
Escrevo palavras, conto as horas,
e meu corpo não sente a alvorada
de outrora,tudo adormeceu.
O meu peito salta feroz
por uma luta digna e pura,
onde os sonhos sejam
mais nossos.Onde andas Abril!
Os cravos os tenho aqui...
São nossos,vamos pedir o pão, e o trabalho.
Volto amarrotar o papel,
a alvorada demora,é lenta
sem sentido,ai Abril...onde pára a esta hora.
Lisa
Este pequeno poema escrevo,a quem gosta de Abril e sente o que ele nos deu.Embora hoje algo escape,que ainda não se realizou.Muito se fez e muito temos ainda que fazer,não poderemos baixar os braços.Esta data foi importante para muitos,o meu Pai sofreu no corpo a injustiça do regime.Vivi e me fiz mulher,mas tive de calar o que o coração sentia,e não podia divulgar.Hoje como pessoa quero o meu país, Portugal... que amo muito,seja para os meus netos e filhos,um país de corpo inteiro,onde não se subjugue a lei do mais forte.


