carlos! Por vezes vou aos livros que gostei de ler,e vejo coisas tão interesantes e que também se enquadram no presente,que não resisto.
É como diz o poeta...paz podre! tem tanta razão.
Beijinho e boa continuação de saúde.
Lisa
Mona Lisa.
E que barreiras por vezes encontramos,mas sempre para tentar seguir em frente,é meu lema.
Beijinho
É um poema de esperança e luta belíssimo. Já passou lá na ilha...
Obrigada pela partilha, Lisa.
Beijinho.
Olá querida amiga
Que belas palavras, estava mesmo precisando ler algo assim.
Obrigada.
Com muito carinho BJS.
MUito bonito este poema, este hino à vida, a viver a vida e aproveita-la ao maximo.
Beijito.
Num poema forte, um sábio conselho.
Não conhecia esse autor. Gostei muito.
Beijos e bom final de semana.
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