quarta-feira, novembro 05, 2008

Poema do amigo aprendiz



Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Fernando Pessoa

terça-feira, novembro 04, 2008

Novembro!!



Neste dia de Novembro me lembrarei sempre de te ver chegar.Com a tua boina preta e tuas convicções,e alegria estampada no rosto.Da forma de escrever e ensinar,como gostavas de partilhar com o teu amigo os teus valores.Mas lembro sobretudo o respeito e defesa dos que menos tinham,como tal gostarias de ler este poema que escolhi para ti,neste dia.

Nova matemática

eles sabem multiplicar
para diminuir
eu seu somar
para dividir.

Aprendi esta nova forma
no alvorecer da aurora
dum Abril
com cravos

Vem amigo
aprender esta nova matemática
larga esse rosário de velhas contas
que tens entrelaçado
nos dedos

Sei somar de muitos
para dividir por todos
vamos propagar esta forma:
somar para dividir
para construir

Álvaro de Oliveira

segunda-feira, novembro 03, 2008

A Onda



Era uma onda que crescera para lá do meio do mar
e mais se alçava em corpulência das ondas que tragava
pelo caminho. Era uma onda ávida.
Com ela rolavam búzios alucinados, estilhaços de
conchas, madeiros, plâncton, algas, o último alento dos
afogados... Era uma onda violenta.
A exaltação que trazia dos confins do horizonte nem
lhe dera para se interrogar sobre qual o desígnio do seu
destino. Era uma onda embriagada de vida.
Desfraldada em cachão, cavalgava para terra. A rojar-se
sobre os primeiros bancos de areia, esboçou enfim a
pergunta:
- Porquê?
Mas já não teve tempo de responder.

Antonio Torrado

domingo, novembro 02, 2008

Flores para os que amei



Depois de o dia de ontem que cheguei tarde e cansada,venho agradecer aos amigos que por aqui vieram e mostraram amizade na sua visita.
Este dia me deixa um pouco com saudade e melancolia do momento,onde vivo as emoções de afectos que me deixaram a algum tempo,por outro lado sinto o mercado que se faz em prol das saudades dos outros,onde se vende tudo e mais alguma coisa as portas dos cemitérios,até certas pessoas fazem da data uma romaria.Deviam ter mais respeito,pelos vivos a família,pois os que partiram nada dizem,nem se manifestam contra a falta de sensibilidade.
Agradeço os comentários a todos os amigos com carinho e amizade. Como disse estou um pouquinho triste e não me apetece escrever muito assim, é a vida e a saudade alguma,amanhã será outro dia.

Aos amigos.
Laura_Mundo Azul_Menina do Rio_Carminda_Guilherme_Uma Ilha_Maria_Sophia Mar