sexta-feira, dezembro 30, 2011

Vamos acabar mais um Ano que trouxe a todos as preocupações do costume para não variar.Pela minha parte alguns problemas de coluna mas tudo vai ao normal nada de preocupar.Mas de igual modo tivemos coisas boas e menos boas,não podemos ser pessimistas e vamos pensar positivo 
Agora venho desejar um Super Feliz Ano 2012 ,com saúde,amor e esperança que tudo melhore e que não entremos em depressão por causa de tanta falta de desumanidade  constante  a fazer ao país, os políticos deste pais precisam todos sem excepção, de uma reciclagem urgente.
Lisa


FELIZ 2012

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Natal!
Tem tantas palavras  lindas que nem sabemos descreve-las,
tem olhares de vazio,dor sem fim,risos alegres e
risos tristes.
Tem nostalgia da noite em fios de ouro e prata,amor,
tem presentes belos e grandes,mas a maioria são pequenos
alguém deitado em camas de ouro,e outros em palhas e jornais
deitado e uma estrela por companhia
Natal!
Família junta,outra desunida,tem avós junto das lareiras
embalando os netos do sono que se avizinha.
Natal! É de todas as crianças por direito,jamais alguém lhe pode roubar a alegria e beleza que é o Natal,quando em louca correria vão junto da chaminé ver o presente lá colocado.


E como adoro o Natal,mas também tive os meus momentos de muitas tristeza à uns tempos atrás,venho desejar a todos os amigos deste blog um
SANTO E FELIZ NATAL COM SAÚDE PAZ E MUITO AMOR


Nos vimos daqui a dias

Lisa


















Imagem google:

domingo, dezembro 18, 2011

PRELÚDIO DE NATAL


Tudo principiava
pela cúmplice neblina
que vinha perfumada
de lenha e tangerinas
Só depois se rasgava
a primeira cortina
E dispersa e dourada
no palco das vitrinas
a festa começava
entre odor a resina
e gosto a noz-moscada
e vozes femininas
A cidade ficava
sob a luz vespertina
pelas montras cercada
de paisagens alpinas

David Mourão-Ferreira

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Tempo feliz é aquele que nos lembramos de quando éramos crianças.Dizem que os adultos crescem e deixam de ter sonhos e passam ao lado das coisas que o tempo marcou. Não; o tempo passou, ficamos mais velhos, mais sabedoria,mas os momentos ficam.Ainda hoje iria de olhos vendados a alguns lugares onde deixei o coração e pensamento.O cheiro ainda permanece em mim gravado na memória.
Agora depois de alguns cabelos brancos,e cada momento só meu, escrevo o meu livro,onde cada silaba é um pensamento e uma lembrança.
Nesta altura tenho muitas páginas começadas, penso acabar um dia,tarde ou cedo não sei,mas que vou continuar a construir o livro vou.Algumas coisas ficarão para recordar quem por aqui andar falará no meu nome,bem ou mal não importa fica.
Dizem que uma mulher para ser realizada deve ter filhos e escrever um livro,eu escrevo a cada momento,tenho páginas lindas cheias de amor e carinho,aquelas que não importa recordar,porque foram as pedras que atiraram,não conseguiram estragar o amor que sinto por aquilo que me rodeia e assim vai continuar,a essas folhas as amachuco para verem que não tem valor algum...em muitas vão ficar vezes sem conta o nome dos filhos,netos,pais e amor,a esses sim, devo muito da pessoa que sou.

Lisa


sexta-feira, dezembro 09, 2011

"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril"


Fernando Pessoa

segunda-feira, dezembro 05, 2011

A Palavra Mágica
Certa palavra dorme na sombra 
de um livro raro. 
Como desencantá-la? 
É a senha da vida 
a senha do mundo. 
Vou procurá-la. 
Vou procurá-la a vida inteira 
no mundo todo. 
Se tarda o encontro, se não a encontro, 
não desanimo, 
procuro sempre. 
Procuro sempre, e minha procura 
ficará sendo 
minha palavra. 

