quarta-feira, dezembro 29, 2010



Mais um ano se passou e muita coisa aconteceu.Este blog sempre tentou fazer o melhor,em partilha, amizade e afectos.A vida não tem sentido quando não tentamos interagir entre todos com fraternidade e sem egoísmo.Sempre o tenho feito ao longo destes anos que ando por aqui,não gosto de dizer mal de ninguém,quem vier por bem tem a porta sempre aberta,em paz e amizade e sempre assim será.
Vamos tentar que o novo ano que se avizinha,e todos sabemos com dificuldades para alguns e não para todos,que saibamos dar uma palavra amiga a quem dela precisar.
Ser melhor,tentar corrigir o que não está bem...mas sempre com cabeça no lugar,assim é a minha forma de pensar.
Por aqui vou tentar escrever as palavras dos poetas,algumas minhas e se calhar muitas que devem ser ditas na hora certa.
Como tal este blog deseja aos seus amigos,e todos que seguem o mesmo um ANO NOVO DE 2011 COM MUITA PAZ,AMOR E PRINCIPALMENTE MUITA SAÚDE.Que todos fiquem bem e sejam felizes um pouco porque a vida diária já é uma chatice.

Lisa

segunda-feira, dezembro 20, 2010



A árvore enfeitei de cores mil,luzes brilhando como sonhos coloridos de infância.Como ela é verde,será a esperança que reinará em cada ramo,as bolas vermelhas é um coração generoso que gosta de partilhar, e amar os que sofrem por vários motivos. Então salpiquei de flocos de neve,onde cada um levou os sonhos dos meninos que não tem Natal. Em cada presente,fui colocando um a um,todos eles embrulhados em papeis de vários tons,estava escrito em palavras simples, todos eles falavam da família,amor,saúde e solidariedade entre todos.
No topo deixei uma estrela que brilha sempre,não só para mim,como gostaria que ela brilhasse para todos,iluminar o coração dos homens para acabar com as guerras,a destruição do planeta,onde cada criança tivesses um lar o abraço do pai e mãe quem lhe quer bem.O Natal e elas pertence,o presente mais pequeno mas que para mim é grande, guardei junto do coração pelos que partiram e já não estão junto de mim na ceia de Natal
Lisa

Vou estar ausente para me juntar a familiares,quando vier visitarei todos os amigos.Até lá Feliz Natal.

domingo, dezembro 12, 2010



PRESENÇA

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mario Quintana
foto google

sexta-feira, dezembro 10, 2010



Estava eu sentado, perto do mar, a ouvir com pouca atenção um amigo meu que falava arrebatadamente de um assunto qualquer, que me era apenas fastidioso. Sem ter consciência disso, pus-me a olhar para uma pequena quantidade de areia que entretanto apanhara com a mão; de súbito vi a beleza requintada de cada um daqueles pequenos grãos; apercebia-me de que cada pequena partícula, em vez de ser desinteressante, era feito de acordo com um padrão geométrico perfeito, com ângulos bem definidos, cada um deles dardejando uma luz intensa; cada um daqueles pequenos cristais tinha o brilho de um arco-íris... Os raios atravessavam-se uns aos outros, constituindo pequenos padrões, duma beleza tal que me deixava sem respiração... Foi então que, subitamente, a minha consciência como que se iluminou por dentro e percebi, duma forma viva, que todo o universo é feito de partículas de material, partículas que por mais desinteressantes ou desprovidas de vida que possam parecer, nunca deixam de estar carregadas daquela beleza intensa e vital. Durante um segundo ou dois, o mundo pareceu-me uma chama de glória. E uma vez extinta essa chama, ficou-me qualquer coisa que nunca mais esqueci que me faz pensar constantemente na beleza que encerra cada um dos mais ínfimos fragmentos de matéria à nossa volta.

Aldous Huxley

quarta-feira, dezembro 08, 2010



O natal está próximo,a solidão evade o meu ser nestas alturas.Olho pela vidraça embaciada pela noite que se aproxima,muitas luzes distantes como a marcar o caminho e da noite que se avizinha.É neste momento que me visita, os verdes anos da infância e sinto que estou pobre! De dinheiro... não, dos afectos dos que partiram,daquelas guloseimas que eram distribuídos aos filhos e netos...tocam a porta, me acordam das recordações presentes.Sei que estareis sempre por aqui,em qualquer luz ou vidraça embaciada onde vos vejo ao longe,naquela estrela que brilha bem alto no céu e no meu coração.

