
Sei que não te cansas de regar a esperança de um corpo sem bagagem,
de plantar a lembrança de um vulto feliz
da mulher que passa pelos sonhos sem dizer adeus
e faz dos teus olhos um choro sem fim
Sei que não te cansas de ler os sinais
das mãos de um menino sem bagagem
que desliza na solidão dos sentidos
de quem ouve o mar.
Choras ainda, julgas ser a imagem de esperança do mundo,
a imagem das mãos vazias para agarrar o mundo.
Angela Mendes Ferreira