quarta-feira, novembro 21, 2012
Se os poetas dessem as mãos
e fechassem o Mundo
no grande abraço de poesia,
cairiam as grades das prisões
que nos tolhem os passos,
os arames farpados
que nos rasgam os sonhos,
os muros de silencio,
as muralhas da cólera e do ódio,
as barreiras do medo,
e o dia,como um pássaro liberto,
desdobrara enfim as asas
sobre a noite dos homens.
se os poetas dessem as mãos
e fechassem o Mundo
no grande abraço da poesia"
Fernanda de Castro
Foto Google:
quinta-feira, novembro 08, 2012
Concordo que a vida não está fácil para ninguém, mas como seres humanos temos sempre que dar a volta, para isso temos uma cabeça para pensar. Mas actualmente o que mais leio e ouço é descriminação para a velhice, eu gosto deste nome, porque caminho para lá e como todos não sou indiferente ao que me rodeia. Li este poema e gostei bastante dele, se enquadra aos tempos que todos nós vivemos, principalmente os mais idosos
A Senhora de Idade
A senhora de idade de tão bons sentimentos,
tão bonitas maneiras, vive de rendimentos.
Vive, não, seu brio,não se queixa a ninguém.
Vive triste, sozinha, e pouco sai de casa
porque o barulho a arrasa.
Depois,sair com quem?Não tem filhos, é viúva
e teme a solidão, receia o vento, a chuva.
Apetece-lhe, as vezes, ver os barcos no rio,
os pombos no Rossio,mas não,custa-lhe andar,
o calçado está caro.Mas do que vive,então?
De alguns copos de leite, de chá e de tisanas,
de pão e duma sopa, a mesma, quase a mesma,
semanas e semanas
Vai a missa ao domingo, e as vezes, quando há sol
ou cheira a maresia, compra um fruto, uma flor,
para ter companhia.Que lhe resta coitada
à senhora de idade? Resta-lhe pouco ou nada,
porém resta-lhe tudo: uma grande saudade,
um sofrimento mudo que é reserva e pudor, as vezes uma flor
e a sua dignidade
Poema de Fernanda de Castro
A Senhora de Idade
A senhora de idade de tão bons sentimentos,
tão bonitas maneiras, vive de rendimentos.
Vive, não, seu brio,não se queixa a ninguém.
Vive triste, sozinha, e pouco sai de casa
porque o barulho a arrasa.
Depois,sair com quem?Não tem filhos, é viúva
e teme a solidão, receia o vento, a chuva.
Apetece-lhe, as vezes, ver os barcos no rio,
os pombos no Rossio,mas não,custa-lhe andar,
o calçado está caro.Mas do que vive,então?
De alguns copos de leite, de chá e de tisanas,
de pão e duma sopa, a mesma, quase a mesma,
semanas e semanas
Vai a missa ao domingo, e as vezes, quando há sol
ou cheira a maresia, compra um fruto, uma flor,
para ter companhia.Que lhe resta coitada
à senhora de idade? Resta-lhe pouco ou nada,
porém resta-lhe tudo: uma grande saudade,
um sofrimento mudo que é reserva e pudor, as vezes uma flor
e a sua dignidade
Poema de Fernanda de Castro
domingo, novembro 04, 2012
Neste dia chuvoso e frio, só a alma é boa companheira para
colocar as ideias no lugar e o silêncio se faz sentir ao longo da tarde, adoro assim estar.
Se olha pela janela e são muito poucos os que andam pelos
passeios de domingo, penso que por várias razões, umas pelos tempos que correm,
outras realmente por o Outono entrar frio e a convidar o lar, o chá quente, a
manta, o sofá e estar atenta a leitura. Até o gato no seu habitat natural, hoje
só se chega para a manta nem come de preguiça…vida de gato, mas engraçado,é que
os patrões se encontram na mesma, sinal do inverno a porta. De vez em quando
Cruzo o olhar de quem amo, e sinto a sua protecção, e um calor
de amor que só assim nos sentimos bem, neste dia passado no sofá e enroscado na
manta.
Lisa
quinta-feira, outubro 25, 2012
Em dia breve virás
e trazes madrugadas contigo
onde despertarão corações
para amar.
Nos labios os sorrisos
abertos de par em par,
Trarás vida, e esperança,
e olhos de alegria.
Virás de peito aberto ao vento,
e um longo e aberto sorriso
para acreditar e amar.
Sem mordaças,
desespero, dores, mas sim!
afectos, poemas, amor
Mas virás de mãos
dadas com a liberdade
Lisa
Foto google:



