
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão-Ferreira
8 comentários:
Natal sempre.Beijinhos amiga.
Olá o natal devia ser todos e é todos dias natal pk nós lidamos com sofrimento no natal e todo ano mas pk so se lembram dos q + sofrem so nesta altura;) boa semana e um forte abraço das asas de um anjo
"De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada."
É assim que eu vejo o Natal. Não como nos é impingido com tanto consumismo e tantos excessos...
Um beijinho, Lisa
Poderia ser um Natal muito mais solidário s a nossa sociedade não perdesse a faculdade de dar as mãos ao próximo...
Um Santo e Feliz Natal para si e toda a sua familia com muita paz,amoe e muita alegria.
Bjs Zita
Uma Ilha. Para mim será sempre a eterna magia do natal,o consumismo estraga.
Beijinho
Olá Anjo. Esta semana tem sido um pouco assim,existe muita miséria de muitas formas!
Beijinho
Lisa
Maria. Seria isso que muitos de nós gostava-mos,de mão dada e nada de sofrimento para muitos,assim seria universal Dezembro e consoada.
Beijinho
Lisa
Zita. Tem razão mas as mãos não se unem,se fecham muitas vezes.Obrigada pelas palavras.
Beijinho
Lisa
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