quinta-feira, fevereiro 21, 2013


Olha-me

Olha-me! O teu olhar sereno e brando
Entra-me o peito, como um largo rio
De ondas de ouro e de luz, límpido, entrando
O ermo de um bosque tenebroso e frio.

Fala-me! Em grupos doudejantes, quando
Falas, por noites cálidas de estio,
As estrelas acendem-se, radiando,
Altas, semeadas pelo céu sombrio.

Olha-me assim! Fala-me assim! De pranto
Agora, agora de ternura cheia,
Abre em chispas de fogo essa pupila...

E enquanto eu ardo em sua luz, enquanto
Em seu fulgor me abraso, uma sereia
Soluce e cante nessa voz tranquila!

Olavo Bilac


9 comentários:

Lilá(s) disse...

Grande Olavo!
Bjs

Mona Lisa disse...

Belíssima escolha!

É no silêncio de um olhar que tudo se diz!

Beijinhos.

poetaeusou . . . disse...

*
O amor que a teu lado levas,
a que lugar te conduz,
que entras coberto de trevas
e sais coberto de luz?
,
in - Olavo Bilac
,
luzentas conchinhas,
ficam,
*

Maria Rodrigues disse...

Excelente escolha lindo poema.
Boa semana minha amiga.
beijinhos
Maria

Lídia Borges disse...


Olavo Bilac!

Há muito que não lia nada do poeta.

Obrigada por este "Olha-me", Romàntico soneto

Um beijo

:.tossan© disse...

Wonderful! Gosto mesmo! Uma bela poesia. Bravo minha amiga poetisa. Beijo

Flor de Jasmim disse...

que te deixes embalar ao dom desse canto em voz tranquila.
Boa semana querida

beijinho e uma flor

Jorge P.G disse...

Um bonito poema!

Cumps.

Mariangela disse...

Maravilhoso poema!
Uma bela escolha.
Obrigada pela sua visita em meu blog,
o seu é encantador, gostei imensamente de conhecer!
Beijos e obrigada!
Mariangela