
Ninho de palavras escuras, rumor de folhas e de mãos pequenas,insectos de delicada chama,diminutos fulgores silenciosos. Entre confusas claridades verdes,na plena humidade, o fogo abre a flor do corpo,intacta e branca. Os astros acendem-se como animais que sobem a direcção do vento.
Esta é a morada ardente e sossegada,o obscuro jardim do corpo e das palavras lisas. Uma alegria de formas,de sons,de cores. A navegação luminosas pela árvore do corpo,pela sua água,pelo seu horizonte de lábios. O corpo abriu-se e multiplica-se num só corpo e estremece numa ampla respiração como folhagem solar.
António Ramos Rosa
8 comentários:
Jardim do corpo, que bela prosa, e bela é a escolha...Corpo ventimenta de um belo jardim que é a Alma...
Terna amiga, meu doce beijo
Cõllybry
Collybry.Lindas as palavras,agradeço.Beijinho Lisa
Belíssimo texto que escolheste, Lisa.
É bom voltar a ler-te... "um corpo a estremecer", é muito bonito...
Um beijinho
Beijinhos da Manuela
Muito bonito, Lisa.
António Ramos Rosa, é um poeta maior.
Beijos
Manuela. Boa continuação de semana.
Beijinho Lisa
Carminda.
Tens razão poeta maior,gosto muito dele,fala a minha língua,em muitos sentidos.
Beijinho Lisa
E o amor abre-se nas suas pétalas rosas, iniciando assim o clico da natireza delicada e romântica dos seres.
Admiro-te!
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