Carlos Drummond de Andrade,

sábado, dezembro 03, 2011

Se todos os rios são doces, de onde o mar tira o sal?
Como sabem as estações do ano que devem trocar de camisa?
Por que são tão lentas no inverno e tão agitadas depois?
E como as raízes sabem que devem alçar-se até a luz e saudar o ar com tantas flores e cores?
É sempre a mesma primavera que repete seu papel?
E o outono?... ele chega legalmente ou é uma estação clandestina?


Pablo Neruda



terça-feira, novembro 29, 2011

Abraça-me

Abraça-me. Quero ouvir o vento que vem da tua pele, e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos. Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser este relâmpago feliz, esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos, e que ambos mordemos para provar o sabor que tem a carne incandescente das estrelas. Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti eu possa buscar o sentido dos sentidos, o sentido da vida. Procura-me com os teus antigos braços de criança, para desamarrar em mim a eternidade, essa soma formidável de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram. Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor. Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos, para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros pequeninos. 
Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo, e eu quero que delem fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes. 
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais. 
Uma vez que nem sei se tu existes. 

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum' 

Neste dia especial um poema especial de um poeta que gosto muito.

sábado, novembro 26, 2011

Este Não-Futuro que a Gente Vive


Será que nos resta muito depois disto tudo, destes dias assim, deste não-futuro que a gente vive? (...) Bom, tudo seria mais fácil se eu tivesse um curso, um motorista a conduzir o meu carro, e usasse gravatas sempre. Às vezes uso, mas é diferente usar uma gravata no pescoço e usá-la na cabeça. Tudo aconteceu a partir do momento em que eu perdi a noção dos valores. Todos os valores se me gastaram, mesmo à minha frente. O dinheiro gasta-se, o corpo gasta-se. A memória. (...) Não me atrai ser banqueiro, ter dinheiro. Há pessoas diferentes. Atrai-me o outro lado da vida, o outro lado do mar, alguma coisa perfeita, um dia que tenha uma manhã com muito orvalho, restos de geada… De resto, não tenho grandes projectos. Acho que o planeta está perdido e que, provavelmente, a hipótese de António José Saraiva está certa: é melhor que isto se estrague mais um bocadinho, para ver se as pessoas têm mais tempo para olhar para os outros. 


Al Berto, in "Entrevista à revista Ler (1989)"
Foto:net

terça-feira, novembro 22, 2011

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...


Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.


Alberto Caeiro

quinta-feira, novembro 17, 2011

Queria navegar num sonho de criança, refrescar os sonhos da minha ternura.Sentir a mão amiga da mãe, quando passa as mãos nos nossos cabelos.Descobrir a paisagem do mar da minha meninice, quando as águas molhavam os meus cabelos loiros. Então sim, navegaria num barco de papel aos sabor das ondas. Levaria comigo pouca coisa, lembranças amor e amizade! Na proa uma gaivota branca como o meu sonho, e lá longe quando um por de sol, que ilumina os sonhos e o mar, poder chegar até ele com a mão, e o tentar agarrar, e não mais o largar


 Lisa 17/11/2011



quinta-feira, novembro 10, 2011

Foi para ti 
que desfolhei a chuva 
para ti soltei o perfume da terra 
toquei no nada 
e para ti foi tudo 


Para ti criei todas as palavras 
e todas me faltaram 
no minuto em que talhei 
o sabor do sempre 


Para ti dei voz 
às minhas mãos 
abri os gomos do tempo 
assaltei o mundo 
e pensei que tudo estava em nós 
nesse doce engano 
de tudo sermos donos 
sem nada termos 
simplesmente porque era de noite 
e não dormíamos 
eu descia em teu peito 
para me procurar 
e antes que a escuridão 
nos cingisse a cintura 
ficávamos nos olhos 
vivendo de um só 
amando de uma só vida 


"Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"



sexta-feira, novembro 04, 2011

É bom sentir o abraço calmo e sereno
Aquele que me faz sorrir,como a brisa do mar
O vento na arvore em pleno outono
Sentir o cheiro das flores,o despertar da primavera
O calor do colo da mãe quando nos aconchega em seu corpo
Num forte  abraço onde  sinto a protecção,
ser gaivota em voo pelo oceano à procura
do sal e areia, na praia do meu contentamento

