quarta-feira, março 25, 2009

A UMA ÁRVORE



Árvore
Quando eu morrer hás-de ficar.
Hás-de ver o passar doutras Estações.
Hás-de ouvir as canções
De uns outros ninhos, noutras Primaveras.
Junto de ti, meu filho há-de sonhar
Minhas antigas, fúlgidas quimeras.



Árvore
Quando eu morrer, hás-de falar
De mim, que te plantei.
E, em cada ramo novo que brotar,
Serás um gesto meu a perdurar:

- Por ti, não morrerei …

Francisco Bugalho

4 comentários:

Ana disse...

Olá querida Lisa!

Lindas palavras neste belo poema, fez-me lembrar aquela frase de um teatro que vi há muitos anos que é a seguinte: "AS ÁRVORES MORREM DE PÉ",
Adorei esta homenagem feita à ávore pelo autor do poema.
Tem uma noite epleta de belos sonhos!
Ah! Já me esquecia, gostava que assinasses o meu Guestbook com a tua linda foto (Está ao fundo do meu Blog). Vais conhecer aqui a tua amiga Ana Paula que figura em primeiro lugar (contra a vontade da minha filhota, lol)
Um beijinho doce,
Ana Paula

Agulheta disse...

Ana Paula! Já lá está a foto e fiz muito gosto,em fazer parte da tua lista de amigos,de coração digo.
Beijinho fica bem

Lisa

Maria disse...

Tão belo este poema à árvore!
É mesmo assim, nós vamos e elas ficam...

Beijinho, Lisa

Secreta disse...

A árvore é vida.
Beijito.