Lisa

quinta-feira, dezembro 02, 2010



Em Louvor das Crianças

Se há na terra um reino que nos seja familiar e ao mesmo tempo estranho, fechado nos seus limites e simultâneamente sem fronteiras, esse reino é o da infância. A esse país inocente, donde se é expulso sempre demasiado cedo, apenas se regressa em momentos privilegiados — a tais regressos se chama, às vezes, poesia. Essa espécie de terra mítica é habitada por seres de uma tão grande formosura que os anjos tiveram neles o seu modelo, e foi às crianças, como todos sabem pelos evangelhos, que foi prometido o Paraíso.
A sedução das crianças provém, antes de mais, da sua proximidade com os animais — a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade. Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue.
O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos. O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus.

Eugénio de Andrade

Assim escreveu Eugénio de Andrade sobre as crianças! E como estamos em época de paz e amor,assim deviam os homens,pensar mais nelas e menos em si,lhe propocionar o seu bem estar junto da família e terem o que lhe é devido numa sociedade justa.Cada dia vejo mais injustiça sobre elas,quer por aqui,ou em muitas partes do mundo.

sexta-feira, novembro 26, 2010


Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe,
Braço que envolve, palavra que conforta,
Silêncio que respeita, alegria que contagia,
Lágrima que corre, olhar que acaricia,
Desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela
Não seja nem curta, nem longa demais,
Mas que seja intensa, verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina

terça-feira, novembro 23, 2010



Em uma Tarde de Outono

Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...

Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?

A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!

E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...

Olavo Bilac

segunda-feira, novembro 15, 2010



Ó castanheiros de folhas de ouro,
Carregados de ouriços que são ninhos
Onde as castanhas dormem como noivos!
Troncos abertos, Casas abertas,
Ao vosso abrigo Dormem os pobres,
Pegam no sono, Passam as noites
Quando cai neve!Peitos vazios,
Escancarados,
Sem nada dentro, Nem coração!
Dais lume, calor

E dais sustento para a mesa,
E dais o mais que eu não sei!...
Ó castanheiros de folhas de ouro,
Apenas sou vosso irmão
Em que a terra vos criou
E criou-me a mim também;
Em que vós ergueis os braços
Suplicantes para os céus
E eu também levanto os meus...

Ah! Castanheiros, mas eu
Grito e vós ficais calados!
Seremos, por isto só,

Irmãos? Seremos? Não sei:
Vós tendes roupas de rei,
Eu tenho roupas de Job;
Vós só gritais quando o vento
Vos abre a boca e fustiga:
Então ergueis um clamor...
— Não calo nunca no peito
A dor do meu sofrimento
E nunca chego a dize-la,
Nem há ninguém que me diga.

Ó castanheiros de folha de ouro,
Não,
Eu não sou vosso irmão!...

Branquinho da Fonseca

quarta-feira, novembro 10, 2010



Tome-se um poeta não castrado
Uma nuvem de sonho,uma flor.
Três gotas de amargura,um tom de fado
Uma veia sangrando de terror.
Nesta massa que ferve e se contorce
Verta-se a luz dum corpo de mulher
Duma pitada de morte se reforce
Que o amor do poeta assim requer

José Saramago

domingo, novembro 07, 2010



Manhã na Praia

Brasa de sol queimando o Horizonte
Espectativa ansiosa sobre o mar.
velas brancas,num sonho de aventura.
Sem limites ou leis a comandar

Gaivotas levianas como a brisa
Num voo alucinado pelo espaço,
Sem páraquedas,sem medir o abismo,
Prometendo-se às águas num abraço

Uma manhã exacta,loira,clara
Leque de palma aberto em esplendor
Onda de bronze,era o teu corpo eleito
Barcos de azul,teus olhos,meu amor.

Soledade Sumavielle

quarta-feira, novembro 03, 2010


No Fundo Aberto

Escrevo-te enquanto algo resvala, acaricia, foge
e eu procuro tocar-te com as sílabas do repouso
como se tocasse o vento ou só um pássaro ou uma folha.
Chegaste comigo ao fundo aberto sob um céu marinho,
sobre o qual se desenham as nuvens e as árvores.
Estamos na aurícola do coração do mundo.
O que perdemos ganhamo-lo na ondulação da terra.
Tudo o que queremos dizer sai dos lábios do ar
e é a felicidade da língua vegetal
ou a cabeça leve que se inclina para o oriente.
Ali tocamos um nó, uma sílaba verde, uma pedra de sangue
e um harmonioso astro se eleva como uma espádua fulgurante
enquanto um sopro fresco passa sobre as luzes e os lábios.

António Ramos Rosa

segunda-feira, novembro 01, 2010



Hoje pensei escrever só para ti.Mas eu faço isso muitas vezes,quando olho aquela estrela,que me guia e cintila ao longe parecendo guiar os meus passos.Quando à noite a olho,sinto o acariciar da tua mão no meu cabelo,teu colo,e o calor do teu abraço,assim estou eu no meu silêncio! E penso em ti,no teu rosto e sorrio,a pensar como seria hoje.Logo não te vejo,o céu está encoberto, te sentirei sempre a qualquer hora,a olhares para mim...Mas sempre estará presente no meu coração.

