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sexta-feira, setembro 26, 2008

Rugas



Algum tempo atrás num dia em visita a biblioteca municipal. Encontrei um poeta que gosto da sua forma de escrita,palavras simples que fala uma linguagem que chega a qualquer um.Como sou uma pessoa simples e gosto de ler e escrevo alguma poesia,a minha maneira claro,é como o meu coração estará na hora,mas hoje vou escrever aqui um poema deste escritor,espero que gostem e tentem ler.

Do Livro Mãos de Sal- Álvaro de Oliveira

Rugas

Nessas rugas
o gosto amargo
da dureza

Na ponta do cajado
o sebo
da nada

No suor
que dia a dia fazes cair na terra
o desespero
do teu ventre

Amigo
o poeta ama-te
vê-te em cada manhã
em cada dia que passas
despercebido

há-de florir um cajado
na tua mão