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segunda-feira, agosto 10, 2009

Meditar nas palavras.



Depois de um dia em descanso,hoje com mais tempo vou falar um pouco o que o meu coração sente.Nesta altura é sempre igual a si mesmo,transito a dizer chega,um verdadeiro inferno, restaurantes sempre cheios e com fraca oferta,tirando alguns lados a onde se saiba procurar.
Políticos já em grande azafama para os convites,todos a quererem e a lutarem por um simples lugar.Que me importa que lutem que berrem,quando eles não são capazes de alguma credibilidade... sim vamos lhe dar o voto se o merecerem alguns tenho dúvidas.Basta escutar todos os dias, eles são tão sérios e falam tão bem? As vezes penso que nós é que estamos errados! mas vou deixar tudo isto de parte,e falar de algo sério e credivel,algo que mexeu comigo. Raul Solnado,o humorista que fez rir até as lágrimas,e o belo trio do Zip Zip e que resta só um.Hoje em dia já são tão poucos com este sentido de humor,vejo isso sim, convencidos em estrelas que de piada nada tem.Em casa dos meus pais ouvia muitas os seus discos,e riamos até as lágrimas.Nestas letras quero dizer,que a cultura ficou mais pobre,pelo autor pelo homem e humanista que sempre foi...bem hajas Raul onde estiveres,pelo momentos felizes que deixaste.

Português, ó malmequer
Em que terra foste semeado?
Português, ó malmequer
Cada vez andas mais desfolhado?

Mas como era um ser grande deixou a frase"sejam felizes"que é a mesma que sempre desejo.

sexta-feira, maio 15, 2009

A Profundidade do Ser



E de vez em quando descer à gravidade de mim, à profundidade do meu ser. E verificar então que tudo se transfigura. Que é que significa este garatujar quase gratuito, este riso superficial, todo este modo de ser menor? A melancolia profunda, tão de dentro que ela se iguala à alegria sem medida. Espaço rarefeito de nós, é o lugar da grandeza do homem, do que é nele fundamental, o lugar do aparecimento de Deus. Mas Deus não me aparece - aparece apenas a inundação que me vem da infinita beatitude, da grandeza e do assombro. Nós vivemos habitualmente à superfície de nós, ligados ao que é da vida imediata, enredados nas mil futilidades com que se nos enchem os dias. Mas de vez em quando, o abismo da natureza, um livro ou uma música que dos abismos vem, abre-nos aos pés um precipício hiante e tudo se dilui num sentir que está antes e abaixo e mais longe que esse tudo. Há uma harmonia que em nós espera por um som, um acorde, uma palavra, para imediatamente se organizar e envolver-nos. E aí somos verdade para a infinidade dos séculos.

Vergílio Ferreira