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domingo, junho 01, 2008

Dia da Criança




Neste dia primeiro do mês de Junho,chamado dia da criança. Pois a criança não tem data,nem hora nem dia nem coisa nenhuma,tem sim que ter afecto,esperança de um mundo melhor,direito a saúde educação alimentação,casa para morar...mas principalmente uma família. Em muitos lados deste planeta se sofre,com guerra falta de alimentos,sobretudo falta de dignidade humana para sobreviver as injustiças,dos governos que os conduzem.
Para todas as crianças,elas são o melhor do mundo,e os homens de amanhã.Para os meninos de África este poema,embora triste nos dá um alerta! para pensar neste dia um pouco neles

Chora Negrito

Chora negrito

Mostra o teu choro
a cor das lágrimas sem cor
que morrem ao nascer
no teu rosto amargurado!

Chora negrito!
Grita alto,
pelas linhas escritas em teu nome
pelas honras a que tens direito!

Chora negrito!
E deixa que o teu choro de protesto
penetre nas orelhas surdas,
nas orelhas que não ouviram Biafra
nem os teus soluços no soweto!

Só tu sabes,aquilo que um negrito sente!
Por isso, chora,
e talvez,no eco do teu choro,
o mundo desperte,
e repare então...
que negrito,também é gente

António Manuel Cabrita

sexta-feira, maio 30, 2008

Sonho




José Fernandes Fafe é diplomata e escritor. Casado, 2 filhos. Nasceu no Porto em 1927 e formou-se em Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Com diversas obras publicadas nas áreas da poesia, ensaio e romance, Fernandes Fafe é autor da primeira biografia de Ernesto Ché Guevara ("De Cuba al Terzo Mondo") editada pela Mondadori em finais da década de 60. Embaixador de Portugal, representou o seu País em Cuba, México, Cabo Verde e Argentina. Noutro âmbito, é considerado como o "mentor" da chamada "Esquerda Liberal" portuguesa, sendo o seu livro "A Esquerda, a nova e a eterna" considerado como uma referência incontornável para muitos.

SONHO

Sua presença de mulher foi-se ausentando...
A um gesto seu, diáfano, alou-se o sofrimento...
Tudo era sua voz, mas sem significar
mais que o murmúrio dum encantamento...
Prendia-nos um fio de segredo, murmurado
pelos seus olhos baixados, antes dum sorriso,
com que a meus olhos as coisas se velaram
para lá do seu rosto assim preciso...
Pudor na sua alma ou nos meus dedos?
Como é indizível essa experiência de morrer!
O que me resta é regressar à Vida,
amá-la, delicadamente, como os mortos
— se os mortos pudessem reviver.

sexta-feira, março 07, 2008

ARDE NO FOGO



Arde no fogo a liquidez do ser,

o multicor segredo das origens:

parcelas abrasadas construídas,

harmonia gritante de pureza,

o caos ganhando a forma diluída

da chama desfolhada em labaredas

e encontros desencontros nos ardidos

veios das veias a flagrar ilesos.


António Salvado

terça-feira, março 04, 2008

Rebeldia


Soltem-me as algemas
Quero
a minha alma livre
meu corpo livre
meu pensamento livre


Esbofetear o mundo
e cuspir
na vida.

Manuela Amaral

Rabiscado por Agulheta