
Mãe
terminou o tempo
de sorrir
desculpa-me a morte,das plantas
Tatuei a tua antiga,imagem loura
em todos os pulsos,que anjos
inclinam,de existires
Perdi-me noite na planície branca
sobrevivente das madrugadas da memória
Trocaram-me os dias
e as ruas de ancas,verticais
e nas minhas mãos incompletas
trouxe-te
Um naufrágio de flores,cansadas
E o único jardim de amor,que cultivei
De navios ancorados ao espaço
Maria Teresa Horta