Sou todo um campo aberto e recalcado
Inerme e desvalido,sem defesa
ante um tropel imenso e conjugado
Dos flocos de cimento,sem beleza.
Das tintas poluentes,do pecado
de incêndios que devoram,com presteza.
A mata e o recanto sossegado
Onde eu me sinto eu,natureza!
A maré negra invade a minha praia
Já não vejo lugar por onde saia
afogado no mar da poluição;
E entre os ruídos surdos,onde estou
O alarme da sirene,que tocou,
Foi como um tiro certo ao coração!
Valdemar Gonçalves