segunda-feira, outubro 01, 2012

Neste dia primeiro de um mês onde cheira a vindima e mosto,
o coração sente uma amarra e o grito amordaçado,
nem o cantar na vindima anima os corações tristes,
e maltratados, a alma de um povo
que gostava de cantar ao som da concertina
onde tudo era partilha até os olhares,
continua vazio e sem esperança,
onde no lagar da vida, cada toque 
é um sofrimento, sem alento para continuar.

Lisa
















3 comentários:

O Puma disse...

Pelo sonho

é que vamos

Mona Lisa disse...

Vindimas feitas ao "som" da incerteza!

Belíssimo e actual poema!

Beijos.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Tão verdadeiro o teu poema, já ninguém tem vontade de cantar, estão sufocados pelo peso que já não conseguem mais carregar.

Um beijinho com carinho
Sonhadora