quarta-feira, dezembro 29, 2010



Mais um ano se passou e muita coisa aconteceu.Este blog sempre tentou fazer o melhor,em partilha, amizade e afectos.A vida não tem sentido quando não tentamos interagir entre todos com fraternidade e sem egoísmo.Sempre o tenho feito ao longo destes anos que ando por aqui,não gosto de dizer mal de ninguém,quem vier por bem tem a porta sempre aberta,em paz e amizade e sempre assim será.
Vamos tentar que o novo ano que se avizinha,e todos sabemos com dificuldades para alguns e não para todos,que saibamos dar uma palavra amiga a quem dela precisar.
Ser melhor,tentar corrigir o que não está bem...mas sempre com cabeça no lugar,assim é a minha forma de pensar.
Por aqui vou tentar escrever as palavras dos poetas,algumas minhas e se calhar muitas que devem ser ditas na hora certa.
Como tal este blog deseja aos seus amigos,e todos que seguem o mesmo um ANO NOVO DE 2011 COM MUITA PAZ,AMOR E PRINCIPALMENTE MUITA SAÚDE.Que todos fiquem bem e sejam felizes um pouco porque a vida diária já é uma chatice.

Lisa

segunda-feira, dezembro 20, 2010



A árvore enfeitei de cores mil,luzes brilhando como sonhos coloridos de infância.Como ela é verde,será a esperança que reinará em cada ramo,as bolas vermelhas é um coração generoso que gosta de partilhar, e amar os que sofrem por vários motivos. Então salpiquei de flocos de neve,onde cada um levou os sonhos dos meninos que não tem Natal. Em cada presente,fui colocando um a um,todos eles embrulhados em papeis de vários tons,estava escrito em palavras simples, todos eles falavam da família,amor,saúde e solidariedade entre todos.
No topo deixei uma estrela que brilha sempre,não só para mim,como gostaria que ela brilhasse para todos,iluminar o coração dos homens para acabar com as guerras,a destruição do planeta,onde cada criança tivesses um lar o abraço do pai e mãe quem lhe quer bem.O Natal e elas pertence,o presente mais pequeno mas que para mim é grande, guardei junto do coração pelos que partiram e já não estão junto de mim na ceia de Natal
Lisa

Vou estar ausente para me juntar a familiares,quando vier visitarei todos os amigos.Até lá Feliz Natal.

domingo, dezembro 12, 2010



PRESENÇA

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mario Quintana
foto google

sexta-feira, dezembro 10, 2010



Estava eu sentado, perto do mar, a ouvir com pouca atenção um amigo meu que falava arrebatadamente de um assunto qualquer, que me era apenas fastidioso. Sem ter consciência disso, pus-me a olhar para uma pequena quantidade de areia que entretanto apanhara com a mão; de súbito vi a beleza requintada de cada um daqueles pequenos grãos; apercebia-me de que cada pequena partícula, em vez de ser desinteressante, era feito de acordo com um padrão geométrico perfeito, com ângulos bem definidos, cada um deles dardejando uma luz intensa; cada um daqueles pequenos cristais tinha o brilho de um arco-íris... Os raios atravessavam-se uns aos outros, constituindo pequenos padrões, duma beleza tal que me deixava sem respiração... Foi então que, subitamente, a minha consciência como que se iluminou por dentro e percebi, duma forma viva, que todo o universo é feito de partículas de material, partículas que por mais desinteressantes ou desprovidas de vida que possam parecer, nunca deixam de estar carregadas daquela beleza intensa e vital. Durante um segundo ou dois, o mundo pareceu-me uma chama de glória. E uma vez extinta essa chama, ficou-me qualquer coisa que nunca mais esqueci que me faz pensar constantemente na beleza que encerra cada um dos mais ínfimos fragmentos de matéria à nossa volta.

Aldous Huxley

quarta-feira, dezembro 08, 2010



O natal está próximo,a solidão evade o meu ser nestas alturas.Olho pela vidraça embaciada pela noite que se aproxima,muitas luzes distantes como a marcar o caminho e da noite que se avizinha.É neste momento que me visita, os verdes anos da infância e sinto que estou pobre! De dinheiro... não, dos afectos dos que partiram,daquelas guloseimas que eram distribuídos aos filhos e netos...tocam a porta, me acordam das recordações presentes.Sei que estareis sempre por aqui,em qualquer luz ou vidraça embaciada onde vos vejo ao longe,naquela estrela que brilha bem alto no céu e no meu coração.

Lisa

quinta-feira, dezembro 02, 2010



Em Louvor das Crianças

Se há na terra um reino que nos seja familiar e ao mesmo tempo estranho, fechado nos seus limites e simultâneamente sem fronteiras, esse reino é o da infância. A esse país inocente, donde se é expulso sempre demasiado cedo, apenas se regressa em momentos privilegiados — a tais regressos se chama, às vezes, poesia. Essa espécie de terra mítica é habitada por seres de uma tão grande formosura que os anjos tiveram neles o seu modelo, e foi às crianças, como todos sabem pelos evangelhos, que foi prometido o Paraíso.
A sedução das crianças provém, antes de mais, da sua proximidade com os animais — a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade. Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue.
O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos. O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus.

Eugénio de Andrade

Assim escreveu Eugénio de Andrade sobre as crianças! E como estamos em época de paz e amor,assim deviam os homens,pensar mais nelas e menos em si,lhe propocionar o seu bem estar junto da família e terem o que lhe é devido numa sociedade justa.Cada dia vejo mais injustiça sobre elas,quer por aqui,ou em muitas partes do mundo.