Lisa

sexta-feira, outubro 29, 2010



Nada melhor que um pouco de poesia para descontrair no fim de semana que está perto.Tenho o cuidado que sempre que leio algo que gosto,neste caso poesia partilho com os amigos,hoje não vai fugir a regra.E como a vida deve ser vivida de pequenos gestos,que muitas vezes representam grandes coisas no coração.Este poema adoro,fala do silêncio sendo algo sublime...aqui vai e bom fim semana a todos.

Há o silêncio das estradas
e o silêncio das estrelas
e um canto de ave, tão branco,
tão branco, que se diria
também ser puro silêncio.
Não vem mensagem do vento,
nem ressonâncias longínquas
de passos passando em vão.
Há um porto de águas paradas
e um barco tão solitário,
que se esqueceu de existir.
Há uma lembrança do mundo
mas tão distante e suspensa...

Há uma saudade da vida
porém tão perdida e vaga,
e há a espera, a infinita espera,
a espera quase presença
da mão de puro mistério
que tomará minha mão
e me levará sonhando
para além deste silêncio,
para além desta aflição

Tasso da Silveira

terça-feira, outubro 26, 2010


(foto google)

Baco

Andava por ali o Deus das uvas.
Por trás de cada cepa se ocultava.
Tinha os pés disfarçados em raízes
que prendiam a terra virilmente.
Tinha os olhos nos cachos reflectidos.
e a firmeza das parras acusava
que escondia seu sexo omnipotente.

Sebastião da Gama

quinta-feira, outubro 21, 2010



A Secreta Viagem

No barco sem ninguém, anónimo e vazio,
ficámos nós os dois, parados, de mão dada...
Como podem só dois governar um navio?
Melhor é desistir e não fazermos nada!

Sem um gesto sequer, de súbito esculpidos,
tornamo-nos reais, e de madeira, à proa...
Que figuras de lenda! Olhos vagos, perdidos...
Por entre nossas mãos, o verde mar se escoa...

Aparentes senhores de um barco abandonado,
nós olhamos, sem ver, a longínqua miragem...
Aonde iremos ter? — Com frutos e pecado,
se justifica, enflora, a secreta viagem!

Agora sei que és tu quem me fora indicada.
O resto passa, passa... alheio aos meus sentidos.
— Desfeitos num rochedo ou salvos na enseada,
a eternidade é nossa, em madeira esculpidos!

David Mourão-Ferreira, in "A Secreta Viagem"

quinta-feira, outubro 14, 2010



Muitas são as pessoas que pela nossa vida se juntam,ou pelo simples momento se cruzarem com nós.Parece uma árvore com belos ramos e folhas,quando a primavera nos visita toda ela são rebentos,o Pai a Mãe,os irmãos.A árvore vai crescendo vem os conhecidos,os colegas da escola,mais tarde os do trabalho,até o simples conhecido que no mesmo café partilha o momento de chávena na mão.Tudo isto é um círculo que todos nós pisamos a cada dia.Mas por vezes o destino ou o caminho nos desliga de alguns,a nossa árvore da vida fica mais pobre,cada um parte para lugar diferente e no canto do olhar brota a lágrima da saudade.Com a chegada do Outono,a árvore parece triste e só,as folhas caiem,esperando de volta a primavera ou o verão,para nos cruzarmos com um amigo na praia que partilhamos juntos, e ficamos tão próximos que até lhe contamos um segredo.Assim se passa na árvore da nossa vida,que em cada ano se renova para despertar outros olhares e sentimentos.

Lisa

segunda-feira, outubro 11, 2010



A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada.

Lya Luft

sexta-feira, outubro 08, 2010



Álamo

Era Outono!
As folhas ressequidas
dançavam sem destino
embaladas pelo vento!
Seriam lágrimas de despedida?

Ou seriam antes
cabelos esbranquecidos,
pagando tributo
pela passagem do tempo?!

"retalhos do tempo"
António Manuel da Luz Cabrita

quarta-feira, outubro 06, 2010



Nesta tarde a chuva cai mansa no outono que habita em cada um.O sol se escondeu envergonhado,e medroso.Já começamos a sentir a falta dele estes dias.Mas a chuva também faz parte do circulo das estações,por tal motivo brindamos a todas com alegria no coração.Os pássaros não sairiam das árvores pela manhã os ouço chilrear no abrigo,esperando no seu lar para voltar a voar ao encontro do sol.

