quinta-feira, outubro 25, 2012

Em dia breve virás
e trazes madrugadas contigo
onde despertarão corações
para amar.
Nos labios os sorrisos
abertos de par em par,
Trarás vida, e esperança,
e olhos de alegria.
Virás de peito aberto ao vento,
e um longo e aberto sorriso
para acreditar e amar.
Sem mordaças,
desespero, dores, mas sim!
afectos, poemas, amor
Mas virás de mãos
dadas com a liberdade

Lisa
















Foto google:

sexta-feira, outubro 19, 2012

A vida se faz em pequenos gestos, um sorriso, uma flor, mas principalmente uma frase de afecto e amizade.
Então como tal fica um sorriso e amizade para o fim de semana.














quarta-feira, outubro 17, 2012

Há dias que tudo parece não ter remédio,
a chuva, as noticias, a nostalgia de Outono
que teima e tudo é mais triste.
Há dias em que o cansaço se faz 
e as pedras da calçada deixam de ter
ilusões, risos, brincadeiras de criança
Há dias em que a mente fica triste,
a saudade bate levemente a porta,
de tudo que era e já não é!
Há dias em que muitos vagueiam
pelo caminho da amargura e
por muito que desejamos
tudo parece ser em vão, e sentimos
os olhares que se cruzam e nada dizem...
Há dias assim sem remédio

Lisa


















Imagem google:

terça-feira, outubro 09, 2012


POEMA
Envelhecemos com as palavras ou elas
connosco
digo amor e já não corro precipitadamente
pela escadaria de pedra com enormes
anjos de facas sobre as nossas cabeças
que me levava ti nas manhãs em que o desejo
(a que evidentemente dávamos
outro nome mais brando ) 
e nos rebentava o corpo como o pólen
das árvores na primavera

e ainda não sabíamos sequer
que transportávamos em nós
a doença incurável das noites que não iriam ser as que esperávamos

já não sigo no teu corpo os sulcos
largados pelos meus dedos na hora apressada do regresso a casa
nem abafo na amurada de todas as partidas
o gesto com que não soube prender a tua fuga

digo amor e estão muito longe
as maneiras subtis de te levar escondido
entre cadernos e camélias e dilacerados sorrisos 
de fim de festa 

pior do que isso:

nem sequer preciso de dizer amor
para que ele se desfaça nos terrenos baldios
do meu sangue onde os teus passos
durante tantos anos
o procuraram

-- e ilumine as horas em que o eco da tua voz
traz consigo as espadas que os anjos de pedra
então nos apontavam

ALICE VIEIRA, do livro "O Que Dói Às Aves"


quarta-feira, outubro 03, 2012


















A estrada sempre tem várias curvas, umas vezes conseguimos contornar, outras com grande dificuldade para chegar a bom porto assim tem sido a estrada de todos nós nos últimos tempos. Sempre com o cuidado necessário para não despistar a mente, essa sim é a verdadeira sabedoria da vida.

Lisa

segunda-feira, outubro 01, 2012

Neste dia primeiro de um mês onde cheira a vindima e mosto,
o coração sente uma amarra e o grito amordaçado,
nem o cantar na vindima anima os corações tristes,
e maltratados, a alma de um povo
que gostava de cantar ao som da concertina
onde tudo era partilha até os olhares,
continua vazio e sem esperança,
onde no lagar da vida, cada toque 
é um sofrimento, sem alento para continuar.

Lisa