sexta-feira, março 11, 2011




Em pleno azul
Com horror mal disfarçado
sincero desgosto (sim!)
lágrima azul aflita
mão crispada de piedade
vêem-me passar cantando
calamidades desastres
impossíveis de evitar

as mães
as minhas a tua
as que estropiam ternamente os filhos
para monótono e prudente
avanço da família
E quando páro e faço a propaganda
dos lugares mais comuns da poesia
há um terror quase obsceno
nos seus olhos maternais

Então prometo congressos
em pleno azul
Prometo uma solução
em pleno azul
Prometo não fazer nada
em pleno azul
sem consultar o «bureau»
em pleno azul

Visivelmente sossegadas
é a hora de não cumprir
de recomeçar cantando
calamidades desastres
ruínas por decifrar
Se eu não estivesse a dormir
perguntaria aos poetas
A que horas desejam que vos acorde?

Vamos decifrar ruínas
identificar os mortos
dormir com mulheres reais
denunciar os traidores
e atraiçoar a poesia
envenenada nas palavras
que respiram ausência podre
vamos dizer sem maiúsculas
o amor a vida e a morte
E as mães
onde estão elas?
As mães rezam as mães
cosem farrapos de dor
as mães gritam
choram
uivam
no espesso rio de um sono
já quase só animal

Alexandre O´Neill

domingo, março 06, 2011



Estamos na época da folia e divertimento para alguns.Uns fazem as devidas caricaturas dos políticos,outros dançam e se divertem da melhor forma.Nem todos o fazem com alegria, e nesta vida diária temos o palhaço pobre e o arlequim,seja o palhaço rico...mas a verdade é só uma,porque será que os meninos gostam mais do palhaço pobre?Mesmo que ele tenha lágrimas se fartam de rir,por tal motivo digo,chorar por fora e rir por dentro ou vice versa.
Bom Carnaval a quem gostar,não gosto de fantasias para mim mas aprecio quem tem coragem para o fazer,sou mais do tipo de ir a um baile.Sejam felizes o Carnaval é dois dias e este já vai na conta.
Lisa

Foto:google

sábado, março 05, 2011


Como estamos em fim de semana e de carnaval,vamos escutar a Raínha da salsa Cubana Celia Cruz e sentir o prazer da dança,porque com problemas temos nós todos os dias,uns mais que outros é claro

terça-feira, março 01, 2011



Miragem

Percorri o labirinto do meu pensamento
E no infinito das minhas fraquezas
Descubro memórias de ti.
Sinto na brisa o meu sentimento
desejo não ver,para não perder
O que de ti,não me faz esquecer
Mas acordo de novo,e a mim provo
Que não passas de uma miragem
E não vais estar para mim
na outra margem

Poema de Jorge Oliveira
Foto:azuleazul.blogs