quarta-feira, março 24, 2010



Uma gaivota pousada
No telhado
Convido-a a entrar.Recusa.
Tem receio que a musa
Dos meus versos
Esteja em casa
E desencante o azul encantamento
O mar e o firmamento
Que trás em cada asa

Miguel Torga

13 comentários:

Laura disse...

Não há gaivota que entre
onde o homem a prenda
nem há corrente que aguente
uma musa indolente!

Aquele abraço da laura

Chris disse...

Uma boa escolha do Torga, por aqui as escolhas são sempre excelentes!
Bjs
Chris

Dulce disse...

O encantamento, o mar, o azul do firmamento carregados nas asas das gaivotas... Lindo pensar nisso... Uma gaivota voando entre o céu e o mar é sempre um momento lindo.
Beijinhos, Lisa, e um lindo dia para você

Ana Paula disse...

As gaivotas são livres para voar não gostam de se sentirem presas.
Adorei este fantástico poema de Miguel Torga que um dia hei-de vir aqui copiá-lo, porque me lembrei de umas imagens que fiz no mar em Espinho há pouco tempo(das nossas amigas gaivotas) e que até estão linditas:-)
Depois vejo, porque surgem sempre temas novos e vou deixando para trás por vezes imagens que até estão razoáveis.
Como diz o meu amigo José Rasquinho, estrago as máquinas todas de tantas imagens tirar, mas sou mesmo viciada na fotografia e foi aquele "garoto" o Ricky Silva, que é das idades da minha filha, que me incentivou na fotografia, acha tudo muito lindo, é para me animar!:-) Talvez não te acredites, moramos ambos em Aveiro e não o conheço pessoalmente, apenas por mensagens e pelo telemóvel:-) Queria ter ido à exposição mas nesse dia fui para casa da minha Joana, porque o meu Guga fazia anos no dia seguinte.
Também sou como as gaivotas, não paro, passo a vida a voar, então ultimamente não tenho tempo para nada.:-)
Jinhos muito doces,
Ana Paula

♥*♥(franciete)♥*♥ disse...

Gaivota que andas perdida
Com tuas asas ao vento
Traz noticias de quem amo
Acalma o meu sofrimento

Meu bem deixo aqui um pedacinho da minha mágoa, é um verso de um poema que fiz para a minha querida netinha de quem fui separada ao fim de três anos a ter criado desde o dia que nasceu.
Beijos de luz em seu coração
PS:todos nós temos uma razão de ter criado um blog.
Beijos de luz e paz em seu coração

Laura disse...

A gaivota está lá fora
a escutar o som do vento
é que o tempo está um lamento
e não consegue soar a contento...

está uma ventania que nemt e digo, vai tudo pelos ares...agasalha-te mulher e deixa o tempo amainar..aquele abraço da laura

me, myself and I disse...

Olá, Lisa!

Directamente da terra das Gaivotas...

um beijinho e bfds

Mona Lisa disse...

Olá Lisa

A liberdade da gaivota!

Belo poema. Parabéns pela escolha.

Bjs.

Lucília Ramos disse...

Lisa,
Gosto muito de Miguel Torga e este poema é bem profundo.

Deixo-te um beijinho e uma boa noite.

Maria disse...

Gaivotas azul e mar não necessariamente nesta ordem.
Que maravilha.... Obrigada!

Beijinho, Lisa.

José disse...

Olá amiga Lísa,

Gaivota de cabeça erguida
lá em cima olhando a gente
diz-me se lá se a minha vida
anda para trás ou para a frente

que tenhas um excelente fim de semana

um beijo GRANDE,
José.

Laura disse...

Essa amizade linda da Paula com o Ricky precisa de um empurrão, se andam os dois pelas ruas não se encontraram já? ah, vá lá, um esforço vale sempre a pena se a alma não é pequena...aquele abraço da laura

Ana Paula disse...

Já não coloco o poema de Miguel Torga na tal mensagem que te falei:-)
Sou como o era não era:-) mas por coincidencia apareceu-me outro e achei que devia divulgá-lo.
Jinhos doces,
Ana Paula