segunda-feira, outubro 31, 2016

Folhas de Outono mortas pela solidão
de amores deitados ao vento
todas elas de desalento e expostas 
aos  tropeços e calçados gastos
nos caminhos














sexta-feira, junho 17, 2016

Boa tarde a todos os amigos que tenho por aqui.Obrigados pela preocupação acerca da minha pessoa.A verdade é que o ano findo e principio deste foi deveras complicado para mim,motivos de saúde me obrigaram a isso,umas pelo meu companheiro de vida,outras por mim própria.
Parece que enformei que fui operada aos olhos e não podia andar aqui como noutras alturas,a vida é assim mesmo,quando menos esperamos nos vem algo pela porta dentro que somos incapazes de dar a volta muitas vezes.O dinheiro ajuda bastante,mas a saúde é um bem inestimável.
Felizmente parece que está a entrar as coisas na forma e vamos ver daqui para a frente.Espero que sim,vou tentar visitar os amigos(as) que se preocupam com a gente...mais uma vez obrigado.

Para vós com carinho e amizade,flores.












Lisa

segunda-feira, março 21, 2016

A poesia é como a boca
dos ventos na harpa
nuvem a comer na árvore
vazia que desfolha a noite
raiz entrando em orvalhos...
Floresta que oculta quem aparece
como quem fala desaparece na boca
cigarra que estoura o crepúsculo
que a contém o beijo dos rios
aberto nos campos
espalmando em álacres
os pássaros
e é livre
como um rumo
nem desconfiado...

Manuel de Barros












quinta-feira, fevereiro 25, 2016

«Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica 
quando tocamos a pessoa certa.» 


Carlos Drummond de Andrade