Lisa

segunda-feira, outubro 04, 2010


"Foto Google"

É Outubro da Republica muito tempo passou,muito choro pobreza e desventura.Depois de tantos anos olho a minha bandeira e sinto um ligeiro calafrio,continuo a ver o choro,pobreza desilusão.Mesmo com um Abril bem perto e não de cem anos,continuo a ver a mesma coisa.Quem me trás boas noticias do meu pais lindo, de belo mar, e campos verdes abandonados à desgraça.Homens de mãos nos bolsos a contarem os tostões porque as bocas da família pede.Me tragam boas noticias deste pais de marinheiros, poetas, e gente nobre amordaçada pelos senhores da alta roda,que não tem sentimentos e lança no desespero tanta gente.Eu quero sentir a Republica neste dia e Abril sempre mas com sol aberto a todos, e não para alguns.

Lisa

sexta-feira, outubro 01, 2010



Ao abrir a janela pela manhã olho em volta e sorrio para a vida e a tudo que me rodeia.Viver é isso, sentir o cheiro entrar dentro de ti como um bálsamo,e uma leve brisa te bater no rosto.Depois de alguns instantes,morde aquele fruto maduro que te dá prazer. Salta para a vida,bebe na fonte,saboreia a liberdade,te entrega a quem a sorte te destinou.E ama e sente, cada instante,o prazer de tudo que te rodeia pode estar em ti e nunca nos outros.Cada um deve sentir o momento,muito nosso,é verdade que nem nós o sabemos descrever.Tudo o resto passa e rápido e nem damos valor,ao que temos próximo de nós.

Lisa

E neste abrir de janela que abro o coração a amizade aos amigos que por aqui labutam palavras de afecto,uma vezes que eles andam longe da sociedade consumista que nos rodeia,a todo os amigos que por aqui passem.bom Fim-De-Semana

terça-feira, setembro 28, 2010



CANÇÃO DE OUTONO

O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida...
Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
de carícia a contrapelo...
Partir, ó alma, que dizes?
Colhe as horas, em suma...
mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte alguma!

Mário Quintana

quinta-feira, setembro 23, 2010



Pequenos suspiros de vento num começo de Outono.
As folhas se confundem no relvado, onde se respira a verão.
São elas de multicores,para confundir os tons.
O céu se envolve em pequenas nuvens cinzentas,e trazem a neblina do fim de tarde.
Em cada suspiro mais uma folha cai,deixa um gemido em cada estrada e cada prado verde,esperando por um nova primavera para despertar para o novo circulo de vida.

Lisa

terça-feira, setembro 21, 2010



As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Sophia Mello Bryner

E como Setembro se faz calmo e ainda com dias de verão,este poema tem a alma de quem escreveu e os sentidos que este blog gosta.

quinta-feira, setembro 16, 2010



A vida é feita de pequenas coisas que nos enobrece a alma e coração em muitos momentos.Como o tempo ainda faz calor por estes lados,vamos tentando inverter as coisas e sair de casa.E porque o tempo fazia uma cara feia,e para a praia não estava bom, demos um passeio ao encontro de amigos.E lá fomos visitar uns amigos que gosto muito...a Ná do blog Casa de Rau almoçamos em sua casa,e somos sempre bem recebidos com todo o carinho e amizade.Enquanto os maridos falavam de outras coisas,fomos as duas em amena cavaqueira para junto da piscina falar de nós simplesmente.Como somos muito iguais em simplicidade, o dialecto de palavras fica mais fácil,e a Ná e o Zé,são realmente um amor de pessoas,bem hajas.Trepamos as árvores para colher figos e maçãs gostosas,ficamos para o lanche e viemos já ao fim da tarde embora.Obrigada amiga pelo momento de prazer e carinho que proporcionaste,vamos tentar fazer mais,na tua casa ou na minha...é preciso quereres.
Para os meus amigos com carinho Lisa

sábado, setembro 11, 2010



Os Amigos

Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.

Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"

A todos os amigos que visitarem este blog,bom-fim-semana com amizade respeito e carinho.

Lisa

terça-feira, setembro 07, 2010



Novamente ausente deste espaço estes dias,agora foi o PC com um vírus que esteve parado e são destas pequenas mas grandes coisas, que nos afastam das pessoas que gostamos de visitar quase diariamente.Ontem foi para organizar esta caixa,e instalar programas.Perdi alguns amigos que visitava e estavam nos favoritos,mas aos poucos lá irei.
Aos amigos que por aqui vieram o meu obrigado,e de igual pedir desculpa pela ausência.
Lisa

Um pequeno poema que gosto muito e que escrevi num dia qualquer,num lugar só meu.

A saudade passa por mim pé ante pé!
Quando o sol se põe a tardinha
Eu como uma andorinha vinda
na primavera,fico no beiral esperando.
Que na volta me tragas um segredo só nosso
e pouse a cabeça no teu regaço
envolta no teu abraço
te olho e sorrio,entrelaço meus dedos
nos teus,como um segredo entre nós.

