terça-feira, setembro 28, 2010



CANÇÃO DE OUTONO

O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida...
Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
de carícia a contrapelo...
Partir, ó alma, que dizes?
Colhe as horas, em suma...
mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte alguma!

Mário Quintana

quinta-feira, setembro 23, 2010



Pequenos suspiros de vento num começo de Outono.
As folhas se confundem no relvado, onde se respira a verão.
São elas de multicores,para confundir os tons.
O céu se envolve em pequenas nuvens cinzentas,e trazem a neblina do fim de tarde.
Em cada suspiro mais uma folha cai,deixa um gemido em cada estrada e cada prado verde,esperando por um nova primavera para despertar para o novo circulo de vida.

Lisa

terça-feira, setembro 21, 2010



As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Sophia Mello Bryner

E como Setembro se faz calmo e ainda com dias de verão,este poema tem a alma de quem escreveu e os sentidos que este blog gosta.

quinta-feira, setembro 16, 2010



A vida é feita de pequenas coisas que nos enobrece a alma e coração em muitos momentos.Como o tempo ainda faz calor por estes lados,vamos tentando inverter as coisas e sair de casa.E porque o tempo fazia uma cara feia,e para a praia não estava bom, demos um passeio ao encontro de amigos.E lá fomos visitar uns amigos que gosto muito...a Ná do blog Casa de Rau almoçamos em sua casa,e somos sempre bem recebidos com todo o carinho e amizade.Enquanto os maridos falavam de outras coisas,fomos as duas em amena cavaqueira para junto da piscina falar de nós simplesmente.Como somos muito iguais em simplicidade, o dialecto de palavras fica mais fácil,e a Ná e o Zé,são realmente um amor de pessoas,bem hajas.Trepamos as árvores para colher figos e maçãs gostosas,ficamos para o lanche e viemos já ao fim da tarde embora.Obrigada amiga pelo momento de prazer e carinho que proporcionaste,vamos tentar fazer mais,na tua casa ou na minha...é preciso quereres.
Para os meus amigos com carinho Lisa