terça-feira, abril 15, 2008

Longo País do Medo


É a medo que escrevo. A medo penso
A medo sofro e empreendo e calo
A medo peso os termos quando falo
A medo me renego,me convenço.

A medo amo. A medo me pertenço
A medo me repouso no intervalo
De outros medos.A medo é que resvalo
O corpo escrutador,inquieto,tenso.

A medo durmo. A medo acordo. A medo
Invento. A medo passo,a medo fico
A medo meço o pobre, meço o rico

A medo guardo confissão,segredo
Dúvida,fé. A medo. A medo tudo.
Que já me querem cego, surdo, mudo


Assim escreveu José Cutileiro

Rabiscado por Agulheta

segunda-feira, abril 14, 2008

Simone de Beauvoir


Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir, melhor conhecida como Simone de Beauvoir (Paris, 9 de Janeiro de 1908 — Paris, 14 de Abril de 1986), foi uma escritora, filosofa existencialista e feminista francesa. Ela escrevia romances, monografias sobre filosofia, política, sociedade, ensaios, biografias e escreveu uma autobiografia..
A mais velha de duas filhas de Georges de Beauvoir, um advogado, e Françoise Brasseur, Simone mais tarde optou por se livrar de suas origens burguesas. Sua primeira moradia em Paris foi no boulevar Raspail. Filha exemplar e aluna brilhante no Curso Désir, teve uma infância tranquila e marcada pela dedicação aos estudos.

Na escola, estava sempre em primeiro lugar, junto com a amiga Elizabeth Mabille ("Zaza"), com quem teve uma relação de muitos anos que foi abruptamente rompida com a morte precoce de Zaza. Simone narrou esse episódio de sua vida, posteriormente, em seu primeiro livro autobiográfico, Memórias de Uma Moça bem-comportada, em que critica os valores burgueses.

Conheceu Jean-Paul Sartre na Sorbonne, no ano de 1929, e logo uniu-se estreitamente ao filósofo e a seu círculo, criando entre eles uma relação polémica (foi uma relação "aberta", pois o casal tinha experiências amorosas com terceiros) e fecunda, que lhes permitiu compatibilizar suas liberdades individuais com sua vida em conjunto.

Foi professora de filosofia até 1943 em escolas de diferentes localidades francesas, como Ruão e Marselha.

As suas obras oferecem uma visão sumamente reveladora de sua vida e de seu tempo.

Em seu primeiro romance, A convidada (1943), explorou os dilemas existencialistas da liberdade, da acção e da responsabilidade individual, temas que abordou igualmente em romances posteriores como O sangue dos outros (1944) e Os mandarins (1954), obra pela qual recebeu o Prémio Goncourt e que é considerada a sua obra-prima.

As teses existencialistas, segundo as quais cada pessoa é responsável por si própria, introduzem-se também em uma série de quatro obras autobiográficas, além de Memórias de uma moça bem-comportada (1958), destacam-se A força das coisas (1963) e Tudo dito e feito (1972).

Entre seus ensaios críticos cabe destacar O Segundo Sexo (1949), uma profunda análise sobre o papel das mulheres na sociedade; A velhice (1970), sobre o processo de envelhecimento, onde teceu críticas apaixonadas sobre a atitude da sociedade para com os anciãos; e A cerimonia do adeus (1981), onde evocou a figura de seu companheiro de tantos anos, Sartre.

Fonte Wikipédia

Rabiscado por Agulheta

sexta-feira, abril 11, 2008

Amizade Sempre


O importante não foi o dia que te conheci,
mas o dia que aprendi a compartilhar com você
minhas alegrias e tristezas.
Quando descobri que nascia em mim
o sentimento da amizade.
Pude perceber que nascia entre nós
um sonho de uma bela amizade.
A palavra é complicada,
mas quem sabe seu significado
é só quem tem a capacidade de poder
apreciar seus defeitos e qualidades.
A amizade quando verdadeira
é um sentimento eterno que não tem fim.
A minha amizade por você é tão especial
que não saberei explicar em meras palavras.
Sempre sinto vontade de dizer
o quanto é importante contar com amigos como você.
Hoje você já faz parte da minha vida,
agradeço a Deus por ter te encontrado
e descoberto com você a verdadeira amizade.
Só te digo uma coisa, que minha amizade teve:
Um início, meio e nunca terá fim.

Para todos os amigos que visitam, ou só possam vir por simples curiosidade,fica a amizade,para as amigas que deixaram aqui as suas palavras agradeço e aqui fica uma simples rosa,como prova da mesma
Rabiscado por Agulheta

quarta-feira, abril 09, 2008

Frase


Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim chegar a ser muito feliz na maturidade. Da mesma forma, pode nascer num berço de ouro e sentir-se enjaulada pelo resto da vida.
(Chaplin)