segunda-feira, dezembro 10, 2012
O ser humano é imprevisível um dia é alegria
outro deixa cair os braços com medo de lutar
seja por que for, até por uma simples folha de papel
onde escreve o que lhe vai na alma. Por vezes até penso que a fraqueza se instalou um pouco em todos nós.
Baixar os braços nunca será solução de nada,digo eu.
Deitar a cabeça no travesseiro e pensar que amanhã é outro dia.
Foi um desabafo somente
Lisa
domingo, dezembro 02, 2012
Tempo frio onde apetece o calor da lareira, e o olhar se desvia em mil pensamentos na claridade do lume, assim passa o dia em correria galopante.
Hoje me vieram a cabeça coisas de criança, de jovem e até já de adulto, tudo era mais "pobre", mas sem este lufa lufa dos centros comerciais, era uma época mais humanizada.O Natal se aproxima em passos largos, já algumas luzes enfeitam as ruas, para alegrar o coração de muitos.Mas daqueles que não tem casa, dos que ficaram sem pão, sem trabalho, sem esperança, de algibeira vazia, a esses não.Por muitas razões até a nossa felicidade se sente fria e vazia quando se pensa nos que sofrem e são tantos.
Como podem alguns, deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz consigo e com Deus, se calhar esses estão habituados a isto, quem não está sofre a dobrar, se zanga, diz disparates, e por ai fora, é assim que me sinto no momento com tanta maldade de governantes e senhores do dinheiro.
Lisa
quarta-feira, novembro 21, 2012
Se os poetas dessem as mãos
e fechassem o Mundo
no grande abraço de poesia,
cairiam as grades das prisões
que nos tolhem os passos,
os arames farpados
que nos rasgam os sonhos,
os muros de silencio,
as muralhas da cólera e do ódio,
as barreiras do medo,
e o dia,como um pássaro liberto,
desdobrara enfim as asas
sobre a noite dos homens.
se os poetas dessem as mãos
e fechassem o Mundo
no grande abraço da poesia"
Fernanda de Castro
Foto Google:
quinta-feira, novembro 08, 2012
Concordo que a vida não está fácil para ninguém, mas como seres humanos temos sempre que dar a volta, para isso temos uma cabeça para pensar. Mas actualmente o que mais leio e ouço é descriminação para a velhice, eu gosto deste nome, porque caminho para lá e como todos não sou indiferente ao que me rodeia. Li este poema e gostei bastante dele, se enquadra aos tempos que todos nós vivemos, principalmente os mais idosos
A Senhora de Idade
A senhora de idade de tão bons sentimentos,
tão bonitas maneiras, vive de rendimentos.
Vive, não, seu brio,não se queixa a ninguém.
Vive triste, sozinha, e pouco sai de casa
porque o barulho a arrasa.
Depois,sair com quem?Não tem filhos, é viúva
e teme a solidão, receia o vento, a chuva.
Apetece-lhe, as vezes, ver os barcos no rio,
os pombos no Rossio,mas não,custa-lhe andar,
o calçado está caro.Mas do que vive,então?
De alguns copos de leite, de chá e de tisanas,
de pão e duma sopa, a mesma, quase a mesma,
semanas e semanas
Vai a missa ao domingo, e as vezes, quando há sol
ou cheira a maresia, compra um fruto, uma flor,
para ter companhia.Que lhe resta coitada
à senhora de idade? Resta-lhe pouco ou nada,
porém resta-lhe tudo: uma grande saudade,
um sofrimento mudo que é reserva e pudor, as vezes uma flor
e a sua dignidade
Poema de Fernanda de Castro
A Senhora de Idade
A senhora de idade de tão bons sentimentos,
tão bonitas maneiras, vive de rendimentos.
Vive, não, seu brio,não se queixa a ninguém.
Vive triste, sozinha, e pouco sai de casa
porque o barulho a arrasa.
Depois,sair com quem?Não tem filhos, é viúva
e teme a solidão, receia o vento, a chuva.
Apetece-lhe, as vezes, ver os barcos no rio,
os pombos no Rossio,mas não,custa-lhe andar,
o calçado está caro.Mas do que vive,então?
De alguns copos de leite, de chá e de tisanas,
de pão e duma sopa, a mesma, quase a mesma,
semanas e semanas
Vai a missa ao domingo, e as vezes, quando há sol
ou cheira a maresia, compra um fruto, uma flor,
para ter companhia.Que lhe resta coitada
à senhora de idade? Resta-lhe pouco ou nada,
porém resta-lhe tudo: uma grande saudade,
um sofrimento mudo que é reserva e pudor, as vezes uma flor
e a sua dignidade
Poema de Fernanda de Castro



