
"Se te pareço nocturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
desejasse.
...
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez."
E mais atento.
Hilda Hilst
7 comentários:
É um poema lindissimo, quase um pedido para um amor que se sente e não está retribuído da mesma forma.
Não conheço a autora mas sabe do que fala.
Beijo e boa semana.
Graça
Olha-me e vê-me!!!
Beijito.
Gosto da Hilda Hilst. Tanto. Muito.
Beijinho, Lisa.
E desde quando
te poderei olhar de novo
se o teu amor é tão pobre
e nem reparas na pele que me cobre....
Ah, era o que me apetecia dizer ao manel, mas vá, haja paz.
vai ao resteas ver um mimo para a nina secreta..
beijinho da laura
Poema lindíssimo! Palavras devem ser assim sem títulos. Beijo
Olá miuda! Gostie do poema e do novo visual do blog. O meu também já está despachado :p
Beijinhos
Querida amiga
Como sempre uma bela escolha, onde se fala de amor não tem tempo para outros.
Com muito carinho BJS.
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