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quarta-feira, junho 15, 2011

Como tinha dito anterior,penso que fazer penitência será pouco para entrar no painel.Amigos dizem umas coisas outros outra,o que é certo não se sabe o mal.Pelo sim e pelo não me preveni,agora bola para a frente e vou tentar continuar por aqui,como dizem...não há amor como o primeiro,então este blog que tenho à quatro anos,já será um belo "casamento" vamos ver se aguenta e não dá em divorcio, a ver vamos. Aos amigos que comentaram obrigados,como sabem não comento por aqui, mas vou a todos deixar lá o meu abraço e carinho.



E como adoro a poesia de Cecília Meireles fica um dos poemas por mim eleito.

Com que doçura esta brisa penteia
a verde seda fina do arrozal
Nem cílios, nem pluma, nem lume de lânguida
lua, nem o suspiro do cristal.

Com que doçura a transparente aurora
tece na fina seda do arrozal
aéreos desenhos de orvalho! Nem lágrima,
nem pérola, nem íris de cristal...

Com que doçura as borboletas brancas
prendem os fios verdes do arrozal
com seus leves laços! Nem dedos, nem pétalas,
nem frio aroma de anis em cristal.

Com que doçura o pássaro imprevisto
de longe tomba no verde arrozal!
Caído céu, flor azul, estrela última:
súbito sussurro e eco de cristal.

Cecília Meireles