Lisa


sexta-feira, outubro 28, 2011

Fechar os olhos à felicidade é ignorar o sentimento adormeçido
deixar passar o tempo,perder a esperança ,viver sem sentido.
Fechar os olhos, a boca a palavra amor,é não sentir o frio
o arrepio do corpo, e da alma,deixar fugir entre os dedos a areia
não conseguindo apanhar o mais pequeno grão.
é tentar segurar uma pequena estrela que brilha no céu. 
Fechar os olhos a felicidade,é ver passar as horas e minutos
Sem deliniar uma linha no horizonte  que são os desejos
correr atrás dos sonhos,soltar a dor do peito a saudade.
sentir no momento como um pequeno lamento de nada fazer.
Viver é soltar os segredos e deixar voar o coração para longe
o momento de não ficar preso, como o barco no cais
Esperando a maré para se lançar ao mar e soltar amarras

Lisa

segunda-feira, outubro 24, 2011

O segredo é amar. Amar a Vida 
com tudo o que há de bom e mau em nós. 
Amar a hora breve e apetecida, 
ouvir os sons em cada voz 
e ver todos os céus em cada olhar. 
Amar por mil razões e sem razão. 
Amar, só por amar, 
com os nervos, o sangue, o coração. 
Viver em cada instante a eternidade 
e ver, na própria sombra, claridade. 
O segredo é amar, mas amar com prazer, 
sem limites, fronteiras, horizonte. 
Beber em cada fonte, 
florir em cada flor, 
nascer em cada ninho, 
sorver a terra inteira como o vinho. 
Amar o ramo em flor que há-de nascer, 
de cada obscura, tímida raiz. 
Amar em cada pedra, em cada ser, 
S. Francisco de Assis. 
Amar o tronco, a folha verde, 
amar cada alegria, cada mágoa, 
pois um beijo de amor jamais se perde 
e cedo refloresce em pão, em água! 


Fernanda de Castro



sábado, outubro 22, 2011

A palavra nem sempre sai como gostaríamos,ela pode ser o silêncio, paz ou sabedoria;mas é a palavra. Ela nos amordaça a voz em certos momentos, falar só por falar nada vale quando os sentimentos são vagos perante a justiça surda e muda.
Nos tempos que correm, muitas palavras se soltam como papeis ao vento, mas a sabedoria e a justiça ficam presas no silêncio, dos que vagueiam e perderam as forças para lutar contra tanta falta de humanidade.Como diz o velho ditado"o silêncio dos inocentes" esses perderam a voz da raiva, da dor, da fome,e incerteza,alguns estão perdendo até a dignidade de viver.Ficam os que ainda podem erguer a voz contra tanta injustiça,a esses gritam pelo direito dos que já não tem forças,dos que morrem aos poucos porque perderam.Mas devemos levantar a cabeça e nunca desistir dos sonhos que nos abraçam em cada amanhecer,no sorriso de uma criança,em cada flor que desabrocha...resistir,resistir sempre contra os que querem aniquilar a vida de cada um, só porque são fortes e tem o mundo ao seu dispor... jamais.
Lisa



terça-feira, outubro 18, 2011

Noite Transfigurada
Criança adormecida,ó minha noite,
noite perfeita e embalada
como as folhas,
noite transfigura,
ó noite mais pequena do que as fontes,
pura alucinação da madrugada
chegaste,
nem eu sei de que horizontes.
Hoje vens ao meu encontro
nimbada de astros,
alta e despida
de soluços e lágrimas e gritos
ó minha noite,namorada
de vagabundos e aflitos.
Chegaste,noite minha,
de pálpebras descidas;
leve no ar que respiramos,
nítida no ângulo das esquinas
_ó noite mais pequena do que a morte:
nas mãos abertas onde me fechaste
ponho os meus versos e a própria sorte.


Poesia de Eugénio de Andrade



sexta-feira, outubro 14, 2011

CANÇÃO DE OUTONO* 
O outono toca realejo 
No pátio da minha vida. 
Velha canção, sempre a mesma, 
Sob a vidraça descida... 
Tristeza? Encanto? Desejo? 
Como é possível sabê-lo? 
Um gozo incerto e dorido 
de carícia a contrapelo... 
Partir, ó alma, que dizes? 
Colhe as horas, em suma... 
mas os caminhos do Outono 
Vão dar em parte alguma! 


Mário Quintana


























Foto colhida do Google

sexta-feira, outubro 07, 2011

Se faz tarde, me retiro em silêncio
Deixo a palavra adormecida
Para um novo despertar!
Com chuva ou sol,não sei
O poderoso saberá.

Maria Elisa


quarta-feira, outubro 05, 2011

Canção do Outono


Perdoa-me, folha seca, 
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo, 
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão, 
se havia gente dormindo 
sobre o própro coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles 
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono 
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...


Cecília Meireles



sábado, outubro 01, 2011

Arde-me o olhar, do sol que no teu brilha.
Ri-me na boca o riso que enche a tua
O teu menor prazer  me apazigua.
O teu gesto menor me maravilha.
Nos teus quadris há a graça que brilha.
Música quanto dizes ma insinua.
Como alheada,quando vais na rua,
o teu caminho o meu desejo trilha.
Tem o teu corpo todas as fragrâncias.
Beijo-te e um fruto doce me transporta.
Abraço-te e num vórtice me abismo
Se te inquietas,fico eu em ânsias.
Em ti me absorvo,se te vejo absorta.
Do teu repouso,torna-me o optimismo.


Obra poética  Armindo Rodrigues

segunda-feira, setembro 26, 2011

Papoila de chaga sangrenta
na seara de carne morena,
quem dos teus gritos se alimenta
alivia a sua própria pena.


Obra Poética de Armindo Rodrigues

sábado, setembro 24, 2011

Varanda aberta.Espaço. Noite enrolada em folhas de antenas e aromas,noite de bocas nubladas e brancas.Brilham constelações de lâmpadas através das nuvens.Escuto.Nem palavras em silêncio.
A voz é de um odor da sombra. Deixa-me tocar-te o rosto,o teu rosto de espaço.Vejo-te através das pálpebras.Toco as mãos aéreas e silenciosas que atravessam a folhagem.Vejo lábios rodeados de fogo.
Estou no circulo da distância e escrevo as palavras adormecidas no ar.


Hoje as palavras são de um poeta que tem prosa linda.
António Ramos Rosa
Foto do Flickr

quinta-feira, setembro 22, 2011

Este blog vai começar a fazer textos e poesia pelo menos duas vezes na semana,espero pelos amigos como sempre o fizeram por aqui.Sei que a vida de cada está em primeiro lugar,cada um tem os seus afazeres.Mas à coisas que fazem mal a minha pessoa, que sempre tento ser gentil e amiga. Ver,alguns amigos que sempre foram fieis a este blog,e de repente ala embora,poderiam dizer o porquê,se não gostam ou porque já não sentem a mesma vontade do antigamente.
Visito os amigos sempre que o tempo dá para o fazer,sou cordial nas palavras que deixo,agora penso que se alguém não quer vir por aqui,ou não gosta fecho o blog aos comentários.Como sempre disse,não gosto de dizer bem pela frente e mal por trás,o que é hoje deve ser sempre,mas no gosto de cada um não podemos mandar.Foi só um pequeno desabafo e alguma desilusão com algumas pessoas,mas na vida sempre se aprende,inclusive eu uma avó que podia ter juízo em vez de me incomodar com estas coisas,tenho o amor dos meus e o carinho de alguns amigos.A quem entender obrigado,quem não conseguir,obrigado na mesma a porta está aberta a gente de paz e amizade.


Lisa

terça-feira, setembro 20, 2011

Num emaranhar de fios e pétalas
Anda a borboleta de flor em flor no jardim
Beija uma,beija outra sempre em movimento
Ela sente ao longe a vistosa,rosa
Gosta de sobrevoar de  mansinho o rosmaninho
Neste trabalho de asas,dá beijos a todos
onde em cada uma deixa, sonhos e ilusões.

Lisa



sexta-feira, setembro 16, 2011

 O Setembro está a findar, fico sentada num canto, olhando a janela.
Olho o livro da vida,os pensamentos voltam,de pés descalços na areia
As algas que enlaçam os mesmos no caminhar da manhã.
Os telhados de tons laranja, e escuros me desviam o olhar
 para o campanário da torre da igreja,desperto pelas badaladas
a anunciar que chegou a noite.Ela se faz escura,olho ao longe o cais.
O farol está lá enviando a luz para quem permanece no mar.
Desperto deste desfilar de memórias,quando me tocas no ombro
Encostamos a cabeça um ou outro e caminhamos ao encontro
Do sono e dos sonhos dessa noite


Lisa





terça-feira, setembro 13, 2011

Sobre a Sombra
Era Setembro,era onde a sombra rói os ramos.Os corpos são mais jovens nas dunas
E sóos jovens podem ensinar.Por isso os procuramos,e a pergunta é sempre a mesma
como se morre?Envelhecer não é assim tão simples,por mais que digam.
Quantos dias de sol o declínio nos reserva? Por quanto tempo poderemos amá-los,a esses jovens,
Sem os ofender? Esta alegria de noutros corpos sermos ainda joventude,como guardá-la,
Sem a degradar.

Eugénio de Andrade
















Praia da Arda_Viana do Castelo.Foto minha

domingo, setembro 11, 2011

Naquele dia de Setembro, normal e igual  a tantos outros na central de comunicações,onde somos rodeados de mapas,telefones,rádios de banda alta e média,é lá onde cai todas as comunicações.No parque de viaturas onde se encontram carros todo terreno,auto-sapadores, e ambulâncias para vários tipos de socorro,assim é a vida do soldado da paz.Vigilante 24 sobre 24,estão sempre atentos por esta causa que abraçam,quando o operador de central chama o chefe de serviço os que se encontram dentro das instalações,se movimentam e correm a saber o que se passa e são precisos os seus trabalhos,assim é a vida do Voluntário que serve.Verificam se todas as viaturas estão devidamente equipadas para o fim a que se destinam, e assim vai correndo o dia.
Mas neste dia fatídico do 11 de Setembro,tinha entrado ao serviço por volta das treze horas,quando naquela hora e minutos 13horas e 44 minutos  a TV nos coloca perante o olhar,a maior tragédia da humanidade.Ficamos impávidos sem explicação para tanta destruição,os olhares se cruzam e correm as lágrimas sobre os rostos dos colegas que neste dia estavam de serviço,ficamos paralisados sem saber o que dizer.Ainda hoje sinto o arrepio no corpo e as lágrimas que correram por tantas vítimas inocentes.Hoje passados 10 anos sobre a tragédia que abalou o mundo,penso...ou por outra tenho a certeza que temos dias que pensamos que tudo está  diferente e muito mudou na sociedade.O meu simples gesto de nobreza como soldado da paz,presto a minha homenagem as vítimas que padeceram as mãos de seres sem escrúpulos e terroristas,  que não respeitam os valores, o ser humano e o fanatismo fica dono da destruição.Aos amigos e soldados da paz de todo o planeta que enfrentam o fogo e destruição,sempre haverá uma Fénix renascida das cinzas,e um grande Anjo da Guarda para nos cobrir com seu manto nas horas em que deixamos a família para socorrer quem precisa.

























sexta-feira, setembro 09, 2011


Hoje e sempre estarei assim,um lema, a esperança que brota do meu coração jamais será indiferente a este símbolo de vida por vida.Aconselho a ver este simples vídeo,aqui esta a alma do soldado da paz.
Lisa

segunda-feira, setembro 05, 2011

Os dias vão passando e o verão parece que nos deixou,paira no ar a brisa de Setembro que trás a saudade do mar,do rio e da serra.Ao entrar neste mês vou rebuscar o livro da vida escrever nele na página que tenho sempre em branco, pensar nas coisas que fiz,outras que deixei por fazer por falta de tempo.As palavras...essas as digo sempre de coração aberto, mesmo que custem  tenho que as dizer.Mas Setembro tem seus encantos,o cheiro das uvas no lagar,o caminhar até a serra,olhar os pastores com suas ovelhas,tomar o meu chá pelas tarde,e tanto para fazer nas tardes frias,como ler aquele livro embrulhada na manta de lã.
Só deixei o olhar nas casas piscatórias,  nos barcos no cais, o cheiro do sargaço pela manhã ,o sol poente que queima o olhar pelo fim da tarde,dos sorrisos abertos,sim porque a vida sem sorrisos e esperança não tem valor,é vida vazia.
O meu livro está sempre comigo,tenho sempre uma página em branco para escrever nele,vou tentando o fazer até que um dia venha um neto e pergunte! Me diz algo de ti que eu não saiba e como eras.Então lhe direi,sempre gostei de ser livre de pensamento,gosto de amar as coisas as pessoas,dei o melhor de mim nos anos áureos da vida,nunca fugi aõs desafios,adoro os meus filhos o meu marido.Amo a natureza e tudo que ela tem,não tenho tanta fé nos homens que dão cabo do mundo em prol do dinheiro,a esses tenho compaixão,um dia virá alguém lhe pedir contas do mal que causou ao mundo com suas mentiras, hipocrisia,deslealdade,guerras,fome,e um sem nome de coisas.
Quem ama e sabe dar amor, tem a consciência tranquila dorme descansado,sem pensar que fez mal e não cumpriu com aquilo que foi destinado como ser humano
Lisa















sexta-feira, setembro 02, 2011


Procuro-te  - Procuro a ternura súbita, os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo, o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce, um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria. Oh, a carícia da terra,
a ...juventude suspensa, a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido. Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina as coisas mais simples: o pão e a água,
a cama e a mesa, os pequenos e dóceis animais, onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio. Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz. Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama, não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho. Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças, dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te. Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama, com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.

Eugénio de Andrade,in,palavras Interditas



sábado, agosto 27, 2011

Queridos amigos. Este blog vai estar de férias curtas,a dona vai descansar um pouco que anda a precisar.Vou ver se encontro um pouco de sol e bom tempo.Quando vier visitarei todos como sempre.Até lá sejam felizes,com um sorriso simples e amigo,um coração grande para guardar as emoções,amor sempre presente em cada minuto da vida,sem um pouco de cada coisa não há felicidade,até daqui a uma semana.Beijinhos.


quarta-feira, agosto 24, 2011

Relato

Pouso a mão sobre a mesa,e vejo nela
o mapa de um inóspito país.
Mar em redor,o mármore da mesa.
E tão-pouco uma vela de incerteza
sugere as longas viagens que não fiz.

Da mão para a memória as sensações
imigram todas.Mas não partem nunca
para um destino heróico de mar-alto:
que só de crispações
e sobressalto
o litoral inóspito se junca.

David Mourão Ferreira
Obra poética-1948-1988





segunda-feira, agosto 15, 2011

Caminha devagar:
desse lado o mar sobe ao coração.
Agora entra na casa,repara no silêncio,é quase branco.
Há muito tempo que ninguém se demorou a contemplar
os breves instrumentos do verão.
Pelo pátio rasteja ainda o sol.Canta na sombra
a cal, a voz acidulada.

Eugénio de Andrade


domingo, agosto 14, 2011

Pela manhã o meu gosto é sentir o fresco da mesma em calma e descontracção,assim foi hoje um café na esplanada do jardim ler o meu jornal a ver as noticias,se são boas ou não! Para dizer a verdade continua tudo igual,milagres ninguém os faz e como tal,nada melhor que apreciar as fotos. E não pensar em coisas tristes,preciso saúde,pensar que o amanhã poderá ser melhor,outros por este mundo fora estarão pior que nós.Bom Domingo e sejam felizes.




quinta-feira, agosto 11, 2011

À uns dias atrás uma  pessoa me perguntou como se gosta da poesia! Bem fiquei um pouco confusa perante tal pergunta uma vez que a dita era muito nova,e que logo de seguida me disse que era muito "chato" ler.É por estas e por outros motivos que a vida para alguns nem tem significado...aborrecido ler?Olhe eu só gosto das revistas cor de rosa.Então eu me sentei junto dela e disse,sabe desde criança que adoro os livros,ler e até o cheiro deles eu gosto,resposta o quê o cheiro, esquisito,nunca tinha ouvido dizer que os livros tinham cheiro.Mas tem,para além de abrir as portas da vida e sabedoria,é como uma janela que abrimos de par em par e onde os sonhos vem até nós como uma melodia. E nesta troca de conversa na areia da praia,a pessoa me disse sabe eu sou sócia da Biblioteca mas só lá foi para me escrever depois jamais voltei lá.Eu lhe disse faz bem em consultar os livros, e tentar ler um pouquinho e saber mais do que é feito os sonhos e a vida.Ficou um tanto surpresa com a conversa,de seguida me disse obrigada,quando um dia nos encontrar aqui ou noutro lugar me vou lembrar sempre desta conversa que tive consigo que adorei,nunca a minha mãe me ensinou coisas assim,amanhã vou à Biblioteca e trazer um livro e tentar ler as palavras que tem significado na vida...obrigada mesmo.
Foi assim com alguém que travei conhecimento numa manhã de praia sentada num rochedo,mas que gostei de conhecer,no fim do mês vou tentar procurar a mesma senhora grande mas com cabeça de menina ainda.













Foto da net:

sábado, agosto 06, 2011


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Esconderijos do Tempo
Mário Quintana

sexta-feira, julho 29, 2011

Quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros finalmente que é preciso aprender a olhar para poder vê-las assim.

(Cecilia Meireles)


quarta-feira, julho 27, 2011

Aos amigos deste blog informo que estes dias me tem sido impossível vir por aqui e responder aos amigos.Como tal ninguém está esquecido seja de quem for, logo que dê eu volto por aqui.
Obrigados

domingo, julho 24, 2011

Neste momento vou dizer coisas complicadas apenas simples,como eu gosto de sentir,as palavras aos amigos deste blog.O Mar de Chamas faz 4 anos.Ao longo deste tempo escrevi o que sentia e muitas vezes algumas mágoas.Ele faz aniversário,o (blog) e como tal poderia dizer muita coisa, só direi uma simplesmente...Obrigados meus amigos, pelos momentos quando me visitam,a partilha de opinião,as palavras de carinho que aqui escrevem,elas fazem parte da vida e do caminho de cada um.Como sabem este blog,esteve para ser apagado à poucos dias, por tal razão criei outro com o mesmo nome,mas tudo que aqui estava ficava para trás.Mas algo mais forte não quis que assim fosse, e como tal de repente,ele ficou como sempre esteve e isso me deixou feliz. Irá continuar,embora nesta altura não será a mais famosa de o ter em dia,vou tentar,nunca gostei de morrer na praia,teimo sempre,caio levanto e assim por diante.
Por tanta coisa vivida neste espaço,só posso dizer a quem me tem acompanhado...OBRIGADOS.
Lisa

sexta-feira, julho 22, 2011

Estou sentado nos primeiros anos da minha vida,
o verão já começou,e a porosa sombra das
oliveiras abre-se à nudez do olhar.
Lá para o fim da tarde a poeira do rebanho
não deixará romper a lua
Quanto ao pastor,talvez um dia suba
com ele às colinas,e se aviste o mar.



















Agora as aves voltam,são nos ramos
altos a matéria
mais próxima dos anjos
ousarei eu tocar-lhes,
fazer delas o poema?















Hoje a poesia é dedicada a Eugénio de Andrade!

quarta-feira, julho 20, 2011

Neste dia do amigo quero dizer a quem o é! Que continue a me ter por companhia, escutar o meu pensamento tantas vezes incompreendido, que partilhe dos meus sonhos, esperanças, solidariedade que para mim nunca será palavra vã.Que saiba como eu me preocupo, tenha a mesma gratidão para comigo, e partilhe acima de tudo... a Verdadeira amizade.

segunda-feira, julho 18, 2011

Como já tinha escrito só a poucos dias é que entrei sem dificuldade no blog,umas porque ele tinha desaparecido, e que reatei o mesmo com a ajuda de uma amiga.Depois veio novamente outra dor de cabeça,o painel que não conseguia abrir, instalei outro navegador o Chrome e está mais ou menos tudo resolvido,alguns seguidores os perdi, mas estou tentando adicionar novamente, vai devagar e quando o posso fazer.Mas fiz outro blog com o mesmo nome só acrescentei um numero, mas vejo que não valeu a pena porque este está bem,o outro fica guardado não vá o diabo tece-las.
Por aqui vou continuar porque no próximo Domingo este blog faz quatro anos,não posso deitar fora o trabalho que tenho aqui.Depois este é melhor para trabalhar, e deixar posts feitos e coloca-los quando entender. Tenho por aqui amigos que gosto e partilho palavras e emoções, só essas são fundamentais. O que digo nunca foi, nem é da boca para fora, gosto de ser transparente e dizer o que sinto,cada um tem seu feitio só devem respeitar a minha forma de ser,e pensar. Era impossível sermos todos iguais, para a frente é o caminho e nunca olhar para trás porque o fogo nos pode apanhar era esta a minha filosofia.
O amanhã é outro dia e atrás de uma serra existe outra mais linda,sempre assim será. Penso pela minha cabeça e só ela é meu mestre, se fizer mal para mim será, me levarem por "parva" nunca na vida.
A "Agulheta"este é um nome ou símbolo de uma causa que abraço e muito nobre,e nesta força e vontade assim continuar,cair levantar,olhar para o céu e ver que o sol está lá,as estrelas por companhia,escrever palavras umas banais,outras sentimentais,mas abrir o coração quando ele sente a mordaça de alguém o tentar calar.
Obrigados aos amigos que partilho por aqui,os que vierem se for por bem ficarão.

Lisa

sexta-feira, julho 15, 2011

Gosto das mulheres que envelhecem,
com a pressa das suas rugas, os cabelos
caidos pelos ombros negros do vestido,
o olhar que se perde na tristeza
dos reposteiros. Essas mulheres sentam-se
nos cantos das salas, olham para fora,
para o átrio que não vejo, de onde estou,
embora adivinhe aí a presença de
outras mulheres, sentadas em bancos
de madeira, folheando revistas
baratas. As mulheres que envelhecem
sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterraneo
do tempo nos seus seios. Por isso esperam
que o dia corra nesta sala sem luz,
evitam sair para a rua, e dizem baixo,
por vezes, essa elegia que só os seus lábios
podem cantar.

Nuno Júdice

terça-feira, julho 12, 2011

Estou contente que o meu blog,este e somente este volta-se a ficar como sempre foi.Consigo abrir sem problemas como tal foi realmente um presente para mim. Embora tenha criado outro com a mesma característica e como dizem que não à amor como o primeiro,e este vai fazer anos daqui a uns dias,vai continuar.




 
 
 
 
 
 
 
 
   


Respiro a única felicidade que sou capaz - uma consciência atenciosa e cordial. Passeio o dia todo(...) cada ser que encontro, cada cheiro dessa rua, tudo é pretexto para amar sem medida. Jovens mulheres super visionam uma colónia de férias, a trombeta do vendedor de sorvetes, as barracas de frutas, melancias vermelhas com caroços negros, uvas translúcidas e meladas - tantos apoios para quem não sabe ser só. Mas a flauta ácida e terna das cigarras, o perfume de águas e de estrelas que se encontram nas noites de Setembro, os caminhos aromáticos entre as árvores de pistache e os juncos. tantos sinais de amor para quem é forçado a ser só.


Albert Camus