Lisa

terça-feira, agosto 31, 2010



Como As Espigas

Finalmente (embora
saibas que não há
nem fim nem princípio):
deves dizer ainda
que há uma rosa de espuma
no teu peito e que
o seu perfume
não se esgota. E que lá
também existe
uma fonte onde bebem
as flores silvestres. Mas não
humildes, como ias
chamar-Ihes: altas
como as espigas
do vento, que no vento
se esquecem e que no vento
amadurecem.



Albano Martins
in Escrito a Vermelho

sexta-feira, agosto 27, 2010



A sinceridade faz amigos
a falsidade faz inimigos
Depende de nós
Ter amigos ou inimigos
É livre a nossa opção
A falsidade muda o amigo em inimigo
A sinceridade faz do inimigo um amigo
É melhor ser brutalmente sincero do que cómodo
Quem tem um amigo é feliz
Na vida- autenticidade
No amor sinceridade
É preferível viver assim,amar assim,
sofrer assim,esperar assim.
A todos os amigos bom fim de semana.

Lisa

segunda-feira, agosto 23, 2010



A Saudade se aproximou na hora de partir.Fecho os olhos para reter a visão e o canto da gaivota.Ficou longe os homens do mar a consertar as redes,parti,mas o olhar se deteve naquele momento tão meu no final da manhã.Voltarei,talvez de sapatos nos pés,porque o frio se aproxima,mas guardei as velhas chinelas de praia onde palmilhava o areal pela manhã ao encontro do sargaço e conchas perdidas.
Lisa

sexta-feira, agosto 13, 2010



Gostava de olhar pela minha janela e sentir o cheiro da brisa nocturna.Mas ela fugiu de repente e deu lugar ao desespero, à dor,destruição.
Fico a pensar! Porquê meu Deus,como pode o ser humano resistir a esta tortura.Ali fico e vejo ao longe, muito longe um clarão,será que se desvia para outro lado.Quando as botas pisam o terreno queimado,a dor evade o coração,penso...como vai ser amanhã.Mais tarde ao adormecer,vou sonhar que o dia vai romper bonito e sentir o cheiro matinal da erva do campo,e num sono tranquilo não vou ouvir os gemidos da sirene a pedir socorro, acudam...fogo, e correr desalmadamente ao encontro dos colegas ensonados,calçando as botas na corrida e colocando o capacete na viatura.Mas sim acordar e ver as flores mais lindas do meu jardim.
Lisa

quarta-feira, agosto 11, 2010



Amigos que comigo partilham palavras de amizade e carinho.Hoje e mais do que nunca tenho de desabafar o meu coração perante a magoa que abunda pelos familiares dos Bombeiros,amigos companheiros de luta no terreno fatídico que palmilhamos diariamente todos os anos e mais no mês de Agosto! Muitas vezes penso o porquê desta data,junto das casas que deveriam ser limpas e cuidadas,ninguém quer saber de nada.Câmaras deveriam ser mais duras e vigilantes perante as limpezas,as matas do governo muitas vezes estão sem limpeza,cortam as árvores e os ramos ficam sem retirarem dos locais,depois se junta mais cada vez mais,para não falar dos interesses por várias razões que não bem ao caso.Depois os caminhos sinuosos de fraco acesso todos estes problemas se junta ao desgaste do pessoal,sem comer, beber e pouco dormir,jamais haverá ser humano que resista a tamanha desumanidade perante este problema.E porque não colocar a tropa a abrir caminhos para as viaturas entrarem nos terrenos eles tem máquinas de grande capacidade?Os bombeiros deste país sempre fizeram o melhor, tem formação e sabem.Só que perante tanta coisa junta, ficamos de braços cruzados sem saber acudir para tantos fogos que assolam este país.Agora a justiça perante a perda de vidas que não deixe sair em liberdade,os que fazem, e lhe passe a mão na cabeça a quem chega o lume sem castigo,isto para não falar nos mandantes. Perante isto a justiça tem de ser dura e eficaz para que conste e nunca lhes passe a mão pela cabeça para voltarem a fazer o mesmo para quem ateia lume.É neste contexto onde se perde pessoas em plena juventude e que um dia,e porque é generoso e não gosta de estar sentado no café a ver a banda passar...teve sim um coração grande e dá a sua vida perante a sociedade que não tem coração para ver o sofrimento humano.Aos familiares dos colegas que ficaram no monte,na estrada da vida,me curvo perante a sua memória,a todos que diariamente travam uma luta sem fim...força camaradas nunca desistir daquilo a que nos propomos VIDA POR VIDA

