terça-feira, outubro 21, 2008

Pequena História de Vida


Eu sempre gostei do mar! Ele me dá algo que nem sei explicar,certamente tem a haver com algo que aqui hoje descrevo nestas palavras,é um pouco da minha vida.

O que aqui vou escrever pode parecer história... mas não, é um pouco a minha história de vida antes de nascer! numa bela tarde de Agosto uma mulher franzina e pequena, no seu esplendor de jovem mãe, se senta na areia apreciar o dia de mar e tarde de sol. Até que a maré vaza um pouco, e a mesma decide ir até aos penedos apanhar conchas e mexilhão. Até aqui tudo bem, mas essa mulher era a minha Mãe, como se não basta-se estava grávida de mim! E não é que a mesma toda satisfeita com os seus dezanove anos, descontraída, nem dá pela onda forte que bate em sua cara e a atira ao mar, aí um grupo de jovens se lançam a água e a trazem para a areia bem felizmente tirando o susto, e esta menina que aqui escreve isto é ela mesmo, caiu dentro da barriga da mãe ao Mar, não admira que goste de lhe fazer poesia e escrever sobre o mesmo, se calhar o mar, foi a minha segunda mãe!!! lhe deu um susto mas pegou leve em sua barriga

Passado um ano no mesmo lugar de praia,estava sentada na areia a minha Mãe e avó,com este rebento... que sou eu,sentada ao sol,aí se aproximam dois rapazes"homens" já e perguntam se ela foi a senhora que um ano antes tinha caído ao mar, aí a minha mãe respondeu que sim. Então os jovens dizem,fomos nós que fomos buscar a senhora,podemos tirar uma foto com a sua menina?Ainda guardo a foto com amor,tirada na praia da Foz,com estes jovens. Não sei nada deles como é evidente,mas a vida tem destas partidas
Lisa

12 comentários:

Laura disse...

Tão lindo, tão ternurento.... A minha maior paixão é o mar, talvez porque me habituei a vê-lo em Luanda aos dez anos, e via-o a toda a hora da janela de casa... Faço-lhe poesias lindas, aqui gosto de ir ao amr da Póvoa, vou procurar a poesia que tenho ja no livro o Réstias de sol, O Bramir do mar...

O bramir do mar...



Ouvir o mar a bramir
Arrasa a muita gente
Eu, não o posso ouvir
Mas sei muito bem sentir

O que ele diz naquele grito
De todos os que lá ficaram
Dos que viviam dele e, de lá
Nunca mais regressaram.

Mar, por que teve de ser assim?
De muita gente seu fim
Por que não os ajudaste
E suas vidas salvaste?

Porque não os devolveste
À terra de seus pais
Porque ficaste com eles
E não voltaram nunca mais?

Dizem que ficam lá
As vidas perdidas e afundadas
Pelas vagas do mar

Para mim serão sempre vidas salvas
Pelas almas que no mar vagueiam
Pois Nosso Senhor tem sempre
Muita da sua Gente presente

Para ajudar a passar
Entre as águas do mar
E o lugar onde vão ficar...


Fi-lo em frente ao mar da Póvoa, perto do senhor dos navegantes...
Um beijinho da laura..

Sorte a da tua mãe que se arriscou assim..e foste salva e mais tarde tornaram a ver a nina que salvaram ainda na barriga da mãe, que lindo, emocionante...já eras uma sortuda naquela altura...

Agulheta disse...

Laura. Como vês querida,sou uma mulher valente! ou com sorte,isto foi assim como relatei aqui,quando tive idade para entender a mâe me contou,e guardo com ternura a foto dos jovens.Adorei o poema um dia se clhar vou fazer algo sobre o mesmo se consentires claro?
Beijinho da Lisa

Laura disse...

De sorte? és uma sortalhuda do caraças!...mai'la mãe que tens... tem desculpa de só ter 19 anos (onde andava o juizinho dela, casar com essa idade? xi, que pecado...a minha tinha 15 e meio, mas que desajuizadas as duas) a vida é pra viver namorar, amar sem conta nem razão, mas que pena que so soube disso agora aos 56 ehhhhhh, nunca se sabe... Beijinhos e usa o poema quando quiseres...tem direitos de autor, mas acho que nada impede..bolas...ji.

Anónimo disse...

Que linda história amiga Elisa.
Comovente e contudo tão feliz.
Obrigado por partilhar connosco.
Adorei, tem de contar mais histórinhas suas.
Beijinhos
Hoje faz anos a minha menina.
MAnuela

Gilbamar disse...

Os instantâneos da vida, em especial os realmente positivos e inesquecíveis, são como pérolas guardadas nas gavetas de nossa memória.

Abraços.

o que me vier à real gana disse...

Parabéns! Este é outro blog k vale a pena.

Uma Ilha disse...

Uma história linda amiga.Por aqui tudo bem, vou responder ao mail e já digo mais.Beijinhos amiga.Uma ilha

ps por aqui também, já eliminei 3 comentários hoje.

Agulheta disse...

Laura. Pois é um juízinho destes? mas olha eu caí no mesmo e foi com 18! a vida é assim e não me dei mal até agora.
Beijinho

Agulheta disse...

Manuela. Já algum tempo andava para colocar aqui,desta vez foi.
Beijinho

Agulheta disse...

Gibalmar. Pois é como sempre digo,as memórias são pedaços da alma.
Beijinho

Agulheta disse...

O que vier a real gana.
Obrigado amigo pela visita e opinião.
Abraço

Agulheta disse...

Uma Ilha.É uma história de vida,real que guardo no meu coração,(tenho por habito dizer) não tenho medo caí ao mar,na barriga da mãe???
Beijinho