segunda-feira, junho 03, 2013

O pensamento de cada um é tão livre como gaivotas,
é  como ler, sonhar e amar, escrever e pensar.
Meu livro é o pensamento quando o deixo correr como o rio
soltar as mesmas como o vento, nem preciso pegar nele...o livro.
Tem escrito afectos, emoções, liberdade de sentir
ensinamentos que ficam guardados, e nos desperta em qualquer hora.
Tenho dias que adoro ler este meu livro...pensamento, 
onde ele me leva, o que consigo fazer com ele  em qualquer momento.
Ninguém me pode tirar este livro tão precioso, mesmo que teimem,
que tentem calar a voz, ele continua desperto como o bom soldado,
me leva a todas as paragens, boas e más, aquelas que não voltam,
mas que ficaram, para a qualquer hora eu dizer presente.
Temos partes de nós que ficam velhas,cansadas da vida
mas este livro não; ficará sempre com nós até a hora da partida

Lisa






terça-feira, maio 28, 2013

"E quando eu me lembrava de que no dia seguinte o mar se repetiria para mim, eu ficava séria de tanta ventura e aventura. Meu pai acreditava que não se devia tomar logo banho de água doce: o mar devia ficar na nossa pele por algumas horas. Era contra a minha vontade que eu tomava um chuveiro que me deixava límpida e sem o mar. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca."


Clarice Lispector, in "Banhos de Mar"



















Foto retirada da net.

segunda-feira, maio 20, 2013


"Borboleta. Que se instala no corpo inteiro, não apenas no estômago como o habitual. Vistosa e incansável. Vaga por espaços impensáveis  Ronda por capricho um campo de sentimentos já obsoletos, reaflorando desejos abandonados. Seu objetivo? Inquietá-los, cobrar-lhes qualquer atitude que legitime sua razão de ser. 
De aparência leve e supostamente símbolo da liberdade, na verdade, nos tira o ar, devasta nosso jardim e deixa algumas pétalas na porta para também se fazer recordável, a opressora. Saudade, a hóspede non grata."


Yohana Sanfer


sexta-feira, maio 17, 2013

A PALAVRA

Já não quero dicionários
consultados em vão.
Quero só a palavra
que nunca estará neles
nem se pode inventar.


Que resumiria o mundo
e o substituiria.

Mais sol do que o sol,
dentro da qual vivêssemos
todos em comunhão,
mudos,
saboreando-a.


Carlos Drummond de Andrade