quinta-feira, agosto 05, 2010



Por aqui alguém chamou a este espaço (mar de sentimentos)penso que tem razão de o dizer.Nestas escapadelas de alguns dias para descansar,os meus olhos e sentimentos jamais se fecham as injustiças que eles vêem.É um mal que não poderemos dizer ser deste ou daquele,é da sociedade em geral egoísta,prepotente, e só a olhar para o seu umbigo.Muito faz de conta,pouca educação e partilha,assim se vive hoje em dia.Por tal razão serei sempre assim simples,umas chinelas nos pés pela manhã,dizer bom dia a quem me cruzo no caminho e sorriso,mesmo que eu esteja de passagem pelo local,comprar o peixe pela manhã,a peixeira e pescador que vem vender para ter algum dinheiro para a sua vida,depois ficar numa amena cavaqueira,sentir seus hábitos, e sentimentos,é assim que tem sido os dias que passei junto do mar.Na volta a casa sinto a praga dos incêndios e de quem gosta de chegar lume e ver arder o que é nosso,sempre que posso ajudo,quando as forças não ajudarem me retiro,esperando que os mais novos o façam desprendidos...mas vejo muitos, a pensar em quanto vão ganhar e dói.Aos amigos que deixaram palavras obrigados,pelo carinho e amizade.

sábado, julho 24, 2010



Se criam blogs por várias coisas na vida,este blog foi criado em 24 de Julho de 2007 e já lá vão três anos.O tempo corre veloz, e nem tempo temos por vezes de exprimir os sentimentos que vagueiam pelo pensamento em certos momentos e assim foi neste dia. Nele tenho escrito desabafos,amor desventuras injustiça,ingratidão que abunda por este mundo e tanta coisa sem fim.Vou tentar ser o que sempre fui até aqui,simples e aberta, escever e partilhar sentimentos que muitas vezes fazem doer a alma.O mês deste blog foi Julho,e o nome, (Mar de Chamas) por algum motivo foi,quando vimos as chamas em cima de nós,nos lembramos o que vai acontecer,será que posso fugir,o vento vai mudar de direcção? É tudo uma incógnita de momento,é mesmo um momento ou segundo,onde a vida se prende por um fio,e tudo passa como um relâmpago pela cabeça,e passa o olhar dos filhos de quem amamos,familiares, amigos.Neste dia quero simplesmente ser feliz e desejar que todos o possam ser neste mar de injustiças diárias.Aos amigos que seguem comigo nesta caminhada e partilha,vamos tentar ser felizes cada um a sua maneira.
Lisa

quinta-feira, julho 22, 2010



Depois de alguns dias de ausência o verão assim dita,umas vezes porque temos visitas a fazer,outras gozar umas férias quando o tempo dá para tal, como tem acontecido.Podem crer que esta altura é que sabe bem em termos de prazer,mas também é quando me afasto mais daqui(blog)por várias razões.Como os amigos sabem,sou voluntária num corpo de bombeiros e vamos entrar na época onde todos são precisos e são poucos por vezes,tenho feito umas férias enquanto posso,não vá daqui a dias não o poder fazer.Como tal e como sou pessoa que gosto de partilhar amizade,a dos amigos está sempre presente,e sempre que der farei visitas.

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente partilhar as mesmas recordações.
pois boas lembranças, são marcantes,e o que é
marcante nunca se esquece!Uma grande amizade
mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!"

Vinícius de Moraes

quinta-feira, julho 15, 2010



Enquanto o corpo faz descanso e acalma a hora do calor,nada melhor que fazer uma pausa e vir comunicar com os amigos.Também tenho de aproveitar em escrever para todos e agradecer,mesmo que tenha de estar sentada no degrau da janela para consegui abrir os blogs assim é no momento.O dia está lindo,o sol agradável e daqui a pouco irei mais um pouquinho até junto do mar,porque as gaivotas me rodeiam a casa como que a dizer,estamos a tua espera.Para a próxima semana devo ir a casa e de lá visitar todos os amigos que vou tentar visitar,mas se não conseguir o farei brevemente.Para todos um pequeno poema como prova de amizade e respeito.


Cidade de risos pessoas apressadas
sem tempo para olhar o céu e sentir
o prazer do calor do sol.
Cidade de rostos cansados,
e sem esperança,fartos de correr calçada
que ao fim do dia deixa cair os braços
e regressa a casa de braços caídos

Lisa

sexta-feira, julho 09, 2010



Cada vez que me ausento me faltam as palavras para escrever.Hoje será mais um dia apenas,mas nele eu tenho sempre a esperança que o amanhã seja melhor!Os homens sejam mais justos e humanos,onde todos possamos viver livres e sem pensar que o amanhã pode ser muito pior.Muitas vezes penso,podemos viver sem grandes avarezas,onde o sol chegue a todos os seres livres deste planeta que todos habitamos,sei que para uns ele é muito bom,para outros nem tanto assim.Quando o meu olhar se cruza na rua com tanto ser à deriva,o meu coração sofre este porquê,e nunca ninguém me soube dar uma resposta pura e simples para estas palavras.
Lisa

sexta-feira, julho 02, 2010



Muitos foram os amigos que por aqui andaram e deixaram lindos comentários,todos eles lindos como simples flores do meu encantamento.A todos o meu carinho e amizade.Sabem que estou habituada a andar por aqui,estes dias tem sido um pouco de pausa de toda uma lide diária ao longo da vida,actualmente não me encontro na casa que tenho,mas sim numa de férias,como tal tenho alguma dificuldade em escrever e colocar fotos,está sempre a ir abaixo.Ainda ontem tinha algo escrito e quando estava a colocar as fotos,tudo a vida e nada ficou na página.Hoje por aqui está um pouco de frio,já choveu e as gaivotas andam em terra sobrevoando a casa,gosto de as ouvir,e sempre dá para aqui escrever algo neste espaço de amizade e partilha.Desejo a todos os amigos que por aqui vêm,bom fim de semana desejo de coração.
Lisa

quinta-feira, junho 24, 2010



Logo pela manhã ao acordar pensei!Subir ao monte e sentir o silêncio que por lá habita. Pensei plantar um canteiro cheio de flores silvestres,depois empenhada no cultivo,tirar as ervas daninhas que sempre abundam pelos canteiros,regar as flores acabadas de plantar.Me retirei de pés leves,e deixei as minhas flores repousar no silencio da serra! Um dia voltarei e irei ver o que resta deste canteiro. Se as sementes voaram para algum lugar distante, se as folhas se fizeram ao rio que passa perto, se um casal de namorados passou no local e colheu alguma? Então subirei e andarei bastante até as encontrar? Então pensei...será que vou encontrar um lindo prado de belas flores e cores diversas.Meus olhos se encheram de esperança. Quanto foi meu espanto que algumas delas, germinaram tanto que parece que chegavam ao céu, onde os pássaros voavam em seu redor e neste esvoaçar traziam consigo o cheiro do carinho e amizade que as fez crescer em plena serra!Não será preciso ser na serra, ou em outro local, a amizade está sempre presente onde está um coração livre e com amor para distribuir. Como as poucas flores plantadas deram, um belo jardim da minha imaginação.
Lisa

quarta-feira, junho 23, 2010



De volta a este espaço que já sentia as saudades do desabafo,e nada melhor que hoje sendo noite de S. João.Tentei falar para mim e pensar pela minha cabeça,ao mesmo tempo sentir a triste cabeça que alguns tem,e assim vai o mundo egoísta, ingrato e sem respeito pelo seu semelhante.Então me assolou o pensamento do instante!Por vezes penso, como deve ser triste a vida sem objectivos.Medo que as paredes ouçam o que o coração tenta dizer. Longe de mim ser adivinha ou conselheira! mas sei, que ainda muitas pessoas sofrem em silêncio com medo de explodir e dizer basta. Convivo com muita gente.De classe alta, mas a maioria de classe humilde, penso que actualmente mais. Alguns vivem de aparência e status social, hora puxam um saco aqui, hora outro acolá,ver de qual levam mais,quem não tiver este dão se dá mal com a vida.
Mas o que eu tenho mais (pena) é de alguns idosos que vivem e morrem de solidão, não podem falar porque a família não deixa,esta dor que os leva para a cova mais cedo, e alguns até lhe batem? Mas se nascemos todos iguais, nus e livres de preconceitos porque será que a sociedade do faz de conta, tenta fazer coisas destas a pessoas? Talvez senta-los no banco do jardim de boca calada e não poderem viver dignamente e felizes o resto da vida? Fica aqui uma ideia. Porque será que hoje me deu para falar nisto...não liguem, foi só um desabafo, porque sei que é verdade,e me apertou o coração hoje.
E como a noite promete para dançar e divertir para esquecer amarguras da vida,uma pequena quadra.

Esta noite é de folia
Vamos cantar e dançar
É noite de S. João
Vamos viver e amar.

quinta-feira, junho 17, 2010


PRESENÇA

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exacto e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frémito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
subtilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem, nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mario Quintana
Sei que não é fácil estar longe deste espaço,tenho consciência que me faz falta a troca de ideias e pequenas coisas que se partilha.Como disse anteriormente,tenho estado fora de casa" da minha de todos os dias.Onde me encontro tenho uma net,fraca que pouco dá para fazer aquilo a que estou habituada.Quando queria fazer outras coisas,tinha que ir à biblioteca municipal local tentar fazer o que no meu portátil não podia.Hoje tentei resolver este problema,vamos ver como se vai portar daqui em diante,espero que melhor.A quem não visitei,as minhas desculpas o farei a seguir.
Beijinho a todos que deixaram comentários e carinhos.Lisa

quinta-feira, junho 10, 2010

Olá a todos os amigos que visitem este blog.Estou privada de internet, e não consigo visitar ninguém nem fazer mais nesta página, uma vez que estou a utilizar internet móvel de baixo rendimento. Logo que possível visitarei todos com a mesma amizade e estima como é meu costume. É para deixar felicidades e um abraço e beijinho aos amigos.Por cá alguma chuva,mas sempre dá para dar umas voltas.

Lisa

segunda-feira, junho 07, 2010



Foram tantas as palavras amigas que aqui li,que só tenho uma para dizer...obrigados pelo carinho e amizade.Ontem ainda tentei escrever algo aqui,mas a net,me pregou uma partida e não deixou se quer abrir,vou tentar resolver este problema,como no sábado aqui escrevi umas palavras,o fiz por outra via dum cibercafé,no meu computador não consegui.Hoje já por aqui estou,se o tempo deixar ai vou mais uns dias lá para o meio da semana,aproveitar os feriados.Obrigados e uma flor para todos.

sábado, junho 05, 2010

Aos amigos que por aqui andaram o meu obrigado neste sábado.Por aqui mesmo junto do mar algum nevoeiro,mas sabe bem passear junto e sentir a brisa na cara.Agora pela manhã num pequeno desvio,venho só deixar um sorriso e um olhar de amizade aos amigos que por aqui andam.
Beijo

terça-feira, junho 01, 2010



Mais um dia da criança se comemora hoje.Mas como em muitas datas que se assinalam hoje em dia devia ser um direito de cada um e não uma data para demonstrar que a data existe.Cada dia é da criança,do idoso, do cidadão comum,daqueles que não se podem manifestar contra a indiferença a injustiça,e onde param os direitos?Toda a criança deve ser respeitada,e cada vez mais deixa de o ser.Direito a educação igualdade e oportunidade.Onde se quem tem dinheiro tudo tem, os que não o tem ficam a olhar para os outros.As crianças são o futuro,portanto lhe devemos dar aquilo a que tem direito.E como tenho respeito pelas crianças e pelos idosos,que no fundo são crianças,quer umas quer outras não tem protecção condigna e capaz.Para ambas viva o dia 1 do mês de Junho.


Informo os amigos que este blog,vai estar parado até segunda feira,vou dar um giro que bem mereço.Beijinhos a todos e sejam felizes.
Lisa

domingo, maio 30, 2010



Brisa
Que branca mão na brisa se despede?
Que palavra de amor
A noite de maio em si recebe e perde?
Desenha-te o luar como uma estátua
Que no tempo não fica
Quem poderá deter
O instante que não pára de morrer

Sophia de Mello Breyner

sexta-feira, maio 28, 2010



FLOR DO MAR

És da origem do mar, vens do secreto,
do estranho mar espumoso e frio
que põe rede de sonhos ao navio
e o deixa balouçar, na vaga, inquieto.
Possuis do mar o deslumbrante afecto,
as dormências nervosas e o sombrio
e torvo aspecto aterrador, bravio
das ondas no antro e proceloso aspecto.
Num fundo ideal de púrpuras e rosas
surges das águas mucilaginosas
como a lua entre a névoa dos espaços...
Trazes na carne o florescer das vinhas,
auroras, virgens músicas marinhas,
acres aromas de algas e sargaços...

Cruz e Sousa
Foto:fotos sapo

Como estamos em fim de semana,este será o poema dedicado a todos que por aqui "navegarem" e desejo que o mesmo seja como todos merecemos,bom com sol,amizade e amor.

quarta-feira, maio 26, 2010



Primavera

Primavera que Maio viu passar
Num bosque de bailados e segredos
Embalando no anseio dos teus dedos
Aquela misteriosa maravilha
Que à transparência das paisagens brilha.

Pablo Neruda

segunda-feira, maio 24, 2010



PRESENÇA

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exacto e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frémito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
subtilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mário Quintana

sexta-feira, maio 21, 2010


Breve Poema ao Mar!

Com o aroma das rosas
te escrevo em trigo e sonho e beijo
Desenho-te em vogais
de pétalas interiores ao cristal ao linho
Adoro-te em silabas de orvalho
como se cantam as madrugadas da paixão
nas asas quentes do vento.

As curvas do teu sorriso
acordam as cotovias
Quando a primavera regressa
carregada de vermelho ardente das papoilas
As horas passam as noites os olhos sem fim
E nada mais sobra para além do coração
ao encontro dos dias maduros das abelhas
onde o meu querer-te em harpas floresce


Artur F. Coimbra

quarta-feira, maio 19, 2010



Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez as margens do regato solitário
onde te miras como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores desse país inventado
onde tu és o único habitante. Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará e esse ar de renúncia às coisas do mundo.
Acorda, amigo, liberta-te dessa paz podre de milagre que existe
apenas na tua imaginação. Abre os olhos e olha, abre os braços e luta!
Amigo, antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca