quarta-feira, maio 11, 2011

A pouco visitando o blog na Casa do Rau fiquei sem palavras em saber da morte da Fernandinha e Poemas, a vida é tão pequena que as palavras custam a sair quando sentimos a perda de alguém e esse ser um amigo (a) comum de tantos de nós que por aqui partilham ideias e palavras,a pouco fiquei sem elas.Quando esta amiga visitava alguém era sempre esta frase deixada...(beijinho  de carinho) assim será,e como gostava de poemas a ela este é dedicado de um poeta que gosto.

"Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.

Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"

terça-feira, maio 10, 2011

Como tenho dito várias vezes gosto de andar pela manhã e ir ao encontro de quem passeia,ou simplesmente fala em alegre cavaqueira na mesa do café,hoje menos visitada perante a crise que nos habita dia a dia, e veio para ficar dizem.Pelo menos a meio da manhã sinto falta  do tal café,hoje quando o estava a tomar e longe de casa vejo que o mal é comum.Alguns pescadores se queixavam uns para os outros,que os espanhóis levam tudo e eles nada,pescam com malha ou (redes) diferentes e tudo que vem a ela é peixe.Ouvi e pensei se será tudo verdade,e como o Tomé ver para crer,me desloquei a lota e o peixe "nosso" era mais caro que no supermercado? Então ficamos como,ainda dizem gastar português...nesta forma de ver não sei se será bem assim,cada dia os euros custam mais a sair da carteira,então vamos a quem vende mais barato.

Lisa

sexta-feira, maio 06, 2011

Por muitos lugares que percorremos cada um tem o seu encanto e forma de o ver  e de o olhar,e sentir e ver a diferença de um e do outro.O dia de ontem foi especial, me levou a andar alguns km mas que foram maravilhosos.Pela ida a paisagem era de cortar a respiração tamanha a beleza envolvente,era as cores de vários verdes,animais nas pastagens,a agua correndo pelo meio dos campos, o sol, e todo o seu esplendor.Na vinda o cheiro entrava pelo vidro do automóvel ,à erva, giestas e camomila,os pulmões respiravam o ar maravilhoso de fim de tarde! Ao longe se via o mar, ali estava o sol  junto dele esperando se esconder.São momentos destes que contemos na memória e no olhar,tentar perceber que a vida tem coisas maravilhosas para nos dar,e pode igualmente trazer felicidade só de admirar,para tal precisamos de deitar o olhar com amor ao que nos rodeia...adorei o que vi.

Lisa

terça-feira, maio 03, 2011

Praia do Paraíso
Era a primeira 
vez que nus os nossos corpos 
Apesar da penumbra á vontade se olhavam 
Surpresos de saber que tinham tantos olhos 
Que podiam ser luz de tantos candelabros 
Era a primeira vez cerrados os estores 
Só o rumor do mar permanecera em casa 
E sabias a sal, e cheiravas a limos 
Que tivesses ouvido o canto das cigarras 
Havia mais que céu no céu do teu sorriso 
Madrugada de tudo em tudo que sonhavas 
Em teus braços tocar era tocar os ramos 
Que estremecem ao sol desde que o mundo é mundo 
É preciso afinal chegar aos cinquenta anos 
Para se ver que aos vinte é que se teve tudo.

Davide Mourão Ferreira