sexta-feira, maio 21, 2010


Breve Poema ao Mar!

Com o aroma das rosas
te escrevo em trigo e sonho e beijo
Desenho-te em vogais
de pétalas interiores ao cristal ao linho
Adoro-te em silabas de orvalho
como se cantam as madrugadas da paixão
nas asas quentes do vento.

As curvas do teu sorriso
acordam as cotovias
Quando a primavera regressa
carregada de vermelho ardente das papoilas
As horas passam as noites os olhos sem fim
E nada mais sobra para além do coração
ao encontro dos dias maduros das abelhas
onde o meu querer-te em harpas floresce


Artur F. Coimbra

quarta-feira, maio 19, 2010



Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez as margens do regato solitário
onde te miras como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores desse país inventado
onde tu és o único habitante. Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará e esse ar de renúncia às coisas do mundo.
Acorda, amigo, liberta-te dessa paz podre de milagre que existe
apenas na tua imaginação. Abre os olhos e olha, abre os braços e luta!
Amigo, antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca

segunda-feira, maio 17, 2010



A cada momento desenho o som da tua voz.
No olhar,e mãos que contem cada lágrima minha,
em cada uma que cai é o rio que corre
quando os nossos olhares se cruzam
com a pureza de sentimentos.
Nos teus passos eu desenho a nossa
linha do horizonte, e o caminho percorrido.
Na tua ternura eu sinto o calor
com que me abraças,e junto a ti me acalma.
Em todos os momentos,desenho palavras
de amor,desejo,ternura e pensamentos.
E neste desenho,vou ao encontro das palavras
que te digo em cada dia,em cada acordar.
Simplesmente amo-te

Lisa 17/05/2010

sexta-feira, maio 14, 2010



Com o fim de semana na porta,que poderei dizer aos amigos que por aqui vem.Saúde, paz,felicidade,e muito amor.São bens essenciais para que a vida tenha outro sentido.Todos sabemos que muita coisa está mal,não só para uns mas se calhar para muitos,mas se houver,um pouquinho do que disse anterior,melhor será para enfrentar a nostalgia que nos acompanha nos dias que correm.Como tal um poema que adorei e dedico aos amigos neste fim de semana.

Repouso!

Dá-me tua mão
E eu te levarei aos campos musicados pela
canção das colheitas
Cheguemos antes que os pássaros nos disputem
os frutos,
Antes que os insetos se alimentem das folhas
entreabertas.
Dá-me tua mão
E eu te levarei a gozar a alegria do solo
agradecido,
Te darei por leito a terra amiga
E repousarei tua cabeça envelhecida
Na relva silenciosa dos campos.
Nada te perguntarei,
Apenas ouvirás o cantar das águas adolescentes
E as palavras do meu olhar sobre tua face muito
amada.

Adalgisa Nery