segunda-feira, setembro 28, 2009



Hoje venho com alguma tristeza e desalento.Mais uma vez o fogo que mata de diversas formas fez das suas.Ontem as freguesias em redor da cidade eram fogos em diversas direcções,foi durante toda a noite de sexta para sábado,durante o dia do mesmo,e para continuar durante a noite. Ontem durante a tarde,foi o pior,em diversas zonas ardia com grande intensidade e nos piores sítios com casas à beira,a sirene durante a tarde de ontem não calava de tocar,e perante este cenário os voluntários sofrem da pior maneira.Continuo a ver matas sem limpeza,em volta das casas sem limparem os terrenos,os incendiários à solta! tanta coisa,os juízes a manda-los embora,não vou deixar culpa a ninguém mas que muitos a tem lá isso é verdade.Perante estas minhas palavras,não vou reclamar o trabalho despendido em prol da sociedade,mas que os olhos da mesma atinjam os seus deveres como cidadãos.Ontem como disse tinha-mos vários incêndios,e foi pedida a ajuda aos corpos de bombeiros no distrito,como tal saindo de sua casa e sem saberem que entraria nela,vieram os colegas de Esposende,não é que numa hora fatídica,e num rebentamento de um pneu,a viatura em que seguiam se despistou na A7, e galgou a ponte vindo cair de 30 metros de altura,numa estrada nacional.Triste sina ditou a sua saída,apagar mato dos que não o querem cortar,e pensando que nós os voluntários temos esse direito...não? basta de tragédias! Amanhã vamos prestar a ultima homenagem a quem tem por destino VIDA POR VIDA

sexta-feira, setembro 25, 2009



A alegria do que nos alegrou dura pouco. A dor do que nos doeu dura muito mais. Vê se consegues poupar a alegria e esbanjares o que te dói. Vive aquela intensamente e moderadamente. E atira a outra ao caixote. Talvez chegues a optimista profissional e tenhas uma bela carreira de político

Fonte: "Escrever"
Autor: Ferreira , Vergílio

quinta-feira, setembro 24, 2009


(foto net)

Levantei cedo e fiquei a olhar para o horizonte,onde pela luminosidade dizia estou aqui,com um novo dia. Olhei o sol que com o brilho radiante convidava a um passeio. Logo aí meti pés ao caminho e andei ao sabor do tempo da manhã, que coisa mais linda,os cheiros pelas narinas das ervas do campo,ao longe já ouvia os vindimadores na azáfama da colheita das uvas. Logo à tardinha se voltar ao mesmo lugar, já sinto o cheiro do néctar a fermentar nos toneis, para alegrar os homens que o meteram no lagar.E nesta distracção e passeio passo o tempo de lazer, estou farta de ouvir todos os dias "Asfixia democrática" tenham dó, quando temos tanto que fazer e pensar.

terça-feira, setembro 22, 2009



(foto net)

Retrato do Povo de Lisboa

É da torre mais alta do meu pranto
que eu canto este meu sangue este meu povo.
Dessa torre maior em que apenas sou grande
por me cantar de novo.

Cantar como quem despe a ganga da tristeza
e põe a nu a espádua da saudade
chama que nasce e cresce e morre acesa
em plena liberdade.

É da voz do meu povo uma criança
seminua nas docas de Lisboa
que eu ganho a minha voz
caldo verde sem esperança
laranja de humildade
amarga lança
até que a voz me doa.

Mas nunca se dói só quem a cantar magoa
dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.
Dói-me o sangue vencido a nódoa negra
punhada no meu canto.

Ary dos Santos

Gosto do poeta,do poema e do povo de Lisboa