terça-feira, janeiro 18, 2011



"Se te pareço nocturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
desejasse.
...
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez."
E mais atento.

Hilda Hilst

7 comentários:

Graça Pereira disse...

É um poema lindissimo, quase um pedido para um amor que se sente e não está retribuído da mesma forma.
Não conheço a autora mas sabe do que fala.
Beijo e boa semana.
Graça

Secreta disse...

Olha-me e vê-me!!!
Beijito.

Maria disse...

Gosto da Hilda Hilst. Tanto. Muito.

Beijinho, Lisa.

Laura disse...

E desde quando
te poderei olhar de novo
se o teu amor é tão pobre
e nem reparas na pele que me cobre....


Ah, era o que me apetecia dizer ao manel, mas vá, haja paz.
vai ao resteas ver um mimo para a nina secreta..

beijinho da laura

tossan® disse...

Poema lindíssimo! Palavras devem ser assim sem títulos. Beijo

Ana S. disse...

Olá miuda! Gostie do poema e do novo visual do blog. O meu também já está despachado :p
Beijinhos

alegria de viver disse...

Querida amiga

Como sempre uma bela escolha, onde se fala de amor não tem tempo para outros.

Com muito carinho BJS.