sexta-feira, julho 29, 2011

Quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros finalmente que é preciso aprender a olhar para poder vê-las assim.

(Cecilia Meireles)


quarta-feira, julho 27, 2011

Aos amigos deste blog informo que estes dias me tem sido impossível vir por aqui e responder aos amigos.Como tal ninguém está esquecido seja de quem for, logo que dê eu volto por aqui.
Obrigados

domingo, julho 24, 2011

Neste momento vou dizer coisas complicadas apenas simples,como eu gosto de sentir,as palavras aos amigos deste blog.O Mar de Chamas faz 4 anos.Ao longo deste tempo escrevi o que sentia e muitas vezes algumas mágoas.Ele faz aniversário,o (blog) e como tal poderia dizer muita coisa, só direi uma simplesmente...Obrigados meus amigos, pelos momentos quando me visitam,a partilha de opinião,as palavras de carinho que aqui escrevem,elas fazem parte da vida e do caminho de cada um.Como sabem este blog,esteve para ser apagado à poucos dias, por tal razão criei outro com o mesmo nome,mas tudo que aqui estava ficava para trás.Mas algo mais forte não quis que assim fosse, e como tal de repente,ele ficou como sempre esteve e isso me deixou feliz. Irá continuar,embora nesta altura não será a mais famosa de o ter em dia,vou tentar,nunca gostei de morrer na praia,teimo sempre,caio levanto e assim por diante.
Por tanta coisa vivida neste espaço,só posso dizer a quem me tem acompanhado...OBRIGADOS.
Lisa

sexta-feira, julho 22, 2011

Estou sentado nos primeiros anos da minha vida,
o verão já começou,e a porosa sombra das
oliveiras abre-se à nudez do olhar.
Lá para o fim da tarde a poeira do rebanho
não deixará romper a lua
Quanto ao pastor,talvez um dia suba
com ele às colinas,e se aviste o mar.



















Agora as aves voltam,são nos ramos
altos a matéria
mais próxima dos anjos
ousarei eu tocar-lhes,
fazer delas o poema?















Hoje a poesia é dedicada a Eugénio de Andrade!

quarta-feira, julho 20, 2011

Neste dia do amigo quero dizer a quem o é! Que continue a me ter por companhia, escutar o meu pensamento tantas vezes incompreendido, que partilhe dos meus sonhos, esperanças, solidariedade que para mim nunca será palavra vã.Que saiba como eu me preocupo, tenha a mesma gratidão para comigo, e partilhe acima de tudo... a Verdadeira amizade.

segunda-feira, julho 18, 2011

Como já tinha escrito só a poucos dias é que entrei sem dificuldade no blog,umas porque ele tinha desaparecido, e que reatei o mesmo com a ajuda de uma amiga.Depois veio novamente outra dor de cabeça,o painel que não conseguia abrir, instalei outro navegador o Chrome e está mais ou menos tudo resolvido,alguns seguidores os perdi, mas estou tentando adicionar novamente, vai devagar e quando o posso fazer.Mas fiz outro blog com o mesmo nome só acrescentei um numero, mas vejo que não valeu a pena porque este está bem,o outro fica guardado não vá o diabo tece-las.
Por aqui vou continuar porque no próximo Domingo este blog faz quatro anos,não posso deitar fora o trabalho que tenho aqui.Depois este é melhor para trabalhar, e deixar posts feitos e coloca-los quando entender. Tenho por aqui amigos que gosto e partilho palavras e emoções, só essas são fundamentais. O que digo nunca foi, nem é da boca para fora, gosto de ser transparente e dizer o que sinto,cada um tem seu feitio só devem respeitar a minha forma de ser,e pensar. Era impossível sermos todos iguais, para a frente é o caminho e nunca olhar para trás porque o fogo nos pode apanhar era esta a minha filosofia.
O amanhã é outro dia e atrás de uma serra existe outra mais linda,sempre assim será. Penso pela minha cabeça e só ela é meu mestre, se fizer mal para mim será, me levarem por "parva" nunca na vida.
A "Agulheta"este é um nome ou símbolo de uma causa que abraço e muito nobre,e nesta força e vontade assim continuar,cair levantar,olhar para o céu e ver que o sol está lá,as estrelas por companhia,escrever palavras umas banais,outras sentimentais,mas abrir o coração quando ele sente a mordaça de alguém o tentar calar.
Obrigados aos amigos que partilho por aqui,os que vierem se for por bem ficarão.

Lisa

sexta-feira, julho 15, 2011

Gosto das mulheres que envelhecem,
com a pressa das suas rugas, os cabelos
caidos pelos ombros negros do vestido,
o olhar que se perde na tristeza
dos reposteiros. Essas mulheres sentam-se
nos cantos das salas, olham para fora,
para o átrio que não vejo, de onde estou,
embora adivinhe aí a presença de
outras mulheres, sentadas em bancos
de madeira, folheando revistas
baratas. As mulheres que envelhecem
sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterraneo
do tempo nos seus seios. Por isso esperam
que o dia corra nesta sala sem luz,
evitam sair para a rua, e dizem baixo,
por vezes, essa elegia que só os seus lábios
podem cantar.

Nuno Júdice

terça-feira, julho 12, 2011

Estou contente que o meu blog,este e somente este volta-se a ficar como sempre foi.Consigo abrir sem problemas como tal foi realmente um presente para mim. Embora tenha criado outro com a mesma característica e como dizem que não à amor como o primeiro,e este vai fazer anos daqui a uns dias,vai continuar.




 
 
 
 
 
 
 
 
   


Respiro a única felicidade que sou capaz - uma consciência atenciosa e cordial. Passeio o dia todo(...) cada ser que encontro, cada cheiro dessa rua, tudo é pretexto para amar sem medida. Jovens mulheres super visionam uma colónia de férias, a trombeta do vendedor de sorvetes, as barracas de frutas, melancias vermelhas com caroços negros, uvas translúcidas e meladas - tantos apoios para quem não sabe ser só. Mas a flauta ácida e terna das cigarras, o perfume de águas e de estrelas que se encontram nas noites de Setembro, os caminhos aromáticos entre as árvores de pistache e os juncos. tantos sinais de amor para quem é forçado a ser só.


Albert Camus
 
 



segunda-feira, julho 04, 2011

UMA MANHÃ

Das palavras que me dissestes aquela manhã
Guardo na lembraça o som de algumas
Amor, que mais me parecia o sol da manhã
Que embora quente, é imcapaz de queimar
Eternidade, que me parecia um pouco exagerado
Seria o suficiente se fosse ao teu lado
Felicidade que me parecia impossivel
Se tornava finalmente algo real para mim

Então como se nada daquilo fosse verdade, você se foi
E ainda me lembro das palavras daquela manhã

Amor, ainda o sinto
Mas o sol da manhã deu lugar a fogo insuportavel
Que queima e sufoca meu peito

Eternidade...
É pra onde caminho com meu sofrimento
Descobri que só o sofrimento perdura por tanto tempo

Enquanto a felicidade
Essa descobri que na verdade nunca existiu...

Arturo Angelin

sexta-feira, julho 01, 2011

Alheias  e nossas as palavras voam.
Bando de borboletas multicores, as palavras voam
Bando azul de andorinhas, bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.
Viam as palavras como águias imensas.
Como escuros morcegos como negros abutres, as palavras voam.

Oh! alto e baixo em círculos e retas acima de nós, em redor de nós as
palavras voam.
E às vezes pousam.

Cecília Meireles