quarta-feira, novembro 12, 2014

É sempre bom falar de futuro, para todos este poema que escolhi, gostei bastante.

FUTURO

É preciso que exista, enfim, uma hora clara,
depois que os corpos se resignam sobre as pedras
como máscaras metidas no chão.

Por entre as raízes, talvez se veja, de olhos fechados,
como nunca se pode ver, em pleno mundo,
cegos que andamos de iluminação.

Perguntareis: “Mas era aquilo, o teu silêncio?”
Perguntareis: “Mas era assim, teu coração?”

Ah, seremos apenas imagens inúteis, deitadas no barro,
do mesmo modo solitárias, silenciosas,
com a cabeça encostada à sua própria recordação.

Cecília Meireles
in Mar Absoluto




terça-feira, novembro 04, 2014

Já Novembro entrou e logo peguei ao colo a sua entrada, vinha de folhas caídas, ar de frio e sol furtivo. Tentei segurar o calor, mas logo se desvaneceu no beiral da janela, onde se aconchegou um pardal descuidado. Tremia como varas verdes do ramo que deixou ficar para trás, procurou o calor do lar, que lhe saltou do olhar ao passar por ali. Me encantou com o chilrear, sai pela manhã e volta a tardinha para recolher no beiral, ora da janela ora do telhado.

Lisa

















sexta-feira, outubro 31, 2014

E como o fim de semana está a soleira da porta, e sendo ele de deveres para com os que partiram deste mundo. Vamos os visitar, familiares,  amigos, e companheiros de luta pela paz e honra da farda que visto.
A todos bom fim de semana.Beijos/Abraços/Sorrisos.



















Lisa




terça-feira, outubro 28, 2014

Dizem que a vida e destino cada um o faz a sua maneira, até pode ser, mas se não houver o necessário para caminhar as pernas ficam trôpegos e nem conseguem dar um paço sequer.
Muitas das vezes nem falo por mim, já vivi muito e a experiência já é muita para ver quem procede bem ou mal. Depois tenho dentro do peito um vento de justiça, que fico revoltada quando o vento não sopra para ao lado de quem pede a mesma.
Este país que pode ser bom e bonito, se está a tornar um ninho de "bandidos" que comem a custa de quem trabalha ou ainda o tem. Como pode ter em Portugal crianças onde a fome bate a mesa, e suas pequenas mãos não conseguem agarrar um pouco do que tem direito,ou seja o pão, grande apoio este que dão as famílias, deviam ter vergonha e não brincar ao faz de conta muitas vezes.
Se a gente não acordar deste pesadelo que nos atormenta, um dia vem próximo vamos andar de mão estendida, hoje os abutres já nos visitaram para ver se ainda haverá mais onde cortar no fundo do tacho, triste muito triste. De quem é ou foi a culpa não sei, só sei que a mesma morre solteira a cada dia.

Lisa