
Não posso adiar o amor para outro século
não posso, ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda, sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço, que é uma arma de dois gumes, amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas, e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida, nem o meu amor, nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa
5 comentários:
O que melhor me soube foi; Não posso adiar o meu amor!...Mexe com a gente...Muito lindo, Não podemos adiar a vida, não da forma que queremos, ela é que adia o que tem de ser... Beijinhos e desculpa andar distante, a cabeça também não anda a funcionar como antes...ehhh, mas, na medida do possivel, estou ebnzinha.. laura.
Olá querida, muito linda sua postagem, e concordo plenamente não podemos deixar para o outro seculo todas as coisas que podem ser feitas neste. além do mais nossa vida seria uma inutilidade. Meu carinho BJS.
Querida Amiga,
O Amor não se adia nunca. Vive-se, certo?
E, como é bom viver!!
Deixo-te com um beijo amigo e solidário,
Maria Faia
Não se pode adiar o coração
como não se pode adiar o amor.
Há que vivê-lo, intensamente, já que também não se pode adiar a vida...
Beijinhos, Lisa
O coração é onde reside o amor e ele não pode lá ficar fechado, tem que ser entregue a quem careça dele. Não se pode adiar o que de mais importante há para dar.
Um belíssimo poema ilustrado com uma bela imagem.
Beijinhos grandes.
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