quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Cheiro da chuva



Tão completamente o meu olhar perdido
Cai e se perde na chuva,
Fazendo poças de lembranças,
Que eu não sei onde o meu sentir se demora mais.
Tateio com os dedos os ramos da árvore da vida,
E escolho neles as palavras mais maduras.



Como fossem frutos,
E dou de comer ao poema do instante,
Para saciar a fome do potro vibrante como um violino,
A galopar no meu peito.
À frente de cada emoção que quase rasga a alma,
Tão completa e profundamente,
Existe a necessidade de exibir a colheita,
Não importa qual ela tenha sido.



Se toda a beleza do existir pudesse ser mostrada,
E toda a dor pudesse ser dividida na sua intensidade,
Assim como os versos entendem o cheiro da chuva,
Que se perde nas ruas,
Bastaria apenas uma tempestade para explicar tudo.
Como basta uma sinfonia,
Ou uma única lágrima dos olhos de quem se ama,
Para nos fazer um mar de enternecimento,
No coração.

Antonio Miranda Fernandes

12 comentários:

Templo do Giraldo disse...

Ora viva amigo boa tarde. Depois de algum tempo de ausência da minha parte passei por aqui a deixar um abraço fraterno, e dizer que que ando "por ai" mas sempre atento as novidades aqui do teu espaço.

SAUDAÇÕES.

Papoila disse...

Olá!
Mais um belo conjunto de poema e fotos. E a chuva! A chuva que não nos larga!
Beijos

Secreta disse...

Belissimo poema :)
Tem um bom fim de semana.
Beijito.

Pico minha ilha disse...

Se tudo fosse assim...
Imagens a condizer com o poema.Beijinhos e bom fim de semana.
recebi mail

Agulheta disse...

Templo do Giraldo! agradeço a visita,mas neste caso é uma amiga? fico esperando.
Beijinho e bfs

Agulheta disse...

Papoila!Pois é verdade a chuva não nos deixa,e por aqui tem estado duma forma.
Beijinho bfs

Agulheta disse...

Secreta!Agradeço opinião e a tua amizade.Beijinho bfs

Lisa

Agulheta disse...

Minha Ilha!nem sempre assim será? mas temos de teimar sempre.
Beijinho bfs

Lisa

Laura disse...

A chuva que nos deixa ensopados
Quando dela não nos escondemos
E nos tras a alma cheia de frutos pardos
Se o cinzento que nos deixa
Não nos envenena!...

Tem quem deteste a chuva e sucumba aos seus dias cinzentos, mas todos eles fazem falta, para que a terra germine as sementes e no verão possamos ter de tudo nas colheitas e assim; abençoada chuva que não nos deixas e regas a terra até à exaustão, para que de verão, ela não seque tão completamente...
Beijinhos d alaura uma apaixonada pela chuva, mas, enfiada em casa a vê-la cair pla janela ahhhhh...

Gilbamar disse...

Encantado com as fotos e com o brilho da linda poesia. Gosto muito de seus poemas minha amiga, e complementados com fotos,então, ficam um mimo para o coração e os olhos.

Fraterno abraço do amigo Gilbamar.

Agulheta disse...

Laura! quem tiver de sair vai na mesma,eu até estou abituada a levar com ela até aos ossos,mas te cuida pois estás ainda em stop? mas operação???
Beijinho linda.

Agulheta disse...

Gibalmar!Obrigado amigo,pelo carinho e amizade aqui escrita,gosto das palavras e partilhar igual.
Beijinho para o casal lindo Bfs