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domingo, maio 30, 2010



Brisa
Que branca mão na brisa se despede?
Que palavra de amor
A noite de maio em si recebe e perde?
Desenha-te o luar como uma estátua
Que no tempo não fica
Quem poderá deter
O instante que não pára de morrer

Sophia de Mello Breyner