sexta-feira, outubro 30, 2009


(foto google)

O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta ...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol ...
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)

Alberto Caeiro

quinta-feira, outubro 29, 2009



Praia do Esquecimento

Fujo da sombra; cerro os olhos: não há nada.
A minha vida nem consente
rumor de gente
na praia desolada.

Apenas decisão de esquecimento:
mas só neste momento eu a descubro
como a um fruto rubro
de que, sem já sabê-lo, me sustento.

E do Sol amarelo que há no céu
somente sei que me queimou a pele.
Juro: nem dei por ele
quando nasceu.

David Mourão-Ferreira, in "Tempestade de Verão"

terça-feira, outubro 27, 2009



No meu navegar seria um mar azul
e poderia ser um veleiro,
do meu corpo faria as ondas,
do meu sentir o motor,dos olhos o farol
que vigia e zela,dos braços os remos
da esperança,do coração as velas brancas da paz,
do convés a liberdade,com gaivotas brancas
onde devem pousar, e tornar seu destino
num mar de amor.

Lisa

segunda-feira, outubro 26, 2009



Abri a porta da esperança! Nela vi sardinheiras de mil cores e trepadeiras ,onde os pássaros em sons diversos me tentam acordar de silêncios adormecidos.No peito ainda sinto o cansaço,dos sonhos e ilusão que guardo na alma do meu ser.De imagens que ficaram adormecidas em silêncios nocturnos,mas continuo a abrir a porta de mim e do meu ser,porque o meu coração se sente feliz,sempre que abro a porta da esperança logo pela manhã.

Lisa