segunda-feira, abril 13, 2009

A Liberdade e a Justiça


(foto daqui)

A revolução do século XX separou arbitrariamente, para fins desmesurados de conquista, duas noções inseparáveis. A liberdade absoluta mete a justiça a ridículo. A justiça absoluta nega a liberdade. Para serem fecundas, as duas noções devem descobrir os seus limites uma dentro da outra. Nenhum homem considera livre a sua condição se ela não for ao mesmo tempo justa, nem justa se não for livre. Precisamente, não pode conceber-se a liberdade sem o poder de clarificar o justo e o injusto, de reivindicar todo o ser em nome de uma parcela de ser que se recusa a extinguir-se. Finalmente, tem de haver uma justiça, embora bem diferente, para se restaurar a liberdade, único valor imperecível da história. Os homens só morrem bem quando o fizeram pela liberdade: pois, nessa altura, não acreditavam que morressem por completo.

Albert Camus

10 comentários:

Meg disse...

Lisa,

Adoro Camus.

A liberdade absoluta mete a justiça a ridículo. A justiça absoluta nega a liberdade.

Ele sempre soube o que a liberdade significa e por ela foi um lutador.
Hoje em dia a justiça nem sempre é livre, como sabemos.

Este texto é para ler e meditar.

Um beijo

Ana disse...

Olá querida Lisa!

Admiro aqueles que lutam pela liberdade. A Justiça infelizmente nem sempre é justa e não concede a liberdade.
Este belo texto fez-me reflectir.

"O segredo da felicidade está na liberdade; o segredo da liberdade está na coragem.
(Péricles)"

Desejo-te uma óptima semana e uma noite muito feliz!
Um beijinho muito grande,
Ana Paula

Roderick disse...

Pois! Quase ninguém morreu até hoje!

Carla disse...

sábia verdade esta
beijos

Agulheta disse...

Aos amigos que aqui deixaram comentários obrigados, pois ontem estive privada da net,só hoje e mesmo assim lento.
Para todos a minha amizade e beijinho

Lisa

Papoila disse...

Querida Amiga:
Regressada das minhas mini férias de Páscoa vim visitar-te e deparo-me com este magnífico texto de Camus. A justiça nos dias que correm parece não ser livre...
" A liberdade absoluta mete a justiça a ridículo. A justiça absoluta nega a liberdade."
Beijos

SILÊNCIO CULPADO disse...

Agulheta

Várias vezes me interrogo onde está a linha divisória entre a justiça e a liberdade e como será possível conciliar sem ser "injusto".
Abraço

Maria disse...

Albert Camus não deve ser lido (e muito menos comentado) a esta hora...
Voltarei amanhã, Lisa.

Beijinho

Ana S. disse...

Olá Lisa!
A verdade e a justiça devem sempre caminhar de mãos dadas para que o mundo seja melhor.
Beijinhos

Agulheta disse...

Á Papoila_à Lídia_Maria_Ana.
Com sorrisos e coração se constrói amizade e mãos unidas.
Beijo a todas
Lisa