sexta-feira, agosto 13, 2010



Gostava de olhar pela minha janela e sentir o cheiro da brisa nocturna.Mas ela fugiu de repente e deu lugar ao desespero, à dor,destruição.
Fico a pensar! Porquê meu Deus,como pode o ser humano resistir a esta tortura.Ali fico e vejo ao longe, muito longe um clarão,será que se desvia para outro lado.Quando as botas pisam o terreno queimado,a dor evade o coração,penso...como vai ser amanhã.Mais tarde ao adormecer,vou sonhar que o dia vai romper bonito e sentir o cheiro matinal da erva do campo,e num sono tranquilo não vou ouvir os gemidos da sirene a pedir socorro, acudam...fogo, e correr desalmadamente ao encontro dos colegas ensonados,calçando as botas na corrida e colocando o capacete na viatura.Mas sim acordar e ver as flores mais lindas do meu jardim.
Lisa

13 comentários:

Dulce disse...

Que momentos dificeis esses, minha amiga... Rezo para que tudo isso passe bem depressa e seu lindo Portugal volte a sorrir, e que o perfume das flores se espalhe pelos quatro cantos levando paz e tranquilidade a todos você.
Beijos

alegria de viver disse...

Olá querida amiga

Vamos pensar que ao amanhecer tudo estará lindo, foi um sonho ruim que ao acordar sumiu.
As flores estão lá são de verdade, e elas vieram para lhe perfumar.
Com este cheirinho deixo um montão de beijos.

Maria disse...

São duros estes tempos para ti e teus camaradas bombeiros.
Nunca se tomam atempadamente as medidas necessárias. Nunca se investiga a origem dos incêndios até ao fim. Eles lá sabem porquê...

Um beijinho, Lisa.

Graça Pereira disse...

Entendo a tua angústia e tristeza...de alguém que mais de perto...se abeirou do...inferno...
Espero que este pesadelo passe depressa... e possas...e nós também...colher flores e admirar a paisagem verde...que tanto amamos.
Curiosamente...nestes dias...tenho pensado em ti!
Beijos
Graça

poetaeusou . . . disse...

*
gente ignóbil,
que deita fogo
á sua própria Casa,
a Mãe - Terra !
,
bem-hajas,
brisas floridas, deixo,
,
*

Sonia Schmorantz disse...

Em cada estação parece haver suas tragédias, enchentes aqui, incêndios acolá...mas passam, e as flores voltarão a nascer, a vida continuará como sempre faz, renascendo de suas próprias cinzas.
Muito bom receber novamente a tua visita.
Beijos, que seja uma semana de mais tranquilidade

Fernanda disse...

Amiga Lisa!

Não há palavras para descrever o profundo sentimento de angústia e impotência, perante este espectáculo dantesco a que assistimos diariamente!!!
Amiga já publiquei no Sempre Jovens sobre o tema...num dos meus comentários falei do orgulho que sinto por ti, como ser humano e anjo da paz!
http://cvssemprejovens.blogspot.com/2010/08/falando-de-algo-muito-serio-o-autor.html

Vou-te enviar um e.mail que recebi da Coordenação do Limpar Portugal.
Gostaria muito de saber a tua opinião sobre a assunto.

Amiga, promete-me que não te vais meter lá no meio da chamas...tu já deste muito, demais de ti...
Por muito que te custe...
Podes sempre ajudar mas no gabinete, na coordenação, sei lá, sabes melhor do que eu.
Por favor!

Falo contigo logo.

Beijinhos e abraço ao João.

Mona Lisa disse...

Olá Lisa

Queria Deus que este tormento acabe!

Em pensamento estou contigo!

Bjs.

Ana Martins disse...

Boa noite Agulheta,
entendo muito bem esse sentimento de dor e revolta. O País arde, os incendiários continuam impunes e os Soldados da paz enquanto choram a perda dos colegas,lutam com todos os meios e forças contra as chamas.

Deixo um beijinho terno,
Ana Martins
Ave Sem Asas

Maria disse...

Deixo-te um abraço, Lisa.

Flor ♥ disse...

Minha querida Lisa...

Em momentos assim nos resta a esperança de que, depois da mais tenebrosa noite tormentosa, a luz do sol volta a brilhar, forte e luminosa!

Um grande beijo, e uma semana iluminada para ti!

Flor ♥

Menina Marota disse...

A beleza que o Verão deveria trazer é traída pela maldade de quem ousa queimar assim a Natureza e deitar por terra queimada os sonhos de tanta gente.

É doloroso... quão doloroso é, sentirmos a impotência destes momentos.

Bj

Ana disse...

Adorei este texto poético e consegui sentir nas tuas palavras essa dor porque passaste.
Um xi bem apertadinho,
Ana Paula