segunda-feira, março 21, 2016

A poesia é como a boca
dos ventos na harpa
nuvem a comer na árvore
vazia que desfolha a noite
raiz entrando em orvalhos...
Floresta que oculta quem aparece
como quem fala desaparece na boca
cigarra que estoura o crepúsculo
que a contém o beijo dos rios
aberto nos campos
espalmando em álacres
os pássaros
e é livre
como um rumo
nem desconfiado...

Manuel de Barros












5 comentários:

Mar Arável disse...

A poesia somos todos nós
até os que ousam escrever

Maria Rodrigues disse...

Excelente escolha, lindo poema.
Desejo-lhe uma Páscoa muito Feliz.
Beijinhos
Maria

Maria Rodrigues disse...

Minha amiga passaei para lhe desejar um excelente domingo
Beijinhos
Maria

Maria Rodrigues disse...

Lisa passei para saber como está e deixar um beijinho.
MAria

Maria Rodrigues disse...

Passando no meu giro pelos blogues dos amigos para deixar um grande abraço.
Lisa espero que tudo esteja ok consigo e com a sua familia
Beijinhos
Maria