sexta-feira, outubro 14, 2011

CANÇÃO DE OUTONO* 
O outono toca realejo 
No pátio da minha vida. 
Velha canção, sempre a mesma, 
Sob a vidraça descida... 
Tristeza? Encanto? Desejo? 
Como é possível sabê-lo? 
Um gozo incerto e dorido 
de carícia a contrapelo... 
Partir, ó alma, que dizes? 
Colhe as horas, em suma... 
mas os caminhos do Outono 
Vão dar em parte alguma! 


Mário Quintana


























Foto colhida do Google

sexta-feira, outubro 07, 2011

Se faz tarde, me retiro em silêncio
Deixo a palavra adormecida
Para um novo despertar!
Com chuva ou sol,não sei
O poderoso saberá.

Maria Elisa


quarta-feira, outubro 05, 2011

Canção do Outono


Perdoa-me, folha seca, 
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo, 
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão, 
se havia gente dormindo 
sobre o própro coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles 
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono 
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...


Cecília Meireles



sábado, outubro 01, 2011

Arde-me o olhar, do sol que no teu brilha.
Ri-me na boca o riso que enche a tua
O teu menor prazer  me apazigua.
O teu gesto menor me maravilha.
Nos teus quadris há a graça que brilha.
Música quanto dizes ma insinua.
Como alheada,quando vais na rua,
o teu caminho o meu desejo trilha.
Tem o teu corpo todas as fragrâncias.
Beijo-te e um fruto doce me transporta.
Abraço-te e num vórtice me abismo
Se te inquietas,fico eu em ânsias.
Em ti me absorvo,se te vejo absorta.
Do teu repouso,torna-me o optimismo.


Obra poética  Armindo Rodrigues