quarta-feira, janeiro 11, 2012

Imensas noites de Inverno,
com frias montanhas mudas,
é o mar negro, mais eterno,
mais terrível, mais profundo.
Este rugido das águas
é uma tristeza sem forma
sobe rochas, desce fráguas
vem para o mundo e retorna...
E a nevoa desmancha os astros,
e o vento gira as areias
nem pelo chão ficam rastos
nem pelo silêncio estrelas
A noite fecha seus lábios
- terra e céu - guardado nome.
E os seus longos sonhos sábios
geram a vida dos homens.
Geram os olhos incertos,
por onde descem os rios
que andam nos campos abertos
da claridade do dia.

Cecília Meireles

5 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida

Adorei este poema de Cecília Meireles...é lindo.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Mona Lisa disse...

Olá Lisa

Belo poema que não pude deixar de associar aos tempos que correm...

Obrigada pela partilha.

Bjs.

Ana Martins disse...

Belíssima partilha, Lisa!
Aguardo então o teu telefonema, fico feliz por saber que já estás melhor.

Beijinho,
Ana Martins

Graça Pereira disse...

Gosto de Cecília Meireles e este poema é lindissimo.
Beijo e bom fds.
Graça

Mariazita disse...

Amiga Lisa
Sou fã de Cecília Meireles!
Tenho muitas coisas dela gravadas, a maioria enviada por um amigo brasileiro, que também gosta muito dela.
Este poema é lindíssimo.

Bom fim de semana. Beijinhos