sábado, agosto 06, 2011


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Esconderijos do Tempo
Mário Quintana

6 comentários:

Maria Luisa Adães disse...

Lindo como sempre, Mário Quitana.

Poema bem escolhido, pela maravilha das palavras.

Que bom escrever assim!

Um beijo e obrigada,

Maria luísa

Maria Luisa Adães disse...

Escrevi, mas não sei se fui aceite
Tento de novo, marcar minha presença neste espaço.

Maria luísa

Mona Lisa disse...

Olá Lisa

Um poema belíssimo. Sensível.

Obrigada pela partilha.

Bjs.

**♥✿-franciete-✿♥** disse...

Minha querida votos sinceros de boas férias, obrigado pela força pelo carinho que sempre me dedica.
Agora vai devagarinho e para, já só tenho duas velocidades, beijinhos de luz e muita paz...

mundo azul disse...

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...tão lindo esse poema do Mario Quintana! Obrigada, querida Elisa...


Beijos de luz e o meu carinho!!!

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sandrafofinha disse...

gosto de poemas,gosto de livros de poesia. beijinhos!!