quinta-feira, janeiro 13, 2011



Jardim Perdido

Jardim
em flor, jardim de impossessão,
Transbordante de imagens mas informe,
Em ti se dissolveu o mundo enorme,
Carregado de amor e solidão.
A verdura
das arvores ardia,
O vermelho das rosas transbordava
Alucinado cada ser subia
Num tumulto em que tudo germinava.
A luz trazia
em si a agitação
De paraísos, deuses e de infernos,
E os instantes em ti eram eternos
De possibilidades e suspensão.
Mas cada
gesto em ti se quebrou, denso
Dum gesto mais profundo em si contido,
Pois trazias em ti sempre suspenso
Outro jardim possível e perdido.

Sophia de Mello Breyner

3 comentários:

Maria disse...

Gosto de flores e de jardins. E gosto de Sophia!
Como gosto do mar que ela também tanto amou.

Deixo-te oito abraços, um por cada dia que não vim aqui... :))
(desculpa, mas o tempo tem sido pouco)

Beijinhos, Lisa.

Agulheta disse...

Obrigada Maria.Cada um vem quando o tempo deixa,estás a vontade comigo.Obrigada por cada abraço,e pelo gosto da poesia de Sophia,e quanto ela gosta do mar,eu faço parte dos que gostam.

Beijinho e tudo de bom para ti.bfs

alegria de viver disse...

Olá querida amiga

Este foi o jardim que escolhi para meu blog quando o criei, acho lindo.
Flores sempre alegram.

Seu blog ficou lindo.

Com muito